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ENEM 2024 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
TEXTO I


Por meio de diferentes movimentos sociais, pode-se romper as homogeneidades aparentes (por exemplo, a instituição, a comunidade ou o grupo social) e revelar os conflitos que presidiram a formação e a edificação das práticas culturais: penso nas inércias e na ineficácia normativas, mas também nas incoerências que existem entre as diferentes normas, e na maneira pela qual os indivíduos, “façam” eles ou não a história, moldam e modificam as relações de poder.


LORIGA, S. A biografia como problema. In: REVEL, J.
Jogos de escalas. A experiência da microanálise.
Rio de Janeiro: FGV, 1998 (adaptado).


TEXTO II


Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque
Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?


GABRIEL, O PENSADOR. Até quando? In: Seja você mesmo
(mas não seja sempre o mesmo). Rio de Janeiro:
Sony Music, 2001 (fragmento).



O Texto II enfatiza a seguinte ideia expressa no Texto I: 

Protagonismo do cidadão.

Pacificação da população.

Desintegração da coletividade.

Condicionamento dos estudantes. 

Sindicalização dos trabalhadores.

ENEM 2024 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
A realização de inúmeras tarefas por máquinas é apresentada como garantia de um futuro no qual ninguém mais precisaria trabalhar (transformar a natureza), pois tudo seria produzido por tecnologias (muito ou pouco “inteligentes”), liberando os seres sociais do trabalho, a começar pelas tarefas rudes ou repetitivas. A perda de trabalho que a introdução capitalista de máquinas promove para intensificar a extração de valor é metamorfoseada em liberação do trabalho. A necessidade de trabalhar, porém, subsiste entre os seres sociais da sociedade capitalista, pois, sem vender força de trabalho, tais expropriados não subsistem no mercado. Entre ameaça e promessa, desaparecem as possibilidades concretas trazidas por processos de trabalho cada dia mais socializados, como redução das jornadas sem redução da remuneração, por exemplo.


FONTES, V. Capitalismo em tempo de uberização: do emprego
ao trabalho. Marx e Marxismo, n. 8, 2017 (adaptado).



De acordo com o texto, o efeito da relação entre trabalho e tecnologia sobre a realidade social é o(a)

ampliação laboral.

flexibilização judicial.

padronização salarial.

desemprego estrutural.

deslocamento sazonal.

ENEM 2024 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
As primeiras noções de cidadania estiveram apoiadas nos estudos clássicos das civilizações antigas, sobretudo a greco-romana, tendo sido, a partir de então, incorporados e criados outros termos que também se aprimoraram com os debates que se sucederam. Embora tenham sido gestados no período clássico, foram no período iluminista melhor aprimorados e adquirindo sentidos mais próximos dos quais temos hoje.


BODART, C. N.; FIGUEIREDO, C. A. S. Ciência política para o
ensino médio. Maceió: Café com Sociologia, 2021 (adaptado).



Em sua origem, o conceito descrito no texto era associado ao seguinte grupo social: 

Clero católico.

Homens livres.

Escravos urbanos.

Aristocratas rurais.

Mulheres sufragistas.

ENEM 2024 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
A dona de casa está investida de todos os tipos de função. Primeiramente, dar à luz e criar filhos e, a partir do momento em que sabem andar, acompanharem-na por toda a parte. A mulher e seus filhos são figuras familiares profusamente reproduzidas pela iconografia da época. Segunda função: a manutenção da família, as “tarefas domésticas”, expressão que tem um sentido muito amplo, incluindo a alimentação, a educação, a limpeza da casa etc. A sociedade do século XIX não poderia crescer e se reproduzir sem a contribuição dessas mulheres.


PERROT, M. Os excluídos da história: operários, mulheres
e prisioneiros. São Paulo: Paz e Terra, 1992 (adaptado).


A condição social, discutida no texto, demonstra que a ordem burguesa tinha como pressuposto a

contestação dos valores tradicionais do cristianismo.

eliminação dos afazeres do lar.

importância da divisão sexual do trabalho.

remuneração das atividades femininas.

relevância das práticas recreativas.

ENEM 2024 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
Atentando para os processos midiáticos na formação da percepção do real, na televisão predomina o visível sobre o inteligível, ocasionando uma visão fragmentada sobre o ponto de vista de conjunto, em que o real não é construído pelo sujeito, em que não somos autônomos, deixamos de ser protagonistas e passamos a ter “ideias” de realidade. Há uma dinâmica de manipulação ideológica imposta pela mídia, interferindo na construção de nossos alicerces, na nossa percepção, na apreensão dos saberes. Desse modo, a televisão gera alienação e instiga a desumanização, salvaguardando as exceções. 


CARNEIRO, I. L. B. A Antropologia Filosófica: a educação
como elemento fundante do ser humano. Salvador:
Faculdade Baiana de Direito, 2010 (adaptado).



Ao produzir uma leitura sobre os meios de comunicação, o texto apresenta quais características da realidade criticada?

A massificação cultural e a submissão à indústria do consumo.

A produção artística e a supressão dos interesses coletivos.

O conflito existencial e a contraposição às regras de mercado.

A independência moral e a consolidação das liberdades individuais. 

O conhecimento estratificado e a democratização dos valores tradicionais.

ENEM 2024 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
     Entendo por barbárie algo muito simples, ou seja, que, estando na civilização do mais alto desenvolvimento tecnológico, as pessoas se encontrem atrasadas de um modo peculiarmente disforme em relação à sua própria civilização, tomadas por uma agressividade primitiva, um ódio primitivo ou, na terminologia culta, um impulso de destruição, que contribui para aumentar ainda mais o perigo de que toda esta civilização venha a explodir.


ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 2006 (adaptado).



Ao refletir sobre a crise civilizatória vivida com a Segunda Guerra Mundial, o autor aponta como uma das condições de possibilidade da barbarização o(a)

eclipse da experiência subjetiva.

decadência da etiqueta burguesa.

esvanecimento da instituição familiar.

obscurecimento da razão instrumental.

enfraquecimento do progresso produtivo.

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TEXTO I


     Fazendeiro branco, escravo negro: a imagem icônica produz a ilusão de que a escravidão moderna foi um sistema de dominação racial. De fato, porém, foi um sistema econômico. A escravidão acompanhou a humanidade durante milênios. Nas mais diferentes sociedades, inclusive na África, gente de todas as cores escravizou gente de todas as cores. O capitalismo mercantil acelerou a produção e o comércio de incontáveis mercadorias — e, também, de escravos. Na sua moldura, o tráfico atlântico forneceu africanos escravizados para as Américas.


MAGNOLI, D. Uma ilusão de cor. Disponível em: www1.folha.uol.com.br.
Acesso em: 9 nov. 2021 (adaptado).



TEXTO II


    O que nasceu primeiro, a escravidão ou o racismo? O tema é complexo, mas há consenso de que o racismo estrutural na Afro-América é consequência da escravidão atlântica. No Brasil, o racismo foi inscrito na própria linguagem, que definia o comércio de escravizados como tráfico “negreiro” e qualificava a maioria de livres não brancos como pessoas “de cor”. Existiam como sujeitos racializados mesmo quando conseguiam ter acesso a algum capital econômico e simbólico para lutar contra o racismo, até mesmo quando se tornavam senhores (ou senhoras) de escravos.


MATTOS, H. O negacionismo como erudição. Disponível em:
www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 9 nov. 2021 (adaptado).



No Texto II, o posicionamento crítico ao argumento presente no Texto I sobre a relação entre escravidão africana e racismo na América colonial baseia-se no seguinte aspecto:

Historicidade étnica.

Veracidade filosófica.

Similaridade cultural.

Responsabilidade ética.

Espacialidade patrimonial.

ENEM 2023 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
Nas Antilhas, o jovem negro que, na escola, não para de repetir “nossos pais, os gauleses”, identifica-se com o explorador, com o civilizador, com o branco que traz a verdade aos selvagens, uma verdade toda branca. Há identificação, isto é, o jovem negro adota subjetivamente uma atitude de branco. Ele carrega o herói, que é branco, com toda a sua agressividade — a qual, nessa idade, assemelha-se estreitamente a uma dádiva: uma dádiva carregada de sadismo.



FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008.



A reflexão do autor sobre o processo de socialização apresentado no texto expõe qual elemento constituidor das relações sociais?

A violência estatal.

O racismo estrutural.

A opressão religiosa.

O desemprego crônico.

A desigualdade educacional.

ENEM 2023 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
Há uma década, Alter (PA) e Santarém (PA) resgatam o idioma de nheengatu — a língua mais falada no Brasil e proibida em 1758 pela Coroa portuguesa — por meio do ensino em 47 escolas. Uma delas é a Escola Indígena Antônio de Sousa Pedroso, mais conhecida como Escola Borari. A região é hoje repleta de mestres nativos de nheengatu. Nhe’eng significa “língua”, e “boa” é a tradução de katu. Daí o nheengatu ou nhengatu (ou língua geral), criado no século 16 pelos jesuítas a partir do tupi e criminalizado no século 18 por um decreto do Marquês de Pombal. 


LEMOS, S. Indígena ensina língua proibida pelos portugueses na paradisíaca Alter (PA). Disponível em: https://tab.uol.com.br. Acesso em: 11 nov. 2021 (adaptado).




O ensino da língua mencionada no texto tem como objetivo a

resolução dos conflitos legais.

estetização do dialeto regional.

gramatização do vocabulário local.

valorização da tradição cultural.

reabilitação das autoridades políticas.

ENEM 2023 : Sociologia - Questões de Provas Anteriores do ENEM
O legado dos movimentos sociais dos anos 1970-80


       Na mudança de regime político, que culminou com a Carta Constitucional de 1988, os movimentos sociais foram, sem dúvida, os grandes atores. Se tomarmos a Constituição de 1988 como o coroamento desse processo, no qual os movimentos sociais ocuparam a cena pública, vamos perceber que os valores democráticos nela inscritos são inéditos como experiência de sociedade, e não seria exagero dizer que a sociedade brasileira de antes de 1964 não se reconheceria na Carta de 1988, o que equivale a dizer que o processo vivido nesses anos recentes logrou estabelecer os fundamentos de uma nova sociedade marcada, especialmente, pelo reconhecimento dos direitos de cidadania que a sociedade passou a atribuir-se através dos seus movimentos.



SILVEIRA, R. J. Revista Mediações, n. 1, jan.-jun. 2000 (adaptado).



Com base no texto, a ação dos atores sociais mencionados produziu o seguinte resultado:

Manipulação da memória nacional.

Subordinação do sistema judiciário.

Imposição dos discursos ideológicos.

Transformação da realidade histórica.

Destruição dos princípios tradicionais.

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