Sionismo


O “Sionismo” ou “Nacionalismo Judaico” foi um movimento internacional associado aos judeus, uma vez que propôs um Estado judaico independente, sendo seu principal divulgador e idealizador o jornalista e escritor judeu austro-húngaro Theodor Herzl (1860-1904), autor da obra “Der Judenstaat” (“O Estado Judeu”).

A obra “O Estado Judeu” (1896) representou uma das mais importantes para a divulgação do movimento Sionista no mundo, onde Theodor aponta que diante da hostilidade ao povo e à cultura judaica (denominada de antissemitismo) durante séculos, a segurança dos judeus seria efetivada com a criação de um Estado Judaico, o qual reuniriam todos os que estavam espalhados pelo mundo.

O próprio Theodor Herzl promoveu o “I Congresso Sionista Mundial”, na cidade de Basiléia, na Suíça, em 1897. Na ocasião, Herzl fundou a “Organização Sionista Mundial”, ativa até hoje. O último Congresso Sionista Mundial ocorreu em 2010.

Esse movimento de cunho político, ideológico, religioso e nacionalista surgiu em fins do século XIX na Europa, o qual defendia o agrupamento ou o retorno de judeus ao Estado de Israel (Palestina), após as várias perseguições e diásporas ocorridas ao longo da história.

Para os adeptos e seguidores do Sionismo, o povo judeu deveria habitar a região indicada na Bíblia: a “Terra de Israel” ou a “Terra Santa”, em Jerusalém, único local em que estariam seguros. O termo “Sionismo” refere-se à “Sião” (Zion), ou seja, o nome da colina onde ficava o templo de Jerusalém.

Embora o sionismo tenha resultado na criação do Estado Moderno de Israel, bem como no retorno dos Judeus para a Terra Prometida, os árabes palestinos que habitavam a região, ficaram descontentes com a vitória, e até hoje, existem muitos conflitos entre os povos. De tal modo, muitos judeus não aderiram ao movimento sionista criticando muitos de seus preceitos.

Para saber mais: Antissemitismo

Diáspora Judaica

A Diáspora Judaica (dispersão, exílio) representou o movimento de expulsão dos judeus que teve início em 586 a.C., e somente terminou com 1948, com a tomada da Palestina e a criação do Estado de Israel. Assim, em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) dividiu a antiga Palestina em dois: um território judeu e um território palestino, fato que incomodou os palestinos, gerando diversos confrontos que permanecem até os dias atuais.

Note que durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), estima-se que mais de 5 milhões de judeus foram o foco de extermínio nos campos de concentração pelos nazistas alemães, fato que impulsionou a migração de diversos judeus que viviam sobretudo, na Europa central e da Europa de Leste, para a Palestina e consequentemente, a criação do Estado Judaico, pondo fim ao movimento inicial do Sionismo que durou cerca de 2000 anos.

Para saber mais sobre o assunto, acesse o link: Diáspora Judaica

Antissionismo

Embora a maioria dos judeus apoiem o movimento sionista, o Antissionismo, como o próprio nome indica, é um movimento contrário ao Sionismo, composto por uma minoria ortodoxa e ultrarradical que busca o término de movimentos ligados às ideologias sionistas no mundo, sendo contrários a criação do Estado Judaico, bem como à política de ocupação dos territórios Palestinos.

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