Questões de História — 8º ano

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8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

"Os rio-grandenses estão dispostos, como nós, a não sofrer por mais tempo a prepotência de um governo tirânico, arbitrário e cruel, como o atual. Em todos os ângulos da província não soa outro eco que o de independência, república, liberdade ou morte. (...) Nós que compomos a 1ª Brigada do Exército Liberal devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta província, a qual fica desligada das demais do Império e forma um Estado livre e independente, com o título de República Rio-Grandense (...). Viva a República Rio-Grandense! Viva a independência!"

(FAGUNDES, Morivalde Calvet. História da Revolução Farroupilha. 3. ed. Caxias do Sul: Educs, 1989.)

O discurso acima, feito por Antônio Sousa Neto, militar ligado à Guerra dos Farrapos, expressa os ideais centrais que nortearam o episódio. Com base no texto, identifica-se que o movimento caracterizou-se por:

Defender a abolição imediata da escravidão e a integração dos negros libertos às forças militares revolucionárias.

Reivindicar o republicanismo e a separação política do Rio Grande do Sul em relação ao Império brasileiro.

Propor a manutenção da monarquia constitucional com maior autonomia provincial dentro do sistema imperial.

Buscar o apoio das potências europeias para consolidar uma aliança militar contra o governo de Buenos Aires.

Estabelecer uma confederação com as demais províncias do Sul do Brasil, sem romper com o governo central.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Sobre o Primeiro Reinado, avalie as três afirmativas a seguir:

I - A escravidão permaneceu vigente ao longo de todo o período, tendo em vista a grande influência política dos proprietários de cativos.

II - O Brasil buscou um rápido projeto industrializante após sua independência, conseguindo excelentes resultados na região sudeste do país.

III - A popularidade de Dom Pedro I foi abalada devido ao seu centralismo político e a má gestão financeira, que arruinou os cofres públicos.

É correto o que se afirma em:

I, II e III.

I e II, somente.

I e III somente.

II e III, somente.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Qual das alternativas reúne corretamente as duas características atribuídas ao imperador na explicação: posição de poder e natureza religiosa?

Era o indivíduo de maior poder e era visto como uma encarnação de um deus
Era o indivíduo de maior poder, mas era visto apenas como um líder humano
Era visto como encarnação de um deus, mas ocupava apenas papel simbólico sem poder
Não tinha poderes significativos nem status religioso especial
8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

As ideias dos diversos filósofos do Iluminismo, que tanta importância exercem nos movimentos sociais dos séculos XVIII e XIX, têm como princípio comum:

a república como único regime político democrático.

a razão como portadora do progresso e da felicidade.

as classes populares como base do poder político.

o calvinismo como justificativa de riqueza material.

a igualdade social como alicerce do exercício da cidadania.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

O Iluminismo foi um movimento intelectual surgido na Europa do século XVIII que defendia os seguintes princípios, exceto:

A busca de explicações racionais para a compreensão do mundo.

A unidade de interesses entre o Estado e a Igreja, restringindo a liberdade de culto.

A defesa de que todos os indivíduos nascem livres e iguais perante a lei.

A crítica ao Antigo Regime, baseado na submissão ao poder real e na desigualdade entre os homens.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Ocorrida na Inglaterra, a Revolução Gloriosa marcou o fim definitivo de um sistema político no país, que era o(a):

Absolutismo.

Republicanismo.

Parlamentarismo.

Monarquia Constitucional.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Sobre os povos maias, assinale a alternativa correta:

Constituíram um império unificado, todo comandado pelo mesmo rei e dividido em pequenas cidades comandadas por governadores eleitos pelo monarca.

Possuíam um calendário baseado nos ciclos lunares e outro baseado na cronologia de seus deuses.

Foram uma civilização que comprovadamente conseguiu construir a maior parte do seu império com o auxílio de extraterrestres.

Não chegaram a constituir um império unificado, diferentemente dos astecas e incas.

Nenhuma das anteriores.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Leia o texto abaixo para responder às perguntas 5 e 6.

“Imediatamente após a Independência, as colônias da América do Norte e países europeus impuseram ao Haiti um bloqueio que durou mais de sessenta anos, e cujas consequências estão presentes até hoje. Quanto aos dirigentes brasileiros, passaram a temer o Haiti como ao diabo. O movimento de 1804 repercutiu no país todo, e seria pretexto para várias medidas restritivas, entre elas um modelo centralizador de poder após a Independência. O Brasil se inventou, assim, como um anti-Haiti: por oposição, éramos todos brancos, cristãos e civilizados”

(Adaptado de: SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015 p. 228-229)

Conforme assinalado pelo texto, o sucesso da Revolução Haitiana reverberou por todo o continente americano, gerando reações diversas nas elites dos diferentes países. No caso do Brasil, a Independência do Haiti provocou:

Um fortalecimento do sentimento abolicionista, tendo em vista a romantização da luta dos escravizados haitianos pela imprensa brasileira.

O envolvimento das elites nacionais na luta pela Independência, pois os grandes proprietários preocupavam-se com a possível liderança dos cativos na defesa desse objetivo.

O aumento da repressão contra a população escrava e cativa, bem como o forte temor de possíveis revoltas escravas similares no território brasileiro.

A aproximação do Brasil com os demais países latino-americanos, interessados na recolonização do Haiti e no encerramento do movimento revolucionário.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

(UFU-MG) A distribuição de capitanias hereditárias como sistema de povoamento e colonização das terras do Novo Mundo, desenvolvido por Portugal, foi um empreendimento planejado, respondendo a uma necessidade nova, decorrente da expansão ultramarina. Sua montagem obedecia a determinadas prescrições que contavam, essencialmente, das cartas de Doação e de Forais, peças básicas da solução das donatarias. Portanto, a respeito da administração do Estado português na Colônia brasileira, através do sistema de donatarias, é incorreto afirmar que:

interessava à Coroa deixar às mãos de particulares a ocupação das terras, visto que ela não poderia, sem risco de perder as Índias Orientais, desviar capitais para essa nova empresa que iniciava.

numa perspectiva econômica, as capitanias funcionavam, nos quadros da colonização, como grandes empresas, tendo à frente o donatário como empresário, diretamente responsável pelo investimento inicial.

a centralização político-administrativa da Colônia, através do sistema de donatarias, correspondia aos interesses gerais dos donatários.

as doações hereditárias de vastas províncias brasileiras, com o seu sistema de sesmaria gratuitas, faziam parte do próprio sistema colonial. “O Estado doava títulos e terras para receber divisas”.

os amplos poderes dados aos donatários não entravam em contradição com a tendência da política portuguesa, pois importava oferecer condições para o efetivo desenvolvimento da colonização das terras portuguesas.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

“Na sociedade mineradora – como, de resto, nas outras partes da colônia – eram privilegiados os elementos que tivessem maior número de escravos. Mais da metade das lavras estava concentrada nas mãos de menos de 1/5 dos proprietários de negros; o próprio critério de concessão de datas assentava-se na quantidade de cativos possuídos, as maiores extensões indo para as mãos dos grandes senhores. Para esses, o luxo e a ostentação existiram de fato – não como sintomas de irracionalidade, conforme disseram muitos, mas como sinal distintivo do status social, como instrumento de dominação necessário à consolidação e manutenção do mando.”

(SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. 4. ed. ampl. Rio de Janeiro: Graal, 2004. p. 44-51.)

A análise apresentada pela historiadora Laura de Mello e Souza sobre a sociedade mineradora colonial destaca a função social do luxo e da ostentação naquele período. Segundo o texto, essas práticas representavam:

desperdícios econômicos que comprometiam o desenvolvimento da região mineradora.

influências culturais europeias inadequadas à realidade colonial brasileira.

estratégias de diferenciação social e legitimação do poder das elites locais.

tentativas de modernização dos costumes coloniais inspiradas no Iluminismo.

manifestações artísticas próprias da cultura religiosa desenvolvida nas Minas Gerais.

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