Difteria

Lana Magalhães

A difteria, também chamada de crupe, é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria. O nome científico do bacilo que libera toxinas no corpo é Corynebacterium diphtheriae.

Geralmente, a difteria afeta as crianças, mas pode se manifestar nos adultos que não tomaram a vacina contra a doença.

Sua principal característica é a inflamação da garganta, o que causa um inchaço na região do pescoço, devido à expansão dos gânglios linfáticos.

DifteriaFoto de criança com difteria

O diagnóstico da doença é feito pelo exame de sangue ou pela análise das secreções do doente. Importante ressaltar que a difteria se manifesta mais no inverno.

Note que além do inchaço na região do pescoço, é comum a presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas nas amígdalas.

DifteriaPlaca membranosa nas amígdalas

Felizmente, com as campanhas de vacinação, os casos de difteria têm diminuído no Brasil e no mundo.

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Sintomas

O período de incubação da bactéria dura cerca de cinco dias. Os principais sintomas da difteria são:

  • Febre
  • Calafrios
  • Fadiga
  • Palidez
  • Tosse
  • Rouquidão
  • Náuseas
  • Taquicardia
  • Mal-estar
  • Falta de apetite
  • Coriza nasal
  • Dificuldade de engolir
  • Dor de cabeça e garganta
  • Inflamação das amígdalas, faringe, laringe e nariz
  • Inchaço no pescoço
  • Dificuldade de respirar

Obs: A difteria também pode causar alterações na pele, como manchas avermelhadas. Nesse caso, é chamada de difteria cutânea.

DifteriaLesão na perna causada pela difteria cutânea

Transmissão

A transmissão da doença é feita pelo contato com as pessoas infectadas. Ela ocorre, sobretudo, por meio da respiração.

Secreções liberadas pela tosse, espirros e saliva dos portadores da doença podem contagiar outras pessoas. Portanto, o infectado deve evitar locais fechados para não disseminar a doença.

Além da respiração, a pele também é um local onde pode ser encontrada a bactéria, por isso a difteria também pode ser transmitida pelo contato físico.

Sendo assim, deve ser evitado também o compartilhamento de objetos que podem estar contaminados por secreções.

Tratamento

Se não for tratada devidamente, a difteria pode causar problemas como insuficiência respiratória, renal, paralisia, parada cardíaca e dificuldades neurológicas.

No pior dos casos, ela pode causar asfixia no paciente, visto o inchaço dos gânglios linfáticos, o que leva a obstrução das vias respiratórias. Nalguns casos, a traqueostomia é uma solução.

Para o tratamento da difteria é indicado:

  • Repouso
  • Boa alimentação e ingestão de líquidos
  • Nebulização para liberar as secreções
  • Aplicação de soro antidiftérico para neutralizar a toxina
  • Uso de antibióticos

Prevenção

A vacina contra a difteria é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença. Além da difteria, a vacina tetravalente (DTP+Hib) combate o tétano, a meningite e a coqueluche (pertussis). Ela é feita em três doses que devem ser tomadas durante a infância.

Além dela, pode ser tomada a vacina tríplice bacteriana (DTP) contra a difteria, o tétano e a coqueluche (pertússis). Ou ainda a vacina dupla bacteriana (DT), que combate a difteria e o tétano.

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Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.