A Contra Argumentação na Produção de Textos


A contra argumentação (ou o contra-argumento) é uma parte fundamental na produção de textos opinativos sobretudo, dos textos dissertativos argumentativos.

Ao contrário da Argumentação, utilizada para expressar o ponto de vista do escritor e conferir maior propriedade nos textos, a contra argumentação apresenta ideais opostas a argumentação.

Estrutura Textual

Para compreender melhor esse conceito, vale apresentar a estrutura básica dos textos:

  • Introdução (Tese)
  • Desenvolvimento (Antítese)
  • Conclusão (Síntese e/ou Nova Tese)

Diante dessa estrutura, podemos afirmar que a contra argumentação é explorada sobretudo no desenvolvimento do texto, também chamado de antítese ou anti-tese.

Para tanto, vale lembrar que a tese, apresentada na introdução do texto, refere-se ao assunto que será explorado e a antítese, por sua vez, vem apresentar os argumentos a favor e contra a tese inicial.

Dessa forma, ou seja, ao apresentar os argumentos a favor, bem como os contrários, o escritor do texto apresenta um debate, oferecendo maior propriedade ao texto e garantindo sua persuasão com os leitores.

Ou seja, a partir das ideias contrárias (contra-argumento) o escritor tece sua proposta que será concluída no final do texto, apresentando geralmente uma nova ideia, ou seja, uma nova tese.

Exemplo

Para compreender melhor o conceito do contra-argumento, segue abaixo um exemplo de texto dissertativo-argumentativo sobre o tema do aborto:

Título: A Questão do Aborto na Adolescência

Introdução: O aborto representa a retirada de um feto em fase de crescimento no interior do útero que pode ocorrer de maneira espontânea ou induzida. Com o aumento da gravidez entre as adolescentes e a legislação brasileira que não permite essa prática, torna-se essencial apresentar os principais problemas que podem envolver um aborto feito em casa ou numa clínica clandestina.

Desenvolvimento: Dentre os principais problemas do aborto na adolescência podemos apontar o risco que corre as mães de realizarem os abortos sem conhecimento sobre o assunto. Nalguns casos, elas podem apresentar problemas no útero e dependendo da agressividade, pode resultar na incapacidade de ter mais filhos no futuro.

Ainda que existem remédios (não legalizados) para a realização do aborto, por exemplo, o cytotec, muitas jovens preferem procurar uma clínica e algumas vezes realizar em casa mesmo, com objetos pontiagudos, o que pode perfurar o útero, ou causar problemas maiores, como uma hemorragia.

Na maioria dos casos, as jovens mães conseguem ter sucesso, no entanto, essa prática pode ser muito perigosa e devemos lembrar que não é permitido por lei. Assim, a melhor maneira de evitar o aborto é utilizar métodos anticoncepcionais confiáveis.

Vale lembrar que no Brasil, o aborto é considerado crime enquanto em muitos países ele é legalizado. De tal modo, “melhor se prevenir que remediar”, já dizia o antigo ditado.

Conclusão: Além da criação de Programas de Conscientização para os jovens, a luta para a legalização do aborto no Brasil deve continuar. Lembre-se que quando isso acontecer, salvaremos muitas vidas.

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