Governo Trump


O Governo Trump começou em janeiro de 2017 e tem sido alvo de críticas até mesmo de seus simpatizantes.

O presidente americano enfrenta dificuldades em cumprir suas propostas de governo devido à falta de apoio do Congresso e dos grandes índices de rejeição por conta de suas atitudes controversas.

Política Interna

Trump no Texas
A primeira-dama Melania Trump e o presidente distribuem refeições num abrigo para os atingidos pelo furacão no Texas

No plano interno, a política de Trump tem buscado recuperar a indústria americana e dificultar a imigração ilegal.

No primeiro mês na presidência, por exemplo, ameaçou aumentar impostos da indústria automobilística caso esta continuasse a montar automóveis fora do país.

Uma de suas promessas de campanha foi acabar com o serviço de saúde implantado pelo presidente Barack Obama, chamado popularmente de "Obamacare". Contudo, não conseguiu apoio do Congresso para fazê-lo, mas reduziu as verbas para o programa de saúde .

Igualmente, tornou facultativo o financiamento a contraceptivos.

Quis vetar a entrada de pessoas transgêneras nas Forças Armadas, mas o Pentágono vetou esta norma.

Em matéria de imigração, reduziu o fundo de ajuda para jovens imigrantes, os chamados "Dreamers" que ajudava a cerca de 800.000 pessoas.

Outra medida polêmica foi restringir a imigração de países de maioria muçulmana. Após intensa batalha judicial, em dezembro de 2017, a Suprema Corte americana liberou a medida. Assim, cidadãos de Irã, Iêmen, Líbia, Síria, Somália e Chade estão proibidos de entrar nos Estados Unidos.

Donald Trump teve de enfrentar desastres naturais que destruíram cidades no estado do Texas, Flórida e Porto Rico. Apesar de ter visitado os lugares atingidos, a maneira irônica com que se referia aos acontecimentos provocou muitas críticas.

Política Externa

Donald Trump e Peña Neto
O presidente do México, Peña Nieto e o presidente americano, Donald Trump após um encontro bilateral

No campo da política externa, o presidente Donald Trump tem colecionado uma série de controvérsias.

Um dos seus primeiros atos foi retirar os Estados Unidos do Tratado do Pacífico alegando que o mesmo não trazia vantagens comerciais significativas para o país.

Anunciou a retirada dos Estados Unidos da Unesco que deve se concretizar em 2020.

Acordo de Paris

Igualmente, anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, que previa um compromisso para tentar frear o aquecimento global. Ainda que não possa fazê-lo antes de 2020, segundo o mesmo acordo, já declarou publicamente sua intenção de romper o tratado.

México

Uma de suas medidas mais polêmicas diz respeito à construção de um muro na fronteira com o México. No entanto, o Congresso americano não autorizou o financiamento para esta obra.

Rússia

As relações com a Rússia também são alvo de preocupação. Não só pelas posições contrárias que os países sustentam em assuntos de política internacional, mas a possível interferência do presidente russo Putin na campanha eleitoral americana azedou a relação.

Cuba

Após décadas de relações conflituosas com Cuba, o ex-presidente Obama finalmente havia se reaproximado da ilha caribenha. No entanto, Trump está revisando esta política e ordenou a retirada da maior parte dos diplomatas que serviam no país.

Do mesmo modo, voltaram as restrições a viagens para a ilha de Cuba e proibiu a realização de negócios com entidades militares desse país.

Oriente Médio

Em dezembro de 2017, cumprindo uma promessa de campanha, reconheceu Jerusalém como capital de Israel desencadeando protestos da comunidade internacional.

Em maio de 2018, seu principal aliado na região, o presidente de Israel, Benjamín Netanyahu, acusou o Irã de continuar o seu programa nuclear.

A resposta do presidente americano veio em 8 de maio quando anunciou que os Estados Unidos rompeu o Pacto Nuclear com o Irã e voltou a levantar sanções econômicas a este país.

Visitas Presidenciais

O presidente Donald Trump recebeu cerca de 20 mandatários nos EUA, como o presidente da China, Xi Jinping; o primeiro-ministro do Japão, Shinzō Abe; o presidente da Argentina, Maurício Macri; o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, entre outros.

Já em 2017 realizou uma série de visitas aos seus tradicionais aliados como Polônia, Alemanha, Israel, Suíça, Arábia Saudita e Japão. Esteve com o Papa Francisco, no Vaticano e assistiu ao desfile de 14 de julho, em Paris, na França.

Conflitos Bélicos

O governo Trump enfrenta a possibilidade de guerra com alguns países como a Coreia do Norte. Na Ásia, intervém militarmente na Síria e no Afeganistão.

Coreia do Norte

A administração Trump enfrenta problemas com a Coreia do Norte. Desde que chegou o governo, o mandatário norte-coreano Kim Jong-un vem realizando testes com mísseis que poderiam atingir territórios americanos no Pacífico.

Diante da vontade de Kim Jong-un em acabar com os testes nucleares, Trump marcou uma reunião com o dirigente em 12 de junho de 2010. No entanto, atritos diplomáticos fizeram o presidente americano cancelar o encontro.

Além da troca de insultos pela imprensa, o presidente Trump ordenou a mobilização do porta-aviões Carl Vinson na Ásia alimentando o Conflito entre Estados Unidos e Coreia do Norte.

Síria

No contexto da Guerra na Síria, Trump bombardeou a Síria em resposta ao ataque com armas químicas contra civis, em 6 de abril.

Afeganistão

Da mesma forma, em 13 de abril, ordenou o lançamento de bombas no Afeganistão, afirmando que estas atingiram um esconderijo do Estado Islâmico.

Curiosidades

  • O Twitter é a sua ferramenta de comunicação mais importante. A conta do presidente Trump tem mais de 40 milhões de seguidores.
  • Trump passa mais tempo num resort em Palm Beach, Flórida, que na Casa Branca, em Washington.

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