ENEMExercícios para o ENEM

Exercícios ENEM

Foram encontradas 6259 questões
ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Morfologia — Classes de Palavras (parte 1)
Novas tecnologias

       Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas ás atividades de telecomunicações. Expressões freqüentes como “o futuro já chegou", "maravilhas tecnológicas" e “conexão total com o mundo” “fetichizam’' novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o "futuro” tão festejado.
        Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento.
       Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar por espontânea vontade a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.

SAMPAIO, A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em http://observatoriodaimprensa.com.br.
Acesso em: 1 mar. 2013 (adaptado).

Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação lingüística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto da vista defendido. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva

criar relaçao de subordinação entre leitor e autor, já que ambos usam as novas tecnologias.

enfatizar a probabilidade de que toda população brasileira esteja aprisionada às novas tecnologias.

indicar, de forma ciara, o ponto de vista de que hoje as pessoas são controladas pelas novas tecnologias.

tornar o leitor copartícipe do ponto de vista de que ele manipula as novas tecnologias e por elas é manipulado.

demonstrar ao leitor sua parcela de responsabilidade por deixar que as novas tecnologias controlem as pessoas.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica
Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como dança aristocrática, oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa.

      No Brasil, foi introduzida como dança de salão e. por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto
popular. Para sua ocorrência, é importante a presença de um mestre “marcante" ou “marcador” , pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes marcações: "Tour", “En avant", “Chez des dames" “Chez des chevatiê", “Cestinha de flor”, “Balancê”, "Caminho da roça” , "Oiha a chuva’ , “Garranchê", "Passeio", "Coroa de flores", “Coroa de espinhos” etc.
      No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.

CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Melhoramentos. 1976

As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por

possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região.

abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma mesma nação.

apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo, também, considerada dança-espetáculo.

necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.

acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa
Jogar limpo

      Argumentar não é ganhar uma discussão a qualquer preço. Convencer alguém de algo é, antes de  tudo, uma alternativa à pratica de ganhar uma questão no grito ou na violência física — ou não física. Não física, dois pontos. Um político que mente descaradamente pode cativar eleitores. Uma publicidade que joga baixo pode constranger multidões a consumir um produto danoso ao ambiente. Há manipulações psicológicas não só na religião. E é comum pessoas agirem emocionalmente, porque vitimas de ardilosa - e cangoteira — sedução. Embora a eficácia a todo preço não seja argumentar, tampouco se trata de admitir só verdades científicas — formar opinião apenas depois de ver a demonstração e as evidências, como a ciência faz. Argumentar é matéria da vida cotidiana, uma forma de retórica, mas é um raciocínio que tenta convencer sem se tornar mero cálculo manipulativo, e pode ser rigoroso sem ser científico.

Língua Portuguesa. São Paulo, ano 5, n. 66, abr. 2011 (adaptado).

No fragmento, opta-se por uma construção lingüistica bastante diferente em relação aos padrões normalmente empregados na escrita. Trata-se da frase “Não física, dois pontos". Nesse contexto, a escolha por se representar por extenso o sinal de pontuação que deveria ser utilizado

enfatiza a metáfora de que o autor se vaie para desenvolver seu ponto de vista sobre a arte de argumentar.

diz respeito a um recurso de metalinguagem, evidenciando as relações e as estruturas presentes no enunciado.

é um recurso estilístico que promove satisfatoriamente a sequenciação de ideias, introduzindo apostos exemplificativos.

ilustra a flexibilidade na estruturação do gênero textual, a qual se concretiza no emprego da linguagem conotativa.

prejudica a seqüência do texto, provocando estranheza no leitor ao não desenvolver explicitamente o raciocínio a partir de argumentos.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica

               A diva

Vamos ao teatro, Maria José?
Quem me dera,
desmanchei em rosca quinze kilos de farinha,
tou podre. Outro dia a gente vamos.
Falou meio triste, culpada,
e um pouco alegre por recusar com orgulho.
TEATRO! Disse no espelho.
TEATRO! Mais alto, desgrenhada.
TEATRO! E os cacos voaram
sem nenhum aplauso.
Perfeita.


PRADO. A. Oráculos de maio. São Paulo: Siciliano. 1999.

Os diferentes gêneros textuais desempenham funções sociais diversas, reconhecidas pelo leitor com base em suas características especificas, bem como na situação comunicativa em que ele é produzido. Assim, o texto A diva

narra um fato real vivido por Maria José.

surpreende o leitor pelo seu efeito poético.

relata uma experiência teatral profissional.

descreve uma ação típica de uma mulher sonhadora.

defende um ponto de vista relativo ao exercício teatral.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica
Olá! Negro

      Os netos de teus mulatos e de teus cafuzos
     e a quarta e a quinta gerações de teu sangue sofredor
     tentarão apagar a tua cor!
     E as gerações dessas gerações quando apagarem
     a tua tatuagem execranda,
     não apagarão de suas almas, a tua alma, negro!
     Paí-João, Mãe-negra, Fufô, Zumbi,
     negro-fujão, negro cativo, negro rebelde
     negro cabinda, negro congo, negro íoruba,
     negro que foste para o algodão de USA
     para os canaviais do Brasil,
     para o tronco, para o colar de ferro, para a canga
     de todos os senhores do mundo;
     eu melhor compreendo agora os teus blues
     nesta hora triste da raça branca, negro!
     Olá, Negro! Olá, Negro!
     A raça que te enforca, enforca-se de tédio, negro!

LIMA, J Obras completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1958 (fragmento).

O conflito de gerações e de grupos étnicos reproduz, na visão do eu lírico, um contexto social assinalado por

modernização dos modos de produção e conseqüente enriquecimento dos brancos.

preservação da memória ancestral e resistência negra á apatia cultural dos brancos.

superação dos costumes antigos por meio da incorporação de valores dos colonizados.

nivelamento social de descendentes de escravos e de senhores pela condição de pobreza.

antagonismo entre grupos de trabalhadores e lacunas de hereditariedade.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica
O hipertexto permite — ou, de certo modo, em alguns casos, até mesmo exige — a participação de diversos autores na sua construção, a redefinição dos papéis de autor e leitor e a revisão dos modelos tradicionais de leitura e de escrita. Por seu enorme potencial para se estabelecerem conexões, ele facilita o desenvolvimento de trabaihos coletivamente, o estabelecimento da comunicação e a aquisição de informação de maneira cooperativa.

Embora haja quem identifique o hipertexto exclusivamente com os textos eletrônicos, produzidos
em determinado tipo de meio ou de tecnologia, ele não deve ser limitado a isso, já que consiste numa forma organizacional que tanto pode ser concebida para o papel como para os ambientes digitais. É claro que o texto virtuai permite concretizar certos aspectos que, no papel, são praticamente inviáveis: a conexão imediata, a comparação de trechos de textos na mesma tela, o
"mergulho” nos diversos aprofundamentos de um tema, como se o texto tivesse camadas, dimensões ou planos.

RAMAL, A. C, Educação na cibercultura ; hipertextualidade, leitura, escrita e aprendizagem Porto Alegre: Artmed, 2002.

Considerando-se a linguagem específica de cada sistema de comunicação, como rádio, jornal, TV, internet, segundo o texto, a hipertextualidade configura-se como um(a)

elemento originário dos textos eletrônicos.

conexão imediata e reduzida ao texto digital.

novo modo de leitura e de organização da escrita.

estratégia de manutenção do papel do leitor com perfil definido.

modelo de leitura baseado nas informações da superfície do texto.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica
Manta que costura causos e histórias no seio de uma família serve de metáfora da memória em obra escrita por autora portuguesa

O que poderia valer mais do que a manta para aquela família? Quadros de pintores famosos? Joias de rainha? Palácios? Uma manta feita de centenas de retalhos de roupas velhas aquecia os pés das crianças e a memória da avó, que a cada quadrado apontado por seus netos resgatava de suas lembranças uma história. Histórias fantasiosas como a do vestido com um bolso que abrigava um gnomo comedor de biscoitos; histórias de traquinagem como a do calção transformado em farrapos no dia em que o menino, que gostava de andar de bicicleta de olhos fechados, quebrou o braço; histórias de saudades, como o aventai que carregou uma carta
por mais de um mês... Muitas histórias formavam aquela manta. Os protagonistas eram pessoas da família, um tio, uma tia, o avô, a bisavó, ela mesma, os antigos donos das roupas. Um dia, a avó morreu, e as tias passaram a disputar a manta, todas a queriam, mais do que aos quadros, joias e palácios deixados por ela. Felizmente, as tias conseguiram chegar a um acordo, e a manta passou a ficar cada mês na casa de uma delas. E os retalhos, á medida que iam se acabando, eram substituídos por outros retalhos, e novas e antigas histórias foram sendo incorporadas à manta mais valiosa do mundo.
LASEVICIUS: A Língua Portuguesa, Sâo Paulo. n. 76.2012 (adaptado).

A autora descreve a importância da manta para aquela família, ao verbalizar que “novas e antigas histórias foram sendo incorporadas à manta mais valiosa do mundo” . Essa valorização evidencia-se pela

oposição entre os objetos de valor, como joias. palácios e quadros, e a veíha manta.

descrição detalhada dos aspectos físicos da manta, como cor e tamanho dos retalhos.

valorização da manta como objeto de herança familiar disputado por todos.

comparação entre a manta que protege do frio e a manta que aquecia os pés das crianças.

correlação entre os retalhos da manta e as muitas histórias de tradição oral que os formavam.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica
TEXTO I
É evidente que a vitamina D é importante — mas como obtê-la? Realmente, a vitamina D pode ser produzida naturalmente pela exposição à luz do sol. mas e)a também existe em alguns alimentos comuns. Entretanto, como fonte dessa vitamina, certos alimentos são melhores do que outros. Alguns possuem uma quantidade significativa de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez você não queira exagerar: manteiga, nata, gema de ovo e fígado.

Disponível em: http://saude.hsw.uol.coin.br,
Acesso em: 31 jul. 2012


TEXTO II
Todos nós sabemos que a vitamina D (colecalctferol) é crucial para sua saúde. Mas a vitamina D é realmente uma vitamina? Está presente nas comidas que os humanos normalmente consomem? Embora exista em algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D não está em nossas dietas, a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar, como o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse direto em sua boca.
Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?

Disponível em: www.umaoutravisao.cofn.br,
Acesso em: 31 jul. 2012.

Frequentemente circulam na mídia textos de divulgação científica que apresentam informações divergentes sobre um mesmo tema. Comparando os dois textos, constata-se que o Texto II contrapõe-se ao I quando

comprova cientificamente que a vitamina D não è uma vitamina

demonstra a verdadeira importância da vitamina D para a saúde.

enfatiza que a vitamina D é mais comumente produzida pelo corpo que absorvida por meio de alimentos.

afirma que a vitamina D existe na gordura dos peixes e no leite, não em seus derivados.

levanta a possibilidade de o corpo humano produzir artificialmente a vitamina D.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Semântica
O bit na galáxia de Gutenberg

Neste século, a escrita divide terreno com diversos meios de comunicação. Essa questão nos faz pensar na necessidade- da “ imbricação, na coexistência e interpretação recíproca dos diversos circuitos de produção e difusão do saber...".

É necessário relatívízar nossa postura frente às modernas tecnologias, principalmente à informática. Ela é um campo novidativo, sem dúvida, mas suas bases estão nos modelos informativos anteriores, inclusive, na tradição oral e na capacidade natural de simular mentalmente os acontecimentos do mundo e antecipar as conseqüências de nossos atos. A impressão é a matriz que deflagrou todo esse processo comunicacional eletrônico. Enfatizo, assim, o parentesco que há entre o computador e os outros meios de comunicação, principalmente a escrita, uma visão da informática como um "desdobramento daquilo que a produção literária impressa e, anteriormente, a tradição oral já traziam consigo” .

NEITZEL, L C.
Disponível em; www geocities.com.
Acesso em: 1 ago 2012 (adaptado)

Ao tecer considerações sobre as tecnologias da contemporaneidade e os meios de comunicação do passado, esse texto concebe que a escrita contribui para uma evolução das novas tecnologias por

se desenvolver paralelamente nos meios tradicionais de comunicação e informação.

cumprir função essencial na contemporaneidade por meio das impressões em papel.

realizar transição relevante da tradição oral para o progresso das sociedades humanas.

oferecer melhoria sistemática do padrão de vida e do desenvolvimento social humano.

fornecer base essencial para o progresso das tecnologias de comunicação e informação.

ENEM 2013 : Língua Portuguesa - Produção de Textos — Introdução
Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécuia e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.
       [...]
       Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré- pré-bistória já havia os monstros apocalípticos? Se esta pistória não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos — sou eu que escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi pafávra mais doida, inventada peias nordestinas que andam por aí aos montes.
       Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual — há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo — como a morte parece dizer sobre a vida — porque preciso registrar os fatos antecedentes.

USPECTOR. C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (fragmento).

A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Clarice Lispector, culminada com a obra A hora da estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se essa peculiaridade porque o narrador

observa os acontecimentos que narra sob uma ótica distante, sendo indiferente aos fatos e às personagens.
relata a história sem ter tido a preocupação de investigar os motivos que levaram aos eventos que a compõem.
revela-se um sujeito que reflete sobre questões existenciais e sobre a construção do discurso.
admite a dificuldade de escrever uma história em razão da complexidade para escolher as palavras exatas.
propõe-se a discutir questões de natureza filosófica e metafísica, incomuns na narrativa de ficção.

Pratique com questões que só você tem acesso.

Questões exclusivas criadas por especialistas — para você treinar com conteúdo que ninguém mais tem.

Assine o TM+ a partir de
R$ 29,16 /mês
Teste por 7 dias e cancele se não gostar
Gabarito comentado completo — explicação detalhada de cada questão
Questões Exclusivas — conteúdo disponível só no TM+
Tudo o que você desbloqueia com o TM+ — Prática ilimitada, explicações completas, tutor IA 24h, e correção ENEM — tudo sem anúncios!
Desbloquear questões exclusivas →