Questões de História — 9º ano

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9º ano : História - República e séculos XX–XXI

Qual dos tópicos abaixo não se relaciona com a Revolta da Vacina?

Mudanças sanitárias na cidade do Rio de Janeiro.

Informações falsas sobre a vacinação contra a varíola.

Problemas de saneamento básico.

Autoritarismo do governo durante a vacinação.

Construção pelo governo de novas habitações para a população mais pobre.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

(UFF) A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil tem sido objeto de intensos e calorosos debates na historiografia luso-brasileira. Dentre as novidades implantadas pela chegada da Corte de D. João, estão:

I) Maior controle sobre a concessão de sesmarias, via criação da Mesa do Desembargo do Paço do Rio de Janeiro

II) Fundação do Banco do Brasil

III) Criação da Companhia Geral de Comércio do Grão Pará e Maranhão

IV) Criação da Intendência Geral da Polícia

V) Institucionalização do Tribunal da Relação do Rio de Janeiro para julgar as querelas da Província

Assinale a alternativa que reúne os elementos identificados com a transferência da Corte Portuguesa:

I e II, apenas

I, II e III, apenas

I, II e IV, apenas

III, IV e V, apenas

IV e V, apenas

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede.

"Nesse meio-tempo, as conspirações corriam soltas e a monarquia ficava cada vez mais isolada. De um lado, desde 1874 existia um abismo político entre a Igreja e o Estado. O estopim teria sido a prisão de dois bispos — d. Vital e d. Macedo Costa — que haviam procurado restringir as atividades da maçonaria no Brasil. Mas a razão de fundo era mais profunda, e estava ligada a uma disputa acerca da hegemonia e autonomia na condução dos negócios e nas decisões do Estado. Pelo sim, pelo não, a resposta do governo tinha sido dura, e a anistia aos prelados, em setembro de 1875, não fora suficiente para apaziguar a situação."

(SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 314)

Sobre a ruptura da relação entre a Igreja Católica e a Monarquia brasileira, assinale a alternativa correta.

A prisão de dois bispos que defendiam a maçonaria no Brasil estremeceu a relação dos católicos e dos monarquistas.

A monarquia brasileira era laica, o que desagradava a Igreja. Além disso, a constante interferência do governo em assuntos da Igreja provocava tensões, como nas prisões de d. Vital e d. Macedo Costa.

Além da prisão dos bispos, havia tensões resultantes das diferenças sobre a autonomia da Igreja e relação entre Igreja e Estado.

Apesar da disputa causada pela prisão dos bispos, o pedido de desculpas feito pelo Império Brasileiro foi aceito pela Igreja e normalizou a relação com o Vaticano nos anos seguintes.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

"O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam sinceramente estar vendo uma parada"

(BASTOS, Ana Marta Rodrigues. O conselho de intendência municipal: autonomia e instabilidade (1889-1892). Rio de Janeiro: FCBR, 1984. Mimeografado.)

O trecho acima apresenta uma célebre colocação de Aristides Lobo, testemunha ocular dos acontecimentos de 15 de novembro de 1889. A interpretação correta de sua colocação sugere que:

a população urbana do Rio de Janeiro demonstrou amplo apoio ao movimento republicano, participando ativamente das manifestações que levaram à queda da monarquia.

o povo brasileiro, especialmente nas áreas rurais, havia sido preparado pelos clubes republicanos para compreender as transformações políticas em curso.

a surpresa da população evidencia o caráter violento do golpe militar, que enfrentou forte resistência popular nas ruas da capital imperial.

os cidadãos cariocas confundiram o evento com uma parada militar por conta das comemorações previamente programadas para celebrar a abolição da escravidão.

a mudança de regime político ocorreu sem participação ou compreensão significativa das camadas populares, caracterizando-se como um movimento restrito às elites político-militares.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

(Unirio) Dentre os fatores que conduziram à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), destacamos o(a):

nacionalismo eslavo aliado à desagregação do Império Turco.

acordo militar anglo-germânico visando à partilha da África.

desequilíbrio internacional provocado pela aliança da Rússia com o Império Austro-Húngaro.

descontentamento da França frente à ocupação no Marrocos.

oposição do Imperador Francisco Ferdinando à admissão da Sérvia no Império Austro-Húngaro.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

“Além disso, as outras potências imperialistas - França, Inglaterra e Estados Unidos - pretendiam manter o acordo de Washington, de 1922, que reservava a China como área de do mínio conjunto. A decisão japonesa de colonizar a China rasgou esse acordo. Agravou as disputas entre elas e o Japão, permitindo à China unir-se a elas contra o Japão. Nesse contexto, uma frente única anti-imperialista não mais se dirigiria contra todos os imperialismos, mas unicamente contra o Japão. E os setores burgueses e latifundiários ligados àquelas potências poderiam incluir-se em tal frente.”

POMAR, Wladimir. A Revolução Chinesa. São Paulo: Editora UNESP, 2003. p. 56.

Com base na leitura do texto e em seus conhecimentos, é correto afirmar que uma das consequências diretas da invasão japonesa no território chinês foi:

O ingresso dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, que viu seus interesses econômicos ameaçados pelos japoneses.

O abandono da exploração das riquezas da China pelas potências imperialistas ocidentais, até então previsto no Acordo de Washington.

A união de grupos políticos opositores na China, que formaram uma frente unida para combater o imperialismo japonês.

A aproximação entre Chiang Kai-shek e as ideias comunistas, tendo em vista a busca de apoio da União Soviética para combater a invasão japonesa.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

(UFRGS/2015) Em 1942, o governo brasileiro decretou estado de guerra contra a Alemanha e a Itália, enviando, em 1944, tropas para o continente europeu. Com relação à participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que

a experiência da Força Expedicionária Brasileira (FEB), durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foi decisiva para o sucesso da expedição brasileira.

a tomada de Monte Castelo, na Itália, foi a principal conquista militar realizada pelos pracinhas da FEB.

o Brasil, durante o período em que permaneceu neutro em relação aos conflitos, não permitiu a instalação de bases militares norte-americanas em seu território.

a participação do Brasil na guerra, contra os regimes nazifascistas, estava em consonância com a forma de governo democrática assumida por Getúlio Vargas, desde 1937.

a participação do Brasil junto aos aliados concedeu ao país um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

A expressão "Anos de Chumbo" refere-se ao período de maior violência institucional da Ditadura Militar Brasileira, iniciado após a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5). Sobre o AI-5, é correto afirmar que:

Estabeleceu o bipartidarismo no país, sendo a ARENA o partido ligado à Ditadura, e o MDB, à oposição.

Determinou o fechamento do Congresso Nacional e suspendeu o habeas corpus para crimes políticos.

Elaborado durante o governo Médici, a medida endurecia a censura e permitiu a cassação de mandatos políticos.

Ao acrescentar a previsão de tortura na Constituição, a medida buscava reforçar a repressão contra os "subversivos", isto é, opositores do governo.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

"O Estado Novo pôs a funcionar toda uma maquinaria de esquecimento do cangaço. A grande imprensa é intimada a silenciar sobre seus feitos; a gritar, em grandes manchetes, o seu fim. Os cangaceiros, a partir desse momento, são tratados como criminosos comuns. Estes não passam de hostes de bandidos que ainda perambulam pelo sertão. (...) O silêncio se faz ouvir e o cangaceiro mergulha nas sombras para brilhar como ʼsímbolo de um passadoʼ, vencido pela ordem e pela civilização."

(ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. A invenção do nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez, 2011 p. 230)

A política do Estado Novo em relação ao cangaço, descrita no texto, tinha como objetivo:

preservar a memória dos cangaceiros como heróis populares que resistiram às injustiças sociais do sertão.

promover o debate público sobre as causas sociais que levaram ao surgimento do banditismo rural.

valorizar a cultura sertaneja através do reconhecimento da importância histórica dos bandos de cangaceiros, a despeito das violências cometidas.

construir uma narrativa de superação do atraso regional em contraste com modernização representada pelo regime varguista.

estabelecer políticas de reparação às vítimas da violência praticada pelos grupos armados no Nordeste.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

7. “Os EUA conheciam Chiang Kai-Shek melhor do que ninguém: a rigor, o governo de Chongqing, durante a guerra contra o Japão, sobrevivera graças ao apoio diplomático, financeiro e militar dos norte-americanos. (...) Ao mesmo tempo, desde 1944, missões diplomáticas e militares, além de muitos jornalistas norte-americanos, visitaram Yanan e admiraram a disciplina e a combatividade dos comunistas. Em novembro de 1944, aliás, os comunistas propuseram encontros diplomáticos de alto nível com os EUA no sentido de discutir o futuro da China, mas não obtiveram respostas favoráveis. Do ponto de vista oficial, a propaganda norte-americana exaltava as virtudes da "China Livre e advertia para o "perigo vermelho".

REIS FILHO, Daniel Aarão. A Revolução Chinesa. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. p. 92

Sobre o envolvimento dos Estados Unidos no momento final da Revolução Chinesa, é correto afirmar que:

Os Estados Unidos mantiveram uma firme oposição às lideranças comunistas, inclusive durante a guerra contra os invasores japoneses.

A diplomacia e o governo norte-americano apoiaram ativamente o governo nacionalista. Tal postura era resultado de um esforço para combater o avanço do comunismo e manter a China na órbita de seus interesses políticos e econômicos.

A Segunda Guerra Mundial oportunizou uma aproximação dos Estados Unidos e das forças comunistas na China. A disciplina e a combatividade dos soldados liderados por Mao Tsé-Tung resultaram no apoio aberto dos norte-americanos ao Partido Comunista Chinês.

Os Estados Unidos limitaram-se ao apoio diplomático para Chiang Kai-Shek e os nacionalistas na China, evitando o envio de recursos e armamento para ambos os protagonistas da Revolução Chinesa.

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