Questões de História — 8º ano

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8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

O Código Civil da França, mais conhecido como “Código Napoleônico” foi um compêndio de leis, instituído por Napoleão Bonaparte, em 1804, onde ficaram consagrados alguns princípios defendidos pela Revolução Francesa. Dentre eles, NÃO podemos citar:

Separação entre a Igreja e o Estado

Eliminava a isenção de impostos por nascimento.

Matrimônio civil e divórcio.

Propriedade coletiva.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Ao longo do século XIX, a América Latina tornou-se palco de uma série de movimentos e guerras de Independência. Nesse processo, o caso do Haiti ganhou destaque por sua singularidade, diferenciando-se dos demais países por:

Ser o único país da América a se tornar uma monarquia após a Independência.

Ter sido a única colônia francesa a romper com os domínios metropolitanos.

Adotar uma economia industrializada logo após a emancipação, abandonando o perfil agrário-exportador.

Ter seu processo de independência conduzido e liderado por escravizados e libertos.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

A respeito das Capitanias Hereditárias, implantadas durante o período do Brasil Colônia, assinale a alternativa INCORRETA:

Dom João III concedeu as terras para nobres portugueses, que eram pessoas de sua confiança. Essas terras foram doadas a estes.

Cada capitão donatário era considerado a autoridade máxima dentro de sua capitania.

Era responsabilidade do dono da capitania povoar, administrar, proteger o território, fundar vilas e desenvolver a economia local.

A Coroa Portuguesa não proporcionava ajuda financeira aos donatários. Estes deveriam investir de seu bolso nas terras recebidas.

As capitanias pertenciam aos donatários e não à Coroa Portuguesa. Portanto, eles recebiam taxas do rei por estarem administrando essas terras.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

São fatores que antecederam e motivaram a Guerra dos Mascates, exceto:

A falta de mão-de-obra escravizada.

A expulsão dos holandeses.

O enriquecimento dos comerciantes do Recife.

A queda dos preços do açúcar.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Qual das alternativas abaixo melhor define o processo de Imperialismo no século XIX e seus objetivos econômicos?

Colonização de territórios na América para a produção de açúcar, café e outros produtos coloniais escassos na Europa.

Busca por territórios e recursos no continente africano, dentro do contexto da Primeira Revolução Industrial.

Disputa entre as potências europeias por territórios na África e na Ásia, interessadas em garantir matéria-prima e mercados consumidores.

Processo de conquista de territórios fora da Europa, especialmente na busca por ouro, escravos e especiarias.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Uma das principais ideias da filosofia marxista, diretamente ligada à doutrina comunista, é a "luta de classes". Assinale a alternativa que melhor explica esse conceito.

Para Marx, a luta de classes é um fenômeno específico do capitalismo contemporâneo, resultante da exploração do trabalhador pela burguesia.

A luta de classes é o conceito utilizado por Marx para explicar relações superadas pelo capitalismo. Por exemplo, ele cita a disputa entre nobres e servos na Idade Média como um episódio da luta de classes.

Em linhas gerais, a luta de classes é a exploração de uma classe social pela outra. Tal disputa existe desde tempos antigos e seria o motor das transformações ao longo da história da humanidade.

A ideia central da luta de classes envolve a disputa entre comunistas e burgueses pelo poder. Enquanto a classe burguesa defende o Estado mínimo, a classe comunista defende o controle estatal sobre a sociedade.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

(Enem) A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê-lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade.

NABUCO, J. O abolicionismo [1883]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Publifolha, 2000 (adaptado).

No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual:

Copiava o modelo haitiano de emancipação negra.

Incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais.

Optava pela via legalista de libertação.

Priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores.

Antecipava a libertação paternalista dos cativos.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

(ENEM) Após a abdicação de D. Pedro |, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do govemo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro. O contexto do Período Regencial foi marcado:

por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.

por varias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.

pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.

pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.

pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Sobre os aspectos econômicos do Brasil durante o Segundo Reinado, assinale a alternativa correta:

O Brasil assinou a Lei de Abertura dos Portos às Nações Amigas, permitindo o comércio direto com a Inglaterra e outros países.

Foi iniciada uma política de industrialização por substituição de importações, fomentada pelo governo imperial ainda na década de 1850.

Além de estimular a imigração, o governo imperial promoveu uma Reforma Agrária e realizou uma ampla redistribuição de terras.

O avanço da cafeicultura impulsionou o crescimento de cidades no interior do Sudeste e favoreceu a expansão das ferrovias na região.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

”Com a liberação de capitais resultantes da abolição do tráfico negreiro, os investimentos dirigiram-se a outros setores, especialmente à economia cafeeira. Na medida em que esta se expandia, promovia uma ocupação de terras cada vez mais interiores, em especial São Paulo e Minas Gerais.”

(ARIAS NETO, José Miguel. Primeira República: Economia cafeeira, urbanização e industrialização. IN FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucilia. O tempo do liberalismo oligárquico - Vol. 1: Da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 207)

A relação entre o tráfico negreiro e a economia cafeeira no Brasil do século XIX foi marcada por uma histórica indissociabilidade. A partir do texto e de seus conhecimentos, é correto afirmar que:

O fim do tráfico internacional de escravizados em 1850 redirecionou capitais anteriormente investidos nessa atividade para a expansão cafeeira, dinamizando a economia do Sudeste e impulsionando a ocupação de novas áreas produtivas.

A abolição do tráfico negreiro em 1831 liberou recursos para a cafeicultura, permitindo a rápida substituição da mão de obra escravizada por trabalhadores imigrantes nas fazendas paulistas.

Os capitais oriundos do tráfico negreiro foram investidos prioritariamente na industrialização das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, relegando a cafeicultura a um segundo plano econômico.

A proibição do tráfico atlântico gerou uma crise na economia cafeeira devido à escassez de mão de obra, sendo necessária a importação emergencial de trabalhadores asiáticos para as fazendas.

O redirecionamento de capitais após o fim do tráfico concentrou-se na modernização dos portos exportadores, sem impactar significativamente a expansão territorial da cafeicultura.

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