Silicose

Lana Magalhães

A silicose é uma doença pulmonar causada pela inalação da poeira de sílica.

A sílica é um composto natural formado por oxigênio e silício. É ainda uma substância cancerígena para humanos e animais. O pó da sílica origina uma poeira branca que se inalada pode causar a silicose.

A silicose acomete, principalmente, os trabalhadores das seguintes áreas:

  • Extração de rochas;
  • Mineração;
  • Perfuração de poços;
  • Construção civil;
  • Fabricação de vidros;
  • Cortadores de cerâmica;
  • Polimento de metais e rochas;
  • Confecção de próteses dentárias.

Ao inalar a poeira, as partículas de sílica ficam retidas nos alvéolos pulmonares e são fagocitadas por macrófagos, acumulando-se nos lisossomos. Nos locais onde a sílica se acumula formam-se nódulos que podem ser visualizados em exames de imagens.

Por ser um cristal, a sílica perfura os lisossomos, liberando enzimas digestivas que acabam por destruir a célula. Essa situação pode levar à destruição de grandes áreas dos pulmões.

Assim, a silicose é diretamente relacionada com a organela lisossomos.

A silicose é a mais antiga e grave doença ocupacional conhecida. No Brasil, estima-se que 6 milhões de trabalhadores estejam expostos ao risco de contrair silicose.

Prevenção e Tratamento

A melhor maneira de prevenir a silicose é evitar a exposição ao pó de sílica.

Também é importante adotar medidas de segurança no trabalho, como o uso de máscaras e o controle da disseminação da poeira.

Não existe um tratamento específico para a doença. A única opção é o controle com o afastamento da exposição à sílica. O uso de medicamentos pode ajudar a diminuir a insuficiência respiratória.

Causas e Sintomas da Silicose

A causa principal da silicose é a exposição ao pó de sílica.

Um ano de exposição intensa ao pó de sílica já pode causar a silicose. Porém, na maioria dos casos, os sintomas surgem após 10 anos de exposição.

O primeiro sintoma da silicose é a dificuldade respiratória. Os demais sintomas variam conforme o tipo de silicose apresentada pelo paciente. Existem três tipos de silicose:

  • Silicose Aguda: Os sintomas surgem após meses até dois anos de exposição intensa ao pó de sílica. Nesta forma, há o risco de rápida evolução para o óbito. Os sintomas são dispnéia, astenia, perda de peso e hipoxemia.
  • Silicose Acelerada: É o tipo que ocorre entre as formas aguda e crônica. Ela se manifesta entre dois a dez anos de exposição ao pó de sílica.
  • Silicose Crônica: É a forma mais comum que desenvolve-se com mais de dez anos de exposição ao pó de sílica. Nesta forma, os sintomas não se manifestam no início da doença. Por isso, quando é descoberta, o paciente já está em estágio avançado de silicose, com risco de morte.

Os doentes afetados pela silicose possuem mais chances de adquirir tuberculose e câncer.

A evolução da silicose é lenta e irreversível.

Lana Magalhães
Lana Magalhães
Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.