Epilepsia

Lana Magalhães

A epilepsia é um tipo de transtorno no cérebro comum a várias doenças do Sistema Nervoso Central (SNC).

Estima-se que a epilepsia afete 1 a cada 100 mil pessoas no mundo.

Sintomas

A principal manifestação da epilepsia é o ataque epiléptico, causada por um distúrbio nas atividades elétrica e química do cérebro.

A crise epiléptica ocorre quando as células conhecidas como neurônios disparam impulsos elétricos de maneira anormal induzindo um comportamento estranho ao corpo.

Além disso, as crises se repetem e não é possível prever quando ocorrerá a próxima.

A convulsão é caracterizada por uma crise epiléptica. Porém, nem todas as crises epilépticas são designadas por convulsões, um exemplo é a crise de ausência.

A crise de ausência ocorre quando a pessoa passa determinados momentos paralisada e com olhar distante.

Os principais sintomas da epilepsia são:

  • Contração dos músculos
  • Perda de consciência
  • Confusão mental

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Tipos

A epilepsia é dividida em crises isoladas e generalizadas:

  • Crise isoladas: Atingem uma parte do cérebro, ou seja, apenas um dos hemisférios cerebrais.

  • Crises generalizadas: São que atingem todo o cérebro, ou seja, os dois hemisférios cerebrais.

Causas

A epilepsia pode ocorrer em qualquer idade e depende de fatores externos ou genéticos.

Os fatores externos são, em geral, resultantes de danos provocados, como o traumatismo craniano, abuso de álcool, uso de drogas e doenças.

As principais doenças que têm como sintoma a crise epilética são:

  • Meningites e encefalites
  • Tumores cerebrais
  • Neurocisticercose
  • Acidente vascular cerebral
  • Doença de Alzheimer

Tratamento

Na maioria dos casos a epilepsia não tem cura.

O tratamento mais aplicado para a epilepsia é o uso de medicamentos que evitam as crises epilépticas.

Algumas pessoas precisam utilizar medicamentos de controle por toda a vida e outras, dependendo da maneira como são afetadas, apenas por um período até o controle das crises.

Diagnóstico

A Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) estabeleceu como padrão epidemiológico a ocorrência de dois ou mais eventos de convulsões não provocadas em um intervalo maior que 24 horas.

Os principais exames para determinar a ocorrência da epilepsia são:

  • Eletroencefalograma: demostra a atividade do cérebro no momento da crise ou durante os seus intervalos.
  • Ressonância Magnética: demonstra, como em uma fotografia, os danos no cérebro.

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Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.