As 10 superstições em que (quase) todo brasileiro acredita

Márcia Fernandes

Superstição é uma crença em algo sem fundamento lógico. Transmitida oralmente entre gerações, faz parte integrante da cultura popular.

Também chamadas de crendices, as superstições chegam a influenciar bastante a vida das pessoas no dia a dia, ao ponto de elas fazerem ou deixarem de fazer coisas por acreditarem que determinadas ações possam trazem azar ou, ao contrário, sorte.

Temos certeza de que você vai se divertir com as superstições que o Toda Matéria selecionou.

1. Chinelo virado provoca a morte da mãe

Chinelo de cabeça para baixo

Dizem que quem inventou essa história foram as próprias mães. Essa teria sido a forma de incentivarem as crianças a colocarem os chinelos direitos.

É que antes, grande parte dos chãos eram de terra, o que sujava os chinelos. Como mãe fala e criança não ouve, só o medo de perdê-la poderia surtir algum efeito na criançada.

2. Quebrar espelho traz 7 anos de azar

Mulher se vendo em espelho quebrado

Essa superstição se deve aos comerciantes de espelhos, cujos primeiros fabricados de vidro surgiram na Itália e eram muito caros.

A forma de conseguir que os empregados tivessem o máximo cuidado possível com esses objetos era amedrontá-os, prometendo 7 anos de azar a quem quebrasse uma dessas peças.

3. Fazer pedidos a uma estrela cadente

Crianças vendo estrela cadente

Ao longo do tempo, foi transmitido entre as pessoas que as estrelas cadentes eram os deuses passeando pelos céus.

Como não é fácil conseguir visualizar esse momento, quem tivesse essa sorte deveria aproveitar para fazer um pedido, com grande possibilidade de ser atendido, pois estaria sendo visto e ouvido pelos deuses.

4. Quem brinca com fogo faz xixi na cama

Criança brincando com fogo

Essa é mais uma crendice criada pelas mães. Ela tem como objetivo afastar os filhos de brincadeiras perigosas.

Há uma altura em que é muito difícil ensinar as crianças a controlarem a micção e, para tanto, os pais podem utilizar como recurso a ameaça de umas boas palmadas. Com medo de apanhar, as crianças preferem não brincar com o fogo e, assim, evitar fazer xixi na cama.

5. Se encontrar um gato preto terá azar

Gato preto na rua

Os cavalos eram o principal meio de transporte na Idade Média. Quando um gato atravessava um caminho de frente para esses animais, eles se assustavam com o brilho dos olhos do felino.

Ansiosos por terem sempre uma viagem tranquila, os viajantes se chateavam com o aparecimentos dos gatos, acreditando que eles eram grandes portadores de azar.

6. Encontrar um trevo de quatro folhas dá sorte

Trevo de quatro folhas

O fato de ser tão rara incutiu nessa plantinha o título de portadora da sorte.

No entanto, histórias transmitidas entre gerações levam a acreditar que o trevo de quatro folhas seria sagrado e utilizado como um amuleto pelo fato de representar uma cruz.

7. Bater na madeira evita que algo ruim aconteça

Mão de homem batendo na madeira

A superstição de que o ato de bater na madeira espanta o azar surge com a crença pagã em que se acreditava que os deuses viviam nas árvores.

Bater nas árvores era como um "pedido de socorro", que consistia em chamar os deuses para afastar as coisas ruins.

8. Noivo não pode ver a noiva vestida para o casamento

Noivo à frente da noiva de olhos vendados

Essa ideia surge com os casamentos arranjados. Sem o casal se conhecer, o noivo poderia querer fugir ao compromisso se não gostasse da sua prometida.

Para evitar isso, passou-se a difundir a crendice de um casamento infeliz para o casal cujo noivo visse a futura companheira com o seu vestido antes da cerimônia.

9. Orelha esquerda queimando, alguém está falando mal de você

Mulher com orelha esquerda vermelha

Plínio, o Velho, teria sido o responsável pela difusão dessa ideia, em que aprendemos a acreditar desde pequenos.

Segundo esse historiador, a razão do ardume nas orelhas deriva do "mercúrio universal" existente no ar, o qual transferiria energia de uma pessoa a outra, mesmo apenas falando nelas.

10. Cruzar os dedos para que dê certo

Homem fazendo figas

Cruzar os dedos ou "fazer figas" era uma forma de imitar a cruz utilizando os dedos.

Segundo uma das possíveis origens da superstição, na altura em que os cristãos eram perseguidos esse era um gesto secreto usado para que eles se reconhecessem entre si, além de representar um pedido de proteção.

Quiz do Folclore

Temos certeza de que você vai gostar dos textos que preparamos:

Márcia Fernandes
Márcia Fernandes
Professora, pesquisadora, produtora e gestora de conteúdos on-line. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos.