O que é Inflação?


Inflação é um termo da economia que significa aumento generalizado de preços de bens e serviços.

O resultado é que o poder de compra da população cai porque os preços estão mais altos, tornando os produtos menos acessíveis.

Em resumo, com a inflação, o dinheiro vale menos gradativamente e, com o passar do tempo, serve para comprar uma quantidade menor de bens ou serviços.

Cálculo da Inflação

A inflação é "medida" ou averiguada mensalmente por meio do consumo das famílias. Essa forma de medir os preços gera o que, em economia, é denominado índice.

No Brasil, o índice da inflação é o INPC (Índice de Preços ao Consumidor) que é verificado todos os meses pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Todas as famílias têm padrões de consumos diferentes. Por exemplo, algumas consomem carne todos os dias e outras somente uma vez ao mês.

Assim, para compreender o comportamento dos preços para a média das unidades familiares, o IBGE estabeleceu o que chama de população-objetivo.

Nesse grupo estão compreendidas as famílias cujo rendimento mensal varia entre um e cinco salários mínimos.

Essas famílias fornecem aos técnicos do IBGE os preços de produtos que adquiriram ao longo do mês.

Esses produtos são definidos periodicamente por meio de uma instrumento denominado POF (Pesquisa do Orçamento Familiar).

Nessa pesquisa constam os serviços, bens e produtos consumidos pelas população-objetivo, que informa o quanto pagou por cada um.

Índices da Inflação

Considerando a diferença de padrões das famílias, há outros índices que também são usados pelo IBGE para calcular a inflação no Brasil.

O principal deles é o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que resulta da observação de outros índices de verificação de preços.

Entre eles está o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado para averiguar o consumo das famílias que recebem entre um e 40 salários mínimos, independente da fonte de rendimento e residentes nas áreas urbanas.

Também são usados para medir a inflação o IPCA-15 e o Índice da Cesta Básica.

Variações de Preços

Alguns produtos representam maior importância na variação de preços do que outros. Entre eles estão os serviços permanentes, como eletricidade, fornecimento de água e coleta de esgoto, telefonia e transporte.

No cálculo de preços, esses serviços têm maior peso, por exemplo, que uma bala ou uma lata de óleo de cozinhar. A comparação de preços é mensal e anual.

Por isso é possível saber o comportamento de preços e, a partir deste dado, a possibilidade ou não de inflação.

Efeitos da Inflação

A inflação é marcada por efeitos internos e externos. Internamente, o processo é marcado pelo aumento da quantidade de dinheiro para a aquisição de produtos. Já do ponto de vista externo ocorre a desvalorização da moeda.

Extremos de Inflação

O Império Romano e a Alemanha viveram os dois exemplos clássicos de extremos de inflação na história. No império Romano, na era do imperador Diocleciano, houve a desvalorização da moeda imperial, os denários.

As moedas eram confeccionadas com ouro puro e tiveram que ser fabricadas com o metal impuro. O imperador não percebeu a causa, lançou a culpa sobre os comerciantes e puniu quem praticasse preços acima dos fixados.

No século XX, a Alemanha viveu o que foi considerado e maior inflação da história. Entre janeiro de 1919 e novembro de 1923, os preços aumentaram 1.000.000.000.000%.

O nível da inflação foi uma das causas preponderantes para a deflagração da 1ª Guerra Mundial e os alemães acusaram as nações signatárias do Tratado de Versalhes do prejuízo.

Deflação

A deflação é o processo inverso da inflação. Com ela, os preços em geral caem e, caso não haja controle da política econômica, o resultado do processo é a recessão do país.

Juros

Entre os principais sinais da inflação estão os juros. Em resumo, juros é o preço do dinheiro.

Consistem no que será pago sobre o que foi tomado de empréstimo em operações financeiras, são cobrados em moeda e corrente e expressos em percentagem.

Taxa Selic

Taxa Selic é o nome da taxa de juros que o governo brasileiro usa para calcular os juros de quem empresta dinheiro.

A Selic também é chamada de Taxa Referencial e é calculada todos os meses pelo Copom (Comitê de Política Econômica), que é subordinado ao Banco Central do Brasil.

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