Revolta Paulista de 1924


A Revolução Paulista de 1924 representou o maior conflito armado de São Paulo, com duração de 23 dias, liderada pelo General Isidoro Dias Lopes, durante o governo do presidente Artur Bernardes. É considerada a segunda revolta tenentista após o evento da "Revolta da Forte de Copacabana", em 1922, ocorrida durante o período denominado “República Velha” (1889-1930).

Para saber mais: República Velha, Tenentismo e Revolta do Forte de Copacabana

Principais Causas e Consequências da Revolta: Resumo

Descontentes com o regime oligárquico vigente, os tenentistas do Partido republicano Paulista (PRP), eram no geral, militares que lutavam pela democracia, reformas educacionais e políticas, bem como a saída das elites agrárias tradicionais as quais dominavam a cena política e econômica do país. Após o fracasso da Revolta do Forte de Copacabana, ocorrida no Rio de Janeiro, o grupo resolve voltar em cena e destituir o presidente de seu cargo, na época o mineiro Artur Bernardes.

A Revolução Paulista, ocorreu na mesma data da primeira revolta tenentista (Revolta do Forte de Copacabana, 05 de julho de 1922), sendo liderada pelo General Isidoro Dias Lopes (1865-1949), considerado o “Marechal da Revolução”, ao lado de vários tenentes: Joaquim do Nascimento Fernandes Távora, Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes, Índio do Brasil e João Cabanas.

A revolta que eclodiu dia 05 de julho de 1924, estava disposta em derrubar o presidente, de forma que cerca de 1.000 homens se espalharam para atacar a cidade, o qual perdurou 23 dias; o resultado corrobora o maior conflito bélico ocorrido na cidade de São Paulo: uma cidade destruída por diversos bombardeios, centenas de mortos e feridos.

Nesse ínterim, o presidente do estado, Carlos Campos, fugiu da capital além de cerca de 300 mil pessoas que foram refugiadas. Os rebeldes atacaram a sede do governo, Palácio dos Campos Elíseos, e tomaram a prefeitura, de diversas cidades do interior do estado.

Por fim, os rebeldes resistiram durante dias, entretanto, visto a proporção da revolta e os ataques constantes do governo (exército legalista fiel à Artur Bernardes), resolveram se deslocar para o sul, de forma que conquistaram algumas cidades nos estados do Paraná e Santa Catarina, até se juntarem aos tenentistas da Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes. Em agosto do mesmo ano, Carlos de Campos, retorna à cidade de São Paulo.

Observe que outros focos de revoltas se espalharam pelo país durante a Revolta Paulista de 1924, eclodida nos estados: Amazonas, Pará, Sergipe, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, as quais também foram combatidas pelo governo.

Para saber mais: Luís Carlos Prestes e Coluna Prestes

Curiosidade

  • A Revolta Paulista de 1924 é conhecida por outros nomes, a saber: “Revolução de 1924”, “Revolução do Isidoro” (em referência ao líder da revolta, o general Isidoro), “Revolução Esquecida” e “Segundo 5 de julho” (em alusão à data que sucedeu a Revolta do Forte de Copacabana, 5 de julho de 1922).