Exercícios ENEM
A globalização tem impacto direto sobre a população mundial. Qual...
A globalização tem impacto direto sobre a população mundial. Qual dos fatores abaixo é um exemplo desse impacto?
O aumento da exclusão total das populações de áreas urbanas.
A diminuição dos fluxos migratórios internacionais.
A intensificação da migração e da troca cultural entre diferentes países.
A completa eliminação de desigualdades sociais.
Qual é a principal característica da globalização?
Qual é a principal característica da globalização?
A intensificação das relações econômicas, culturais e políticas entre os países.
O isolamento econômico entre países.
O aumento das barreiras comerciais entre as nações.
A eliminação das diferenças culturais em todo o mundo.
Um composto orgânico é formado por 40% de carbono (C), 6,7% de...
Um composto orgânico é formado por 40% de carbono (C), 6,7% de hidrogênio (H) e 53,3% de oxigênio (O). Sabendo que as massas molares dos elementos são C = 12g/mol, H = 1g/mol, e O = 16g/mol, qual é a fórmula empírica do composto?
A equação abaixo está balanceada: Se reagirem 4 mols de com...
A equação abaixo está balanceada:
Se reagirem 4 mols de com quantidade suficiente de
, quantos mols de
serão formados?
1 mol
2 mols
4 mols
8 mols
6 mols
A fórmula do cloreto de sódio ( ) é composta por sódio ( ) e cloro...
A fórmula do cloreto de sódio () é composta por sódio (
) e cloro (
). Sabendo que as massas molares aproximadas são Na = 23g/mol e Cl = 35,5g/mol, qual a porcentagem em massa de sódio na fórmula?
50%
39%
61%
25%
75%
A fórmula química da glicose é. Considerando as massas molares...
A fórmula química da glicose é . Considerando as massas molares aproximadas dos elementos
,
,
, qual é a massa molar da glicose?
160 g/mol
180 g/mol
200 g/mol
150 g/mol
120 g/mol
Dadas as seguintes fórmulas químicas: I. II. III. IV. Qual...
Dadas as seguintes fórmulas químicas:
I.
II.
III.
IV.
Qual alternativa classifica corretamente as substâncias apresentadas?
Todas são substâncias compostas.
Somente I e III são substâncias compostas.
Somente II e IV são substâncias compostas.
I e II são substâncias simples; III e IV são substâncias compostas.
Todas são substâncias simples.
(Enem/2000) O texto abaixo foi extraído de uma crônica de Machado de...
(Enem/2000) O texto abaixo foi extraído de uma crônica de Machado de Assis e refere-se ao trabalho de um escravo.
“Um dia começou a guerra do Paraguai e durou cinco anos, João repicava e dobrava, dobrava e repicava pelos mortos e pelas vitórias. Quando se decretou o ventre livre dos escravos, João é que repicou. Quando se fez a abolição completa, quem repicou foi João. Um dia proclamou-se a República. João repicou por ela, repicaria pelo Império, se o Império retornasse.” (MACHADO, Assis de. Crônica sobre a morte do escravo João, 1897)
A leitura do texto permite afirmar que o sineiro João:
por ser escravo tocava os sinos, às escondidas, quando ocorriam fatos ligados à Abolição.
não poderia tocar os sinos pelo retorno do Império, visto que era escravo.
tocou os sinos pela República, proclamada pelos abolicionistas que vieram libertá-lo.
tocava os sinos quando ocorriam fatos marcantes porque era costume fazê-lo.
tocou os sinos pelo retorno do Império, comemorando a volta da Princesa Isabel.
Na crônica de Fernando Soléra, é informado ao leitor que
Na crônica de Fernando Soléra, é informado ao leitor que
A genialidade de Marílson desestimula os jovens atletas a competir.
Vencer uma corrida é sempre obra do acaso.
Marílson é vencedor da Maratona de Londres.
O vencedor da São Silvestre usa a dança como uma das técnicas de treinamento.
Marílson é recordista da série completa de corridas de fundo sul-americanas.
Leia a crônica abaixo. CRÔNICA Pá, Pá, Pá, de Luis Fernando...
Leia a crônica abaixo.
CRÔNICA Pá, Pá, Pá, de Luis Fernando Veríssimo
A americana estava há pouco tempo no Brasil. Queria aprender o português depressa, por isto prestava muita atenção em tudo que os outros diziam. Era daquelas americanas que prestam muita atenção.
Achava curioso, por exemplo, o "pois é". Volta e meia, quando falava com brasileiros, ouvia o "pois é". Era uma maneira tipicamente brasileira de não ficar quieto e ao mesmo tempo não dizer nada. Quando não sabia o que dizer, ou sabia mas tinha preguiça, o brasileiro dizia "pois é". Ela não agüentava mais o "pois é".
Também tinha dificuldade com o "pois sim" e o "pois não". Uma vez quis saber se podia me perguntar uma coisa.
— Pois não — disse eu, polidamente.
— É exatamente isso! O que quer dizer "pois não"?
— Bom. Você me perguntou se podia fazer uma pergunta. Eu disse "pois não". Quer dizer, "pode, esteja à vontade, estou ouvindo, estou às suas ordens..."
— Em outras palavras, quer dizer "sim".
— É.
— Então por que não se diz "pois sim"?
— Porque "pois sim" quer dizer "não".
— O quê?!
— Se você disser alguma coisa que não é verdade, com a qual eu não concordo, ou acho difícil de acreditar, eu digo "pois sim".
— Que significa "pois não"?
— Sim. Isto é, não. Porque "pois não" significa "sim".
— Por quê?
— Porque o "pois", no caso, dá o sentido contrário, entende? Quando se diz "pois não", está-se dizendo que seria impossível, no caso, dizer "não". Seria inconcebível dizer "não". Eu dizer não? Aqui, ó.
— Onde?
— Nada. Esquece. Já "pois sim" quer dizer "ora, sim!". "Ora se aceitar isso." "Ora, não me faça rir. Rã, rã, rã."
— "Pois" quer dizer "ora"?
— Ahn... Mais ou menos.
— Que língua!
Eu quase disse: "E vocês, que escrevem 'tough' e dizem 'tâf'?", mas me contive. Afinal, as intenções dela eram boas. Queria aprender. Ela insistiu:
— Seria mais fácil não dizer o "pois".
Eu já estava com preguiça.
— Pois é.
— Não me diz "pois é"!
Mas o que ela não entendia mesmo era o "pá, pá, pá".
— Qual o significado exato de "pá, pá, pá".
— Como é?
— "Pá, pá, pá".
— "Pá" é pá. "Shovel". Aquele negócio que a gente pega assim e...
— "Pá" eu sei o que é. Mas "pá" três vezes?
— Onde foi que você ouviu isso?
— É a coisa que eu mais ouço. Quando brasileiro começa a contar história, sempre entra o "pá, pá, pá".
Como que para ilustrar nossa conversa, chegou-se a nós, providencialmente, outro brasileiro. E um brasileiro com história:
— Eu estava ali agora mesmo, tomando um cafezinho, quando chega o Túlio. Conversa vai, conversa vem e coisa e tal e pá, pá, pá... Eu e a americana nos entreolhamos.
— Funciona como reticências — sugeri eu. — Significa, na verdade, três pontinhos. "Ponto, ponto, ponto."
— Mas por que "pá" e não "pó"? Ou "pi" ou "pu"? Ou "etcéterá'?
Me controlei para não dizer — "E o problema dos negros nos Estados Unidos?".
Ela continuou:
— E por que tem que ser três vezes?
— Por causa do ritmo. "Pá, pá, pá." Só "pá, pá" não dá.
— E por que "pá"?
— Porque sei lá — disse, didaticamente.
O outro continuava sua história. História de brasileiro não se interrompe facilmente.
— E aí o Túlio com uma lengalenga que vou te contar. Porque pá, pá, pá...
— É uma expressão utilitária — intervim. — Substitui várias palavras (no caso toda a estranha história do Túlio, que levaria muito tempo para contar) por apenas três. É um símbolo de garrulice vazia, que não merece ser reproduzida. São palavras que...
— Mas não são palavras. São só barulhos. "Pá, pá, pá."
— Pois é — disse eu.
Ela foi embora, com a cabeça alta. Obviamente desistira dos brasileiros. Eu fui para o outro lado. Deixamos o amigo do Túlio papeando sozinho.
QUESTÃO Quais os elementos caracterizam o texto acima como uma crônica?
cotidiano e poucos personagens
fantasia e moral
narração longa e acontecimentos heroicos
tensão permanente e final infeliz