Infraestrutura Brasileira


A infraestrutura brasileira, bem como ocorre com os demais países ou organizações, é a reunião das estruturas de engenharia e instalações que integram a base em que são prestados os serviços necessários para o desenvolvimento produtivo, político e social. A definição, que vale para a o termo infraestrutura, foi dada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Integram a infraestrutura do país os sistemas de transporte, comunicação, distribuição de água, captação de esgoto e fornecimento de energia. Ou seja, são conjuntos de longa vida útil e de necessário fornecimento de maneira contínua e a longo prazo.

Devido à amplitude, a infraestrutura no Brasil é subdividida entre: infraestrutura econômica, a infraestrutura social e a infraestrutura urbana. As definições resultam de estudos realizados pelo Banco Mundial.

Infraestrutura Atual

A infraestrutura econômica integra os setores que subsidiam os domicílios e a produção. São eles: a energia elétrica, transporte, telecomunicações, fornecimento de água, habitação, gás natural, telecomunicações, logística de transporte (englobando: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias).

Também integram a infraestrutura econômica a prestação de serviços públicos, a coleta de resíduos sólidos, a tecnologia da informação e comunicação, os sistemas de drenagem, irrigação, produção e distribuição de biocombustíveis e a captação de petróleo.

Os investimentos recebidos pela infraestrutura têm impacto diretos e indiretos. Os impactos diretos, conforme o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) recaem sobre a expansão da capacidade de abastecimento ou escoamento da produção. Já os impactos indiretos são observados no desenvolvimento econômico e social.

Energia

Dos muitos aspectos relativos à infraestrutura, a energia entra com item fundamental para o investimento em novas empresas, distribuição de renda e melhoria do capital social. Isso ocorre porque a oferta de energia tem impacto direto nas empresas, indústria e para o cidadão.

É a partir da oferta de energia que são planejados desde a instalação, até a permanência e ampliação de uma empresa ou indústria. Em consequência, a oferta de energia impacta sobre a geração de empregos e suporte para os municípios.

No Brasil, a expansão do setor elétrico foi marcante ao fim da década de 1970. O crescimento econômico vivido pelo País impactou na necessidade de aumento da demanda de energia e empresas estatais foram estruturadas para atender a demanda.

A oferta de energia e investimento em infraestrutura econômica foi favorecida pela aplicação de capital externo, que caiu na década seguinte. Foi a partir de 1980 que a maior usina energética do País entra em atuação, a Itaipu.

A gerência elétrica era feita por meio de concessionárias que não mantinham a linearidade no êxito da administração do setor. A consequência era a baixa oferta de energia e limitação do crescimento econômico.

Para tentar solucionar a questão, na década de 1990, o governo federal adotou o modelo inglês de administração do setor, na tentativa de atrair investidores. O caráter de monopólio, contudo, foi mantido na criação do mercado atacadista. O setor é coordenado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema).

O modelo atacadista de distribuição foi duramente questionado devido à crise do racionamento e causou instabilidade econômica. Houve dúvida sobre a manutenção dos investimentos já captados e em operação, bem como na atração de novos. Sem garantia de energia em todos os polos, nem todas as regiões do País têm capacidade para atrair indústrias, gerar empregos e impulsionar o crescimento social.

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Transporte

O Brasil tem dimensões continentais e adotou o modelo rodoviário como alternativa para atingir todas as regiões. Mesmo questionado durante sucessivos governos, as rodovias ainda têm maior importância que qualquer outro modal no País.

Não são poucas as críticas relativas às estradas brasileiras. Federais ou estaduais, as vias carecem de manutenção e representam risco à segurança. As más condições também encarecem o frete, devido à necessidade maior de investimento na manutenção de caminhões.

O sistema rodoviário, considerado adequado para vencer as distâncias no País recebe pouco investimento e, mesmo mostrando ser mais eficiente, é adotado para ligar poucas regiões.

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