Exercícios ENEM
A existência em Jerusalém de um hospital voltado para o alojamento e...
A existência em Jerusalém de um hospital voltado para o alojamento e o cuidado dos peregrinos, assim como daqueles entre eles que estavam cansados ou doentes, fortaleceu o elo entre a obra de assistência e de caridade e a Terra Santa. Ao fazer, em 1113, do Hospital de Jerusalém um estabelecimento central da ordem, Pascoal II estimulava a filiação dos hospitalários do Ocidente a ele, sobretudo daqueles que estavam ligados à peregrinação na Terra Santa ou em outro lugar. A militarização do Hospital de Jerusalém não diminuiu a vocação caritativa primitiva, mas a fortaleceu.
DEMURGER, A. Os Cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002 (adaptado).
O acontecimento descrito vincula-se ao fenômeno ocidental do(a)
surgimento do monasticismo guerreiro, ocasionado pelas cruzadas.
descentralização do poder eclesiástico, produzida pelo feudalismo.
alastramento da peste bubônica, provocado pela expansão comercial.
afirmação da fraternidade mendicante, estimulada pela reforma espiritual.
criação das faculdades de medicina, promovida pelo renascimento urbano.
A tribo não possui um rei, mas um chefe que não é chefe de Estado.
A tribo não possui um rei, mas um chefe que não é chefe de Estado. O que significa isso? Simplesmente que o chefe não dispõe de nenhuma autoridade, de nenhum poder de coerção, de nenhum meio de dar uma ordem. O chefe não é um comandante, as pessoas da tribo não têm nenhum dever de obediência. O espaço da chefia não é o lugar do poder. Essencialmente encarregado de eliminar conflitos que podem surgir entre indivíduos, famílias e linhagens, o chefe só dispõe, para restabelecer a ordem e a concórdia, do prestígio que lhe reconhece a sociedade. Mas evidentemente prestígio não significa poder, e os meios que o chefe detém para realizar sua tarefa de pacificador limitam-se ao uso exclusivo da palavra.
CLASTRES, P. A sociedade contra o Estado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982 (adaptado).
O modelo político das sociedades discutidas no texto contrasta com o do Estado liberal burguês porque se baseia em:
Imposição ideológica e normas hierárquicas.
Determinação divina e soberania monárquica.
Intervenção consensual e autonomia comunitária.
Mediação jurídica e regras contratualistas.
Gestão coletiva e obrigações tributárias.
O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da...
O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento.
MERLEAU-PONTY, M. Elogio dafilosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).
O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias.
associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade.
conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.
compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais.
Esse ônibus relaciona-se ao ato praticado, em 1955, por Rosa Parks,...

Esse ônibus relaciona-se ao ato praticado, em 1955,
por Rosa Parks, apresentada em fotografia ao lado de
Martin Luther King. O veículo alcançou o estatuto de
obra museológica por simbolizar o(a)
impacto do medo da corrida armamentista.
democratização do acesso à escola pública.
preconceito de gênero no transporte coletivo.
deflagração do movimento por igualdade civil.
eclosão da rebeldia no comportamento juvenil.
Foi-se o tempo em que era possível mostrar um mundo econômico...
Foi-se o tempo em que era possível mostrar um mundo econômico organizado em camadas bem definidas, onde grandes centros urbanos se ligavam, por si próprios, a economias adjacentes “lentas”, com o ritmo muito mais rápido do comércio e das finanças de longo alcance. Hoje tudo ocorre como se essas camadas sobrepostas estivessem mescladas e interpermeadas. Interdependências de curto e longo alcance não podem mais ser separadas umas das outras.
BRENNER, N. A globalização como reterritorialização. Cadernos Metrópole, n. 24, jul.-dez. 2010 (adaptado).
A maior complexidade dos espaços urbanos contemporâneos ressaltada no texto explica-se pela
expansão de áreas metropolitanas.
emancipação de novos municípios.
consolidação de domínios jurídicos.
articulação de redes multiescalares.
redefinição de regiões administrativas.
Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra “Deus”,...
Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra “Deus”, sabemos, de imediato, que Deus existe. Com efeito, essa palavra designa uma coisa de tal ordem que não podemos conceber nada que lhe seja maior. Ora, o que existe na realidade e no pensamento é maior do que o que existe apenas no pensamento. Donde se segue que o objeto designado pela palavra “Deus”, que existe no pensamento, desde que se entenda essa palavra, também existe na realidade. Por conseguinte, a existência de Deus é evidente.
TOMÁS DE AQUINO. Suma teológica. Rio de Janeiro: Loyola, 2002.
O texto apresenta uma elaboração teórica de Tomás de
Aquino caracterizada por
reiterar a ortodoxia religiosa contra os heréticos.
sustentar racionalmente doutrina alicerçada na fé.
explicar as virtudes teologais pela demonstração.
flexibilizar a interpretação oficial dos textos sagrados.
justificar pragmaticamente crença livre de dogmas.
TEXTO I Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que...
TEXTO I
Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
TEXTO II
Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano.
ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado).
Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma
predisposição ao conhecimento.
submissão ao transcendente.
tradição epistemológica.
condição original.
vocação política.
A poetisa Emilia Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo...
A poetisa Emilia Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas por não possuir titulos nem conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem ser hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia pronunciava orações que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde arrebatava, declamando seus poemas. Aquelas “angélicas senhoras”, “heroinas da caridade”, levantavam dinheiro para comprar liberdades e usavam de seu entusiasmo a fim de convencer os donos de escravos a fazerem alforrias gratuitamente.
MIRANDA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10jun. 2015.
As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento
feminista.
sufragista.
socialista.
republicano.
abolicionista.
Anamorfose é a transformação cartográfica espacial em que a forma...
Anamorfose é a transformação cartográfica espacial em que a forma dos objetos é distorcida, de forma a realçar o tema. A área das unidades espaciais às quais o tema se refere é alterada de forma proporcional ao respectivo valor.
GASPAR, A. J. Dicionário de ciências cartográficas. Lisboa: Lidei, 2004.
A técnica descrita foi aplicada na seguinte forma de representação do espaço:





A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em...
A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo Antônio. Uma das primeiras medidas de João Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os rebeldes tinham com os holandeses. Houve grande adesão da “nobreza da terra”, entusiasmada com esta proclamação heroica.
VAINFAS, R. Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa. Tempo, n. 27, 2009.
O desencadeamento dessa revolta na América portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)
fraqueza bélica dos protestantes batavos.
comércio transatlântico da África ocidental.
auxílio financeiro dos negociantes flamengos.
diplomacia internacional dos Estados ibéricos.
interesse econômico dos senhores de engenho.