Górgias


Górgias de Leontini foi um importante sofista da filosofia antiga. Representa um dos maiores oradores da Grécia Antiga.

Biografia: Resumo

Górgias nasceu em Leontini, na região da Sicília (atual Itália) em 487 a. C. Mudou-se para Atenas com o intuito de defender a cidade da invasão de Siracusa.

Foi ali que começa a ter enorme admiração pelo público por meio de sua grande eloquência e poder de argumentação.

Além de professor de oratória e retórica, Górgias foi embaixador em Atenas. Viajou por diversas cidades espalhando seus conhecimentos.

Era muito criativo, habilidoso e utilizava da improvisação em suas apresentações. O grande foco dele foi ensinar técnicas de persuasão.

Nas palavras do filósofo: “A arte da persuasão ultrapassa todas as outras, e é de muito a melhor, pois ela faz de todas as coisas suas escravas por submissão espontânea e não por violência.”

Faleceu em Larissa, Tessália, por volta de 380 a. C. com aproximadamente 107 anos.

Obras

Górgias escreveu diversas obras filosóficas, sobre a retórica, oratória e linguagem. Atualmente, é possível encontrar alguns fragmentos de seus escritos. De suas obras, destacam-se:

  • Discursos
  • Sobre o Não-Ser ou Sobre a Natureza
  • O Elogio de Helena
  • A Defesa de Palamedes
  • A Oração Fúnebre
  • O Discurso Olímpico
  • O Elogio dos Elisinos
  • O Elogio de Aquiles
  • A Arte Oratória
  • O Onomástico

Principais Ideias

Górgias foi um dos maiores oradores da Grécia Antiga e um dos mais importantes filósofos sofistas. Para alguns, ele foi o criador da retórica.

Os sofistas representavam um grupo de filósofos eruditos que viviam ensinando em troca de elevadas taxas de dinheiro. Seus aprendizes eram jovens da alta classe.

Os sofistas eram professores que ensinavam retórica, oratória, ciência, música, filosofia e técnicas de discurso. Além de Górgias, merecem destaque na escola sofista os filósofos: Protágoras e Hípias.

De acordo com Platão, Sócrates e Aristóteles, os sofistas eram mercenários e falsos filósofos. Eles utilizavam da retórica e persuasão com o intuito de atrair os interessados no conhecimento.

Platão dedica um de seus “Diálogos” à Górgias, criticando o estilo, a persuasão e os paradoxos utilizados pelo filósofo.

Os pensamentos de Górgias estiveram centrados nos temas do subjetivismo, do relativismo, do asceticismo e do ceticismo absoluto.

Assim, ele se demostrou cético em relação à ciência e à razão. Em relação ao relativismo subjetivo aplicado à sua filosofia, Górgias afirmou: “O que parece a mim é para mim, e o que parece a ti é para ti.”

Defendeu pontos de vista paradoxais e por vezes, absurdos. Assim, foi considerado um niilista.

Seu niilismo pode ser revelado pela afirmação realizada numa de suas obras mais relevantes intitulada “Sobre o não ser”:

O ser não existe; se existisse, não poderia ser reconhecido; mesmo que fosse conhecido, não poderia ser comunicado a ninguém”.

Górgias acreditava que não existia uma verdade absoluta, chegando a conclusão sobre a ilusão gerada pelos sentidos.

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