Exercícios sobre adjetivos

Carla Muniz

O adjetivo é uma palavra que modifica um substantivo, atribuindo a ele uma qualidade ou classificação, e pode variar em gênero, número e grau.

Confira abaixo uma série de atividades sobre adjetivos e consolide seus conhecimentos com o gabarito comentado.

Questão 1

(UPENET - IAUPE/ 2019)

Assinale a alternativa na qual o segmento destacado exerce a função de adjetivo.

a) “Senhor futuro ministro da Saúde, queremos tratar de um motivo de orgulho (...)”.
b) “Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos (...).”
c) “(...) diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos (....)”.
d) “A forma negativa (...) com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV (...)”.
e) “Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue (...)”.

Alternativa correta: d) “A forma negativa (...) com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV (...)”.

O adjetivo têm como função atribuir qualidade ou classificação.

“têm HIV” está classificando um determinado grupo de pessoas, atribuindo a elas uma classificação: a de serem portadoras do vírus HIV.

Questão 2

(UFPR/2013)

Em qual dos casos o primeiro elemento do adjetivo composto não corresponde ao substantivo entre parênteses?

a) Indo-europeu (Índia)
b) Ítalo-brasileiro (Itália)
c) Luso-brasileiro (Portugal)
d) Sino-árabe (Sião)
e) Anglo-americano (Inglaterra)

Alternativa correta: d) Sino-árabe (Sião)

a) ERRADA. “indo” é um elemento de formação de palavras compostas cujo significado está relacionado à Índia ou aos indianos. Assim sendo, ele está relacionado ao substantivo “Índia”, entre parênteses.

b) ERRADA. “ítalo” é o mesmo que “italiano”. Logo, corresponde à palavra “Itália”, entre parênteses.

c) ERRADA. “luso” é o mesmo que “lusitano”, que significa “português”; indivíduo de naturalidade portuguesa. Dessa forma, corresponde à palavra “Portugal”, entre parênteses.

d) CORRETA. “sino” não é um elemento de formação de palavras compostas, trata-se de uma palavra que possui diferentes significados, dentre eles o de instrumento que produz som.

A palavra “Sião” refere-se ao Monte Sião. O adjetivo gentílico de quem nasce no Monte Sião é Monte-Sionense.

Assim sendo, “sino” não corresponde ao substantivo entre parênteses.

e) ERRADA. “anglo” significa “indivíduo inglês”. Logo, corresponde ao substantivo “Inglaterra”, entre parênteses.

Veja também: Adjetivos pátrios

Questão 3

(FAU/2016)

"Nunca esquecerei aquela noite..."

A noite, de Elie Wiesel, é um dos mais populares relatos da barbárie nazista

HELIO GUROVITZ

10/07/2016 - 10h00 - Atualizado 10/07/2016 10h00

Diante dos limites da linguagem para lidar com o horror, vários escritores sobreviventes do nazismo escolheram o suicídio. O poeta Paul Célan se lançou no Rio Sena. O psicólogo Bruno Bettelheim se asfixiou com um saco plástico. O escritor Primo Levi morreu ao cair – não por acidente, segundo a polícia – da escadaria de seu prédio em Turim. Elie Wiesel não. Morreu de causas naturais aos 87 anos, na semana passada. Mas não foi indiferente ao tormento. Consumido pela culpa de não ter salvado o pai no campo de Buchenwald, ficou anos em silêncio. Foi o escritor francês François Mauriac quem o convenceu a escrever. “Aquele olhar, como de um Lázaro levantado dos mortos, mas ainda prisioneiro nos confins sombrios por onde vagara, tropeçando entre os cadáveres da vergonha”, escreveu Mauriac sobre o primeiro encontro com Wiesel. “E eu, que acredito que Deus é amor, que resposta poderia dar ao jovem questionador, cujos olhos escuros ainda traziam o reflexo daquela tristeza angélica (…)?” Depois da conversa com Mauriac, Wiesel escreveu, compulsivamente, algo como 800 páginas em iídiche, idioma materno seu e da maioria dos judeus exterminados. O livro resultante, Un di velt hot geshvign (E o mundo silenciou), não saiu na íntegra. Com uma fração do tamanho original, foi publicado em francês em 1958, sob o título La nuit (A noite).

A noite, de Elie Wiesel é o livro da semana

Entre as quase 60 obras que Wiesel produziu, A noite é a mais conhecida. Tornou-se um dos mais populares relatos da barbárie nazista, ao lado do Diário de Anne Frank e de É isso um homem?, de Primo Levi. Não fez sucesso no lançamento, nem mesmo depois de traduzido para o inglês, em 1960. Foi conquistando o público nos anos 1960 e 1970. Em 2006, voltou à lista de mais vendidos, escolhido pelo clube do livro da apresentadora Oprah Winfrey. A noite foi escrito com alta carga de sentimento – mas não é sentimental. Muito menos piegas. Não tem um olhar religioso ou vingativo. É tão somente um testemunho e, por isso mesmo, mais contundente. Narra o encontro de Wiesel, aos 15 anos, com o mal na forma mais absoluta. Do momento em que sua família é arrancada de casa até o instante em que, libertado de Buchenwald, ele enfim olha no espelho pela primeira vez em meses. “Das profundezas do espelho, um cadáver olhou de volta para mim”, diz. “O olhar nos seus olhos, enquanto olhavam os meus, nunca me deixou.”

Dos quatro filhos da família Wiesel, Eliezer era o único menino. Na aldeia judaica de Sighet, passa seu tempo entre estudos rabínicos e as conversas com o zelador da sinagoga, que lhe dá acesso ao estudo da cabala, então proibido a quem tivesse menos de 30 anos. O zelador some, levado pelos nazistas. Por milagre, escapa dos campos e volta à aldeia, onde relata o extermínio. Ninguém acredita nele. Pensam que está louco. Pouco depois, os alemães segregam os judeus em dois guetos. A família Wiesel embarca então no trem da morte. Ao chegar ao complexo de Auschwitz Birkenau, na Polônia ocupada, a mãe e a irmã de 7 anos são separadas. As duas vão direto para as câmaras de gás (outras duas irmãs se salvariam). Pai e filho escapam, na seleção comandada pelo facínora Josef Mengele. São enviados ao campo de trabalho de Buna, onde sobrevivem a uma rotina de fome, tortura, doença e escravidão. Com a aproximação das tropas soviéticas, são levados numa marcha forçada de centenas de quilômetros. A maioria morre de exaustão. Na chegada a Buchenwald, o pai de Wiesel está doente, à beira da morte. O filho faz de tudo para tentar acudi-lo. Também exausto, acaba por largá-lo. Na noite fatídica, 29 de janeiro de 1945, Shlomo Wiesel é levado ao forno crematório.

Dez anos se passariam até que Elie entendesse a única coisa que poderia dar sentido a sua vida depois: prestar testemunho; manter viva a memória. Silêncio e indiferença diante do mal, dizia, são um pecado maior. Sua voz se tornou, desde então, “a consciência da humanidade” e se fez ouvir por toda parte onde os mesmos crimes voltavam a ser cometidos – da Bósnia ao Camboja, de Ruanda a Darfur. Era a mesma voz daquele menino que, diante do mal absoluto, soube encontrar as palavras mais belas e pungentes: “Nunca esquecerei aquela noite, a primeira noite no campo, que transformou minha vida numa longa noite, sete vezes maldita e sete vezes selada. Nunca esquecerei aquela fumaça. Nunca esquecerei os pequenos rostos das crianças, cujos corpos vi tornados em coroas de fumaça sob um céu azul em silêncio. Nunca esquecerei aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre. Nunca esquecerei o silêncio noturno que me despojou, por toda a eternidade, do desejo de viver. Nunca esquecerei aqueles momentos que assassinaram meu Deus e minh’alma e transformaram meus sonhos em pó. Nunca esquecerei isso, mesmo que seja condenado a viver tanto quanto o próprio Deus. Nunca”.

Adaptado: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/heliogurovitz/noticia/2016/07/nunca-esquecerei-aquela-noite.html, acesso em 10 de jul, de 2016.

Marque a alternativa correta em relação à classificação das palavras sublinhadas, na ordem em que aparecem na frase:

“Morreu de causas naturais aos 87 anos, na semana passada. Mas não foi indiferente ao tormento”.

a) artigo, numeral, adjetivo, advérbio.
b) preposição, numeral, substantivo, advérbio.
c) conjunção, numeral, adjetivo, preposição.
d) preposição, numeral, adjetivo, conjunção.
e) preposição, numeral, adjetivo, advérbio.

Alternativa correta: e) preposição, numeral, adjetivo, advérbio.

Leia as explicações abaixo e entenda a função de cada uma das palavras destacadas:

  • de: um dos usos da preposição “de” consiste na indicação da causa ou do motivo de algo. Na frase, foi utilizada para indicar o motivo da morte: causas naturais;
  • 87: o numeral é a classe de palavras utilizada para representar uma quantidade exata de unidades;
  • passada: tal palavra tem função de adjetivo na frase, pois atribui característica ao substantivo “semana”;
  • não: advérbio de negação.

Veja também: Adjetivos

Questão 4

(ITA/2003)

Durante uma Copa do Mundo, foi veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado de uma partida porque seguiu os prognósticos de seu burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a seguinte observação: “Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez”.

Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na expressão. Assinale a alternativa em que isso não ocorre:

a) obra grandiosa
b) jovem estudante
c) brasileiro trabalhador
d) velho chinês
e) fanático religioso

Alternativa correta: a) obra grandiosa

a) CORRETA. Tanto em “obra grandiosa” quanto em “grandiosa obra” a classe gramatical das palavras é a mesma. “obra” tem função de substantivo e “grandiosa” tem função de adjetivo, que atribui qualidade à obra, caracterizando-a como algo magnífico, esplêndido.

b) ERRADA. Em “jovem estudante”, “jovem” tem função de substantivo e “estudante” tem função de adjetivo. Ou seja, a palavra “estudante” está caracterizando a palavra jovem; trata-se de um jovem que é estudante.

Ao alterarmos a ordem das palavras, a classe gramatical também se altera. Em “estudante jovem”, “estudante” passa a ser o substantivo e “jovem” passa a ser o adjetivo que o caracteriza. Assim sendo, trata-se de um estudante que é jovem.

c) ERRADA. Em “brasileiro trabalhador”, “brasileiro” tem função de substantivo, e “trabalhador” tem função de adjetivo; trata-se de um brasileiro cuja característica é ser trabalhador. Já em “trabalhador brasileiro”, “trabalhador” é o substantivo e “brasileiro” é o adjetivo. Nesse caso, temos um trabalhador cuja característica é ser brasileiro.

d) ERRADA. Na sequência “velho chinês”, “velho” é um substantivo cuja característica é atribuída pelo adjetivo “chinês”. Assim, faz-se referência a um idoso cuja característica é a de ser chinês.

Já em “chinês velho”, a palavra “chinês” assume a função de substantivo e é caracterizada pelo adjetivo “velho”; ou seja, trata-se de um chinês que tem muita idade; é idoso; é velho.

e) ERRADA. Em “fanático religioso”, a palavra “fanático” tem função de substantivo e é caracterizada pelo adjetivo “religioso”. Assim, trata-se de um fanático cujo interesse está relacionado com a religião.

Na ordem alterada “religioso fanático”, “religioso” assume a função de substantivo e “fanático” assume a função de adjetivo. Logo, trata-se de uma pessoa religiosa cuja característica é ser fanática.

Questão 5

(CESGRANRIO)

Assinale a oração em que o termo cego(s) é um adjetivo:

a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem onde ir…
b) O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite escura da alma…
c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.
d) Naquele instante era só um pobre cego.
e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

Alternativa correta: e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

A alternativa e) é a única onde a classe gramatical da palavra “cego” é adjetivo.

Na frase, “cego” está atribuindo uma característica ao substantivo “globo”.

Lembre-se de que um adjetivo atribui qualidade ou classificação a um substantivo.

Em todas as demais alternativas, o termo “cego(s)” tem função de substantivo, pois denomina um ou mais seres.

Questão 6

Faça a correspondência e classifique corretamente os tipos de adjetivos:

1. Adjetivo simples
2. Adjetivo primitivo
3. Adjetivo derivado
4. Adjetivo composto
5. Adjetivo pátrio

( ) verde-escuro
( ) italiano
( ) belo
( ) insensato
( ) falso

Resposta correta:

( 4 ) verde-escuro
( 5 ) italiano
( 1 ) belo
( 3 ) insensato
( 2 ) falso

  • Verde-escuro é um adjetivo composto, pois possui mais de um radical/uma palavra. Os adjetivos compostos são formados por dois ou mais elementos, geralmente separados por hífen.
  • Italiano é um adjetivo pátrio, pois designa um ser de acordo com seu local de nascimento ou residência; é o adjetivo pátrio que corresponde à Itália.
  • Belo é um adjetivo simples pois é representado por apenas um radical/uma palavra.
  • Insensato é um adjetivo derivado pois é formado através do processo de derivação. Uma palavra formada por derivação tem origem em uma palavra primitiva, à qual podem ser acrescentados prefixos e/ou sufixos. Insensato tem como base a palavra “sensato”, à qual foi adicionado o prefixo -in.
  • Falso é um adjetivo primitivo, pois é formado por apenas um termo, não possui prefixos e nem sufixos, e pode dar origem a outras palavras. Exemplos: falsidade, falsificado.

Veja também: Adjetivo simples e Adjetivo composto

Questão 7

Assinale a alternativa onde todos os adjetivos são biformes:

a) bonito - gentil - completo;
b) legal - elegante - atrasado
c) belo - inteligente - novo;
d) feio - cansado - maravilhoso;
e) feliz - querido - esperto;

Alternativa correta: d) feio - cansado - maravilhoso;

a) ERRADA. A palavra “gentil” é um adjetivo de dois gêneros, ou seja, um adjetivo uniforme: a mesma palavra é usada para o masculino e para o feminino. Dizemos "ela é gentil” e “ele é gentil”. Logo, “gentil” não é um adjetivo biforme. Os adjetivos “bonito” e “completo” são biformes pois podem ser flexionados: bonito/bonita; completo/completa.

b) ERRADA. Das opções apresentadas na alternativa b), apenas a palavra “atrasado” é um adjetivo biforme, pois possui uma forma para o gênero masculino (atrasado) e outra para o gênero feminino (atrasada). Os adjetivos “legal” e “elegante” possuem uma única forma que é usada tanto com o gênero feminino quanto com o gênero masculino; são adjetivos uniformes.

c) ERRADA. Os adjetivos “belo” e “novo” são biformes pois variam em gênero (belo/bela; novo/nova). No entanto, o adjetivo “inteligente” não é biforme pois é usado tanto com substantivos de gênero masculino quanto com substantivos de gênero feminino. Assim sendo, trata-se de um adjetivo uniforme.

d) CORRETA. Todos os adjetivos dessa alternativa variam conforme o gênero do substantivo ao qual se referem: feio/feia; cansado/cansada; maravilhoso/maravilhosa. Portanto, todos são adjetivos biformes.

e) ERRADA. Os adjetivos “querido” e “esperto” são biformes, pois variam consoante o gênero: querido/querida; espero/esperta. No entanto, o adjetivo “feliz” é um adjetivo de dois gêneros, ou seja, um adjetivo uniforme. Ele não é flexionado de acordo com o gênero do substantivo ao qual se refere. A palavra “feliz” é usada tanto com substantivos masculinos quanto com substantivos femininos.

Veja também: Adjetivos biformes e Adjetivos uniformes.

Questão 8

Leia a frase abaixo e escolha a alternativa onde a flexão de plural está correta.

Tenho uma blusa verde-água

a) Tenho umas blusas verdes-águas
b) Tenho umas blusas verde-águas
c) Tenho umas blusas verdes- água
d) Tenho umas blusas verde-água

Alternativa correta: d) Tenho umas blusas verde-água

A palavra verde-água é um adjetivo de dois números, ou seja, a mesma palavra é usada para o singular e também para o plural.

Isso se deve ao fato de um dos elementos ser derivado de um substantivo (água).

Se a palavra em questão fosse, por exemplo, verde-claro, o plural da frase seria “Tenho umas blusas verde-claras”.

Quando os dois elementos de uma palavra composta são adjetivos (como é o caso de “verde” e “claro”), apenas o segundo é flexionado para o plural.

Veja também: Flexão dos adjetivos

Questão 9

Observe as palavra sublinhadas nas frases abaixo e escolha a alternativa onde a classificação dos adjetivos destacados está correta.

  • Devido à pancada, meu braço ficou arroxeado.
  • Mesmo depois de curado, sentia-se fraco.
  • Esse vestido ficou bonito em você.

a) primitivo - derivado - simples;
b) derivado - primitivo - simples;
c) derivado - derivado - simples;
d) composto - primitivo - simples.

Alternativa correta: b) derivado - primitivo - simples;

  • arroxeado: é um adjetivo derivado, pois deriva da palavra roxo;
  • fraco: é um adjetivo primitivo, pois é formado por apenas um termo, não possui prefixos e nem sufixos, e pode dar origem a outras palavras. Exemplos: fraqueza, fraquinho;
  • bonito: é um adjetivo simples, pois é formado por apenas um radical/uma palavra.

Veja também: Adjetivos primitivos e derivados

Questão 10

Identifique o grau dos adjetivos das frases abaixo:

  • Regina é tão inteligente quanto Maria.
  • Essa matéria é muito difícil.
  • Chegamos da escola cansadíssimos.

a) comparativo de igualdade - superlativo absoluto sintético - superlativo absoluto analítico
b) comparativo de igualdade - superlativo relativo de superioridade - superlativo absoluto sintético
c) comparativo de igualdade - superlativo absoluto analítico - superlativo absoluto sintético
d) comparativo de igualdade - superlativo relativo de inferioridade - superlativo absoluto analítico

Alternativa correta: c) comparativo de igualdade - superlativo absoluto analítico - superlativo absoluto sintético

  • Regina é tão inteligente quanto Maria.

A frase estabelece uma relação de igualdade entre a inteligência de Regina e a inteligência de Maria. Logo, temos um caso de grau comparativo de igualdade.

  • Essa matéria é muito difícil.
  • Chegamos da escola cansadíssimos.

As frases se referem a apenas um substantivo, ou seja, não estabelecem relação entre várias coisas ou pessoas. Isso caracteriza um grau superlativo absoluto, onde a qualidade do substantivo é intensificada sem que seja necessário estabelecer relação com outros substantivos.

O grau superlativo absoluto subdivide-se ainda em dois tipos: analítico e sintético.

No grau superlativo absoluto analítico, são usadas palavras que indicam intensidade para destacar a qualidade do substantivo. É o que ocorre na frase “Essa matéria é muito difícil.”, onde foi usado o advérbio “muito”.

No grau superlativo absoluto sintético, tal intensidade é expressa através do acréscimo de sufixos como -ílimo(a); -íssimo(a); -cílimo(a), etc. É o que ocorre na frase “Chegamos da escola cansadíssimos.”, onde o sufixo -íssimos foi acrescentado à palavra “cansados”.

O superlativo relativo intensifica a qualidade de um ser através do estabelecimento de relação com um conjunto de outros seres. Ele subdivide-se em dois tipos:

  • Superlativo relativo de superioridade. Exemplo: Carla é a mais divertida do grupo.
  • Superlativo relativo de inferioridade. Exemplo: Carla é a menos divertida do grupo.

Nenhuma das três frases do exercício exemplifica o superlativo relativo.

Veja também: Grau dos adjetivos e Grau superlativo

Questão 11

Sobre os adjetivos, é correto afirmar:

a) Em uma frase, sempre está posicionado antes do substantivo.
b) Modifica substantivos, advérbios e verbos, atribuindo a eles uma circunstância.
c) É invariável.
d) Modifica o substantivo, atribuindo a ele uma característica ou qualidade.

Alternativa correta: d) Modifica o substantivo, atribuindo a ele uma característica ou qualidade.

a) ERRADA. O adjetivo pode estar posicionado antes ou depois do substantivo. Exemplo: obra grandiosa; grandiosa obra. Em ambas as ordenações o adjetivo “grandiosa” está caracterizando o substantivo “obra”.

b) ERRADA. O adjetivo apenas modifica substantivos.

c) ERRADA. O adjetivo é variável. Ele pode variar em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (comparativo e superlativo).

d) CORRETA. O adjetivo é uma palavra que qualifica ou classifica o substantivo ao qual se refere.

Veja também: Locução adjetiva

Carla Muniz
Carla Muniz
Professora, lexicógrafa, tradutora, produtora de conteúdos e revisora. Licenciada em Letras (Português, Inglês e Literaturas) pelas Faculdades Integradas Simonsen, em 2002.