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ENEM 2010 : Língua Portuguesa - Questões de Provas Anteriores do ENEM
Todo texto apresenta uma intenção, da qual derivam as escolhas...

Todo texto apresenta uma intenção, da qual derivam as
escolhas linguísticas que o compõem. O texto da campanha
publicitária e o da charge apresentam, respectivamente,
composição textual pautada por uma estratégia
expositiva, porque informa determinado assunto
de modo isento; e interativa, porque apresenta
intercâmbio verbal entre dois personagens.
descritiva, pois descreve ações necessárias ao
combate à dengue; e narrativa, pois um dos
personagens conta um fato, um acontecimento.
injuntiva, uma vez que, por meio do cartaz, diz como
se deve combater a dengue; e dialogal, porque
estabelece uma interação oral.
narrativa, visto que apresenta relato de ações a serem
realizadas; e descritiva, pois um dos personagens
descreve a ação realizada.
persuasiva, com o propósito de convencer o
interlocutor a combater a dengue; e dialogal, pois há
a interação oral entre os personagens.
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HAGAR, o horrível. O Globo, Rio de Janeiro, 12 out. 2008. Pela...

HAGAR, o horrível. O Globo, Rio de Janeiro, 12 out. 2008.
Pela evolução do texto, no que se refere à linguagem
empregada, percebe-se que a garota
deseja afirmar-se como nora por meio de uma fala poética.
utiliza expressões linguísticas próprias do discurso infantil.
usa apenas expressões linguísticas presentes no discurso formal.
se expressa utilizando marcas do discurso formal e do informal.
usa palavras com sentido pejorativo para assustar o interlocutor.
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A progressão textual realiza-se por meio de relações semânticas...

A progressão textual realiza-se por meio de relações semânticas que se estabelecem entre as partes do texto.
Tais relações podem ser claramente apresentadas pelo
emprego de elementos coesivos ou não ser explicitadas,
no caso da justaposição. Considerando-se o texto lido,
no primeiro parágrafo, o conectivo já que marca uma
relação de consequência entre os segmentos do texto.
no primeiro parágrafo, o conectivo mas explicita uma
relação de adição entre os segmentos do texto.
entre o primeiro e o segundo parágrafos, está
implícita uma relação de causalidade.
no quarto parágrafo, o conectivo enquanto estabelece
uma relação de explicação entre os segmentos do texto.
entre o quarto e o quinto parágrafos, está implícita uma relação de oposição.
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Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, apuro o...
Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado,
apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos
nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia
de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino
fala igual; contudo as variações são mais numerosas
que as notas de uma escala musical. Pernambuco,
Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar
de seus nativos muito mais variantes do que se imagina.
E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo
mundo ri, porque parece impossível que um praiano de
beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejo
de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se
orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the;
já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu
de todos os terminais em al ou el - carnavau, Raqueu...
Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só me
chamava, afetuosamente, de Raquer.
Queiroz, R. O Estado de São Paulo. 09 maio 1998 (fragmento adaptado).
Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de
variação linguística que se percebe no falar de pessoas
de diferentes regiões. As características regionais
exploradas no texto manifestam-se
na fonologia.
no uso do léxico.
no grau de formalidade.
na organização sintática.
na estruturação morfológica.
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Saúde Afinal, abrindo um jornal, lendo uma revista ou assistindo à...
Saúde
Afinal, abrindo um jornal, lendo uma revista ou assistindo
à TV, insistentes são os apelos feitos em prol da atividade
física. A mídia não descansa; quer vender roupas
esportivas, propagandas de academias, tênis, aparelhos
de ginástica e musculação, vitaminas, dietas... uma
relação infindável de materiais, equipamentos e produtos
alimentares que, por trás de toda essa “parafernália”,
impõe um discurso do convencimento e do desejo de
um corpo belo, saudável e, em sua grande maioria, de
melhor saúde.
RODRIGUES,L. H.; GALVÃO, Z. Educação Física na escola: implicações para a prática
pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
Em razão da influência da mídia no comportamento das
pessoas, no que diz respeito ao padrão de corpo exigido,
podem ocorrer mudanças de hábitos corporais. A esse
respeito, infere-se do texto que é necessário
reconhecer o que é indicado pela mídia como
referência para alcançar o objetivo de ter um corpo
belo e saudável.
valorizar o discurso da mídia, entendendo-o como
incentivo à prática da atividade física, para o culto do
corpo perfeito.
diferenciar as práticas corporais veiculadas pela
mídia daquelas praticadas no dia a dia, considerando
a saúde e a integridade corporal.
atender aos apelos midiáticos em prol da prática
exacerbada de exercícios físicos, como garantia de
beleza.
identificar os materiais, equipamentos e produtos
alimentares como o caminho para atingir o padrão
de corpo idealizado pela mídia.
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As redes sociais de relacionamento ganham força a cada dia. Uma das...
As redes sociais de relacionamento ganham força a
cada dia. Uma das ferramentas que tem contribuído
significativamente para que isso ocorra é o surgimento
e a consolidação da blogosfera, nome dado ao conjunto
de blogs e blogueiros que circulam pela Internet. Um
blog é um site com acréscimos dos chamados artigos,
ou posts. Estes são, em geral, organizados de forma
cronológica inversa, tendo como foco a temática
proposta do blog, podendo ser escritos por um número
variável de pessoas, de acordo com a política do blog.
Muitos blogs fornecem comentários ou notícias sobre
um assunto em particular; outros funcionam mais como
diários on-line. Um blog típico combina texto, imagens
e links para outros blogs, páginas da web e mídias
relacionadas a seu tema. A possibilidade de leitores
deixarem comentários de forma a interagir com o autor e
outros leitores é uma parte importante dos blogs.
O que foi visto com certa desconfiança pelos meios de
comunicação virou até referência para sugestões de
reportagem. A linguagem utilizada pelos blogueiros,
autores e leitores de blogs, foge da rigidez praticada nos
meios de comunicação e deixa o leitor mais próximo do
assunto, além de facilitar o diálogo constante entre eles.
As redes sociais compõem uma categoria de organização
social em que grupos de indivíduos utilizam a Internet com
objetivos comuns de comunicação e relacionamento.
Nesse contexto, os chamados blogueiros
promovem discussões sobre diversos assuntos,
expondo seus pontos de vista particulares e
incentivando a troca de opiniões e consolidação de
grupos de interesse.
contribuem para o analfabetismo digital dos leitores
de blog, uma vez que não se preocupam com os
usos padronizados da língua.
interferem nas rotinas de encontros e comemorações
de determinados segmentos, porque supervalorizam
o contato a distância.
definem previamente seus seguidores, de modo a
evitar que pessoas que não compactuam com as
mesmas opiniões interfiram no desenvolvimento de
determinados assuntos.
utilizam os blogs para exposição de mensagens
particulares, sem se preocuparem em responder aos
comentários recebidos, e abdicam do uso de outras
ferramentas virtuais, como o correio eletrônico.
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Expressões Idiomáticas Expressões idiomáticas ou idiomatismo são...
Expressões Idiomáticas
Expressões idiomáticas ou idiomatismo são expressões
que se caracterizam por não identificar seu significado
através de suas palavras individuais ou no sentido literal.
Não é possível traduzi-las em outra língua e se originam
de gírias e culturas de cada região. Nas diversas regiões
do país, há várias expressões idiomáticas que integram
os chamados dialetos.
Disponível em: www.brasilescola.com. Acesso em: 24 abr. 2010 (adaptado).
O texto esclarece o leitor sobre as expressões
idiomáticas, utilizando-se de um recurso metalinguístico
que se caracteriza por
influenciar o leitor sobre atitudes a serem tomadas
em relação ao preconceito contra os falantes que
utilizam expressões idiomáticas.
externar atitudes preconceituosas em relação às
classes menos favorecidas que utilizam expressões
idiomáticas.
divulgar as várias expressões idiomáticas existentes
e controlar a atenção do interlocutor, ativando o
canal de comunicação entre ambos.
definir o que são expressões idiomáticas e como
elas fazem parte do cotidiano do falante pertencente
a grupos regionais diferentes.
preocupar-se em elaborar esteticamente os sentidos
das expressões idiomáticas existentes em regiões
distintas.
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Maurício e o leão chamado Millôr Livro de Flavia Maria ilustrado...
Maurício e o leão chamado Millôr
Livro de Flavia Maria ilustrado por cartunista nasce como
um dos grandes títulos do gênero infantil
Um livro infantil ilustrado por Millôr há de ter alguma grandeza natural, um viço qualquer que o destaque de um gênero que invade as livrarias (2 mil títulos novos, todo ano) nem sempre com qualidade. Uma pegada que o afaste do risco de fazer sombra ao fato de ser ilustrado por Millôr: Maurício - O Leão de Menino (CosacNaify, 24 páginas, R$ 35), de Flavia Maria, tem essa pegada.
Disponível em: http://www.revistalingua.com.br. Acesso em: 30 abr. 2010 (fragmento).
Como qualquer outra variedade linguística, a norma
padrão tem suas especificidades. No texto, observam-se
marcas da norma padrão que são determinadas
pelo veículo em que ele circula, que é a Revista Língua
Portuguesa. Entre essas marcas, evidencia-se
a obediência às normas gramaticais, como a
concordância em “um gênero que invade as livrarias”
a presença de vocabulário arcaico, como em “há de
ter alguma grandeza natural”.
o predomínio de linguagem figurada, como em “um
viço qualquer que o destaque”.
o emprego de expressões regionais, como em “tem essa pegada”.
o uso de termos técnicos, como em “grandes títulos do gênero infantil”.
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O novo boca a boca Tomara que não seja verdade, porque, se for, os...
O novo boca a boca
Tomara que não seja verdade, porque, se for, os críticos,
comentaristas, os chamados formadores de opinião,
todos corremos o risco de perder nossa razão de ser e
nossos empregos. Há uma nova ameaça à vista. Dizem
que a Internet será em breve, já está sendo, o boca a
boca de milhões de pessoas, isto é, vai substituir aquele
processo usado tradicionalmente para recomendar um
filme, uma peça, um livro e até um candidato. Não mais
a orientação transmitida pela imprensa e nem mesmo as
dicas dadas pessoalmente - tudo seria feito virtualmente
pelos mecanismos de mobilização da rede.
VENTURA, Z. O Globo, 19 set. 2009 (fragmento)
Segundo o texto, a Internet apresenta a possibilidade
de modificar as relações sociais, na medida em que
estabelece novos meios de realizar atividades cotidianas.
A preocupação do autor acerca do desaparecimento de
determinadas profissões deve-se
às habilidades necessárias a um bom comunicador,
que podem ser comprometidas por problemas
pessoais.
à confiabilidade das informações transmitidas pelos
internautas, que superam as informações jornalísticas.
ao número de pessoas conectadas à Internet, à
rapidez e à facilidade com que a informação acontece.
aos boatos que atingem milhões de pessoas, levando
a população a desacreditar nos formadores de
opinião.
aos computadores serem mais eficazes do que os
profissionais da escrita para informar a sociedade.
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O “politicamente correto” tem seus exageros, como chamar baixinho...
O “politicamente correto” tem seus exageros, como
chamar baixinho de “verticalmente prejudicado”, mas,
no fundo, vem de uma louvável preocupação em não
ofender os diferentes. É muito mais gentil chamar
estrabismo de “idiossincrasia ótica” do que de vesguice.
O linguajar brasileiro está cheio de expressões racistas
e preconceituosas que precisam de uma correção, e até
as várias denominações para bêbado (pinguço, bebo,
pé-de-cana) poderiam ser substituídas por algo como
“contumaz etílico”, para lhe poupar os sentimentos.
O tratamento verbal dado aos negros é o melhor
exemplo da condescendência que passa por tolerância
racial no Brasil. Termos como “crioulo”, “negão” etc. são
até considerados carinhosos, do tipo de carinho que se
dá a inferiores, e, felizmente, cada vez menos ouvidos.
“Negro” também não é mais correto. Foi substituído por
afrodescendente, por influência dos afro-americans,
num caso de colonialismo cultural positivo. Está certo.
Enquanto o racismo que não quer dizer seu nome
continua no Brasil, uma integração real pode começar
pela linguagem.
VERÍSSIMO, L. F. Peixe na cama. Diário de Pernambuco. 10 jun. 2006 (adaptado).
Ao comparar a linguagem cotidiana utilizada no Brasil e
as exigências do comportamento “politicamente correto”,
o autor tem a intenção de
criticar o racismo declarado do brasileiro, que
convive com a discriminação camuflada em certas
expressões linguísticas.
defender o uso de termos que revelam a
despreocupação do brasileiro quanto ao preconceito
racial, que inexiste no Brasil.
mostrar que os problemas de intolerância racial, no
Brasil, já estão superados, o que se evidencia na
linguagem cotidiana.
questionar a condenação de certas expressões
consideradas “politicamente incorretas”, o que
impede os falantes de usarem a linguagem
espontaneamente.
sugerir que o país adote, além de uma postura
linguística “politicamente correta”, uma política de
convivência sem preconceito racial.