Questões de História — 8º ano

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8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado para se referir aos:

Senhores de engenho de Olinda.

Soldados holandeses.

Comerciantes portugueses de Recife.

Escravizados africanos.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Atualmente, historiadores apontam que a Revolta dos Malês não pode ser entendida apenas como um evento brasileiro, mas como um reflexo de dinâmicas ocorridas no continente africano. Sobre essa ligação, assinale a alternativa correta:

Os rebeldes baianos eram liderados por chefes de comunidades situadas na atual África do Sul. Entre seus interesses, tais líderes buscavam expandir o cristianismo entre os demais cativos no Brasil.

O movimento foi uma tentativa de restaurar as estruturas políticas do Império Mali na América, replicando suas lógicas de poder e laços sociais característicos.

A revolta foi organizada por escravos que desconheciam as táticas militares, uma vez que na África não haviam tido contato com guerras. Isso explica o fracasso do movimento.

Parte dos revoltosos eram veteranos de guerras ocorridas no continente africano, trazendo para a Bahia experiências políticas e religiosas ligadas à expansão do Islã.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Leia o texto abaixo, acerca do processo de desenvolvimento do capitalismo:

"Foi a era em que movimentos de massa organizados da classe dos trabalhadores assalariados, característica do capitalismo industrial e por ele criada, emergiram subitamente exigindo a derrubada do capitalismo. Mas emergiram em economias altamente prósperas e em expansão e, nos países onde eram mais fortes, em um momento em que o capitalismo lhes oferecia condições ligeiramente menos miseráveis que antes."

(HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Impérios: 1875-1914. São Paulo: Paz e Terra, 2005. p. 24)

Para o autor, o paradoxo observado reside em que:

O capitalismo industrial criou a massa de trabalhadores e explorou-a.

Os trabalhadores viviam em condições menos miseráveis nos países industrializados.

O surgimento do movimento de massa dos trabalhadores assalariados aconteceu na fase do capitalismo industrial, e não antes.

Os movimentos de trabalhadores ocorreram em países ricos e industrializados, com condições de vida ligeiramente melhores.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Sobre a relação entre a Inglaterra e o fim da escravidão no Brasil, analise as sentenças e assinale a alternativa correta:

Os ingleses defendiam a manutenção da escravidão no Brasil. Como eles eram os grandes navegadores, todos os navios carregados de escravizados precisavam pagar uma taxa para a coroa britânica. Portanto, a escravidão brasileira era favorável a estes.

Os ingleses defendiam a manutenção da escravidão no Brasil. O principal motivo estava nos acordos realizados entre Brasil e Portugal a partir de 1808, com a Abertura dos Portos brasileiros às nações amigas. Assim, o tráfico de escravizados era lucrativo para a Inglaterra.

Os ingleses eram contrários a manutenção da escravidão no Brasil. Isso porque o que era de seu interesse era a escravização de povos asiáticos, onde eles possuíam colônias. Mesmo propondo acordos com D. João VI para que o uso de africanos fosse substituído, a mudança não seria vantajosa para Portugal, que declinou.

Os ingleses eram contrários a manutenção da escravidão no Brasil. Símbolo das ideias iluministas, a Inglaterra era defensora dos direitos individuais dos seres humanos e, portanto, contrária a qualquer tipo de escravização de pessoas.

Os ingleses eram contrários a manutenção da escravidão no Brasil. Por conta de seu processo de industrialização, a escravidão não era interessante para os britânicos porque, como não ganha salário, um escravizado não pode consumir e, consequentemente, não pode consumir produtos ingleses. Portanto, a escravidão brasileira para a Inglaterra representava um menor mercado consumidor brasileiro apto a comprar seus produtos.

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Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:

O Ato Adicional foi um conjunto de propostas criado pelo Partido Conservador que visava descentralizar as decisões políticas no Brasil, gerando maior autonomia para as províncias.

O Ato Adicional foi o momento onde, por conta das diversas revoltas que estavam acontecendo no país após a abdicação de D. Pedro I, os políticos liberais entenderam ser melhor votar pelo retorno de um imperador para o país, solicitando um novo processo de colonização para os portugueses.

Entre as principais mudanças propostas pelo Ato Adicional, estava a mudança do modelo de regência, de Una para Trina. Portanto, com o Ato Adicional, o Brasil deixou de ter um regente apenas e passou a ter três.

Boa parte da autonomia que as províncias passaram a ter através do Ato Adicional de 1834 foi retirada na regência de Araújo Lima, do Partido Conservador, através da Lei Interpretativa do Ato Adicional, em 1840.

Diogo Feijó, membro do Partido Conservador, foi um grande defensor de criar autonomia para que as províncias pudessem tomar decisões importantes internamente. Isso porque, considerando o tamanho do Brasil, essa autonomia agilizaria processos e consequentemente auxiliaria a população, pois assim seus governantes poderiam ser mais assertivos de maneira mais rápida e eficaz.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

O Primeiro Reinado (1822-1831), período de governo de Dom Pedro I, foi marcado por conflitos internos e externos, como:

A Revolução Pernambucana e a Revolta dos Malês.

A Confederação do Equador e a Guerra da Cisplatina.

A Balaiada e a Conjuração Baiana.

A Guerra do Paraguai e a Guerra dos Farrapos.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

“A introdução de trabalhadores livres em um país cujas terras eram doadas segundo o velho princípio colonial, ou simplesmente ocupadas, se afiguraria um problema na medida em que se desejava que aqueles trabalhadores se dirigissem às fazendas de café. Assim no mesmo ano de 1850 foi votada a chamada Lei de Terras, que estabeleceu o princípio da propriedade privada.”

(ARIAS NETO, José Miguel. Primeira República: Economia cafeeira, urbanização e industrialização. IN FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucilia. O tempo do liberalismo oligárquico - Vol. 1: Da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 204)

A Lei de Terras de 1850 representou uma mudança significativa na estrutura fundiária brasileira. Considerando o contexto histórico e a leitura do texto, é correto afirmar que:

A lei democratizou o acesso à terra ao estabelecer a propriedade privada, permitindo que trabalhadores livres e imigrantes pudessem adquirir suas próprias terras através do cultivo e da ocupação.

A legislação visava modernizar a estrutura agrária brasileira através da redistribuição de terras improdutivas para pequenos agricultores, fortalecendo a agricultura familiar.

O estabelecimento da propriedade privada teve como objetivo principal regularizar a situação dos posseiros que ocupavam terras devolutas desde o período colonial, garantindo seus direitos.

A lei restringiu o acesso à terra ao estabelecer a compra como única forma de aquisição, garantindo que trabalhadores livres e imigrantes, sem recursos para adquirir propriedades, se dirigissem às fazendas de café como mão de obra.

A propriedade privada foi instituída para facilitar a vinda de imigrantes europeus proprietários de terras, que traziam capital para investir na modernização da agricultura brasileira.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

"A sabinada reuniu uma base ampla de apoio, incluindo pessoas da classe média e do comércio de Salvador, em torno de ideias federalistas e republicanas. O movimento buscou um compromisso com relação aos escravos, dividindo-os entre nacionais - nascidos no Brasil - e estrangeiros - nascidos na África. Seriam libertados os cativos nacionais que houvessem pegado em armas pela revolução; os demais continuariam escravizados."

(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013. p. 143.)

A proposta dos revolucionários baianos em relação à escravidão, apresentada no texto, evidencia:

uma tentativa de angariar apoio de parcela da população afrobrasileira de Salvador, sem romper com os interesses em definitivo das elites escravocratas.

a influência das ideias abolicionistas britânicas sobre as lideranças do movimento, que defendiam o fim imediato da escravidão.

a radicalização social do movimento, que pretendia transformar profundamente as relações de trabalho na província baiana.

uma falta de alinhamento entre os revolucionários e os interesses dos grandes proprietários de escravos da região do Recôncavo.

a antecipação das propostas que seriam implementadas pela Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários décadas depois, libertando os nascidos no Brasil.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império
Foto do Memorial da Balaida, na qual é possível ver ruínas de uma edificação do período da revolta.
(Vestígios arqueológicos da Balaiada no Memorial da Balaiada, Caxias/MA. Foto de: Almanaque Lusofonista/Wikicommons - CC BY 3.0 BR)

A imagem acima apresenta parte do Memorial da Balaiada, situada na cidade de Caxias, no Maranhão. A construção e a preservação desse memorial revela um interesse do governo local em:

Promover o turismo internacional na região, atraindo visitantes interessados em conhecer as belezas naturais do Maranhão.

Demonstrar apoio às ideias separatistas que motivaram a revolta, incentivando novos movimentos de independência na província.

Manter viva a memória da Balaiada e valorizar a história local, reconhecendo a importância desse evento para a identidade maranhense.

Homenagear os líderes militares que reprimiram a revolta, destacando o papel das forças da Regência na pacificação da província.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

O Iluminismo ou Ilustração foi uma escola filosófica que criticava abertamente o poder absoluto dos reis. No entanto, os próprios iluministas propunham um novo sistema político que consistia:

Na limitação do poder real através da Constituição e das leis municipais.

Na divisão do poder absoluto em três ramos distintos, mas interligados no Executivo, Legislativo e Judiciário.

Na criação de uma Assembleia de Notáveis em cada país cuja função seria fiscalizar o poder do rei e assim evitar abusos.

Na supressão da figura do monarca e sua substituição por uma democracia direta eleita por sufrágio universal.

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