Machado de Assis


Machado de Assis foi um dos maiores representantes da literatura brasileira, além de ter sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896.

Biografia

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no bairro carioca de Livramento, no dia 21 de junho de 1839.

Filho de família humilde, do pintor de paredes, Francisco José de Assis e de mãe portuguesa. Ficou órfão de mãe muito cedo e, por isso, foi criado com sua madrasta.

Após a morte de seu pai, quando tinha apenas 12 anos, Machado mudou-se com a madrasta para o bairro de São Cristóvão, onde Maria Inês se empregou como cozinheira. Machado de Assis vendia doces e balas para ajudar nas despesas da casa.

Era autodidata e foi ali em São Cristóvão que ele aprendeu francês com a dona de uma padaria e como o sacristão na igreja da Lampadosa, aprendeu latim.

Já rapaz, fascinado por livraria e tipografia foi ser aprendiz de tipógrafo na tipografia Nacional. Com 16 anos, estreava na imprensa com o poema “Ela”, no jornal chamado Maratona Fluminense.

Em 1859, passou a trabalhar no Correio Mercantil, onde era revisor de provas. Estudava gramática e conhecimentos gerais com o padre Silveira Sarmento.

A convite de Quintino Bocaiuva tornou-se redator do Diário do Rio de Janeiro, quando em 1867, foi promovido a Assistente de Diretor.

Em 1864, com 25 anos, lançou o livro de poesias chamado “Crisálidas”. Em 12 de novembro de 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, senhora portuguesa que lhe ajudou na revisão dos livros.

Um ano após o casamento, estreou na ficção com os “Contos Fluminenses”. Em 1872, publicou seu primeiro romance “Ressurreição”.

Em 1873, foi nomeado primeiro oficial da Secretária de Estado do Ministério da Agricultura, Viação e Obras Públicas.

Carolina, sua enfermeira, foi a mulher ideal para Machado de Assis. Esgotado pelo intenso trabalho de escritor e funcionário público Machado estava sempre doente.

Com outros intelectuais, fundou, em 1896, a Academia Brasileira de Letras, tendo sido presidente no ano seguinte.

Sempre doente e para aumentar seu sofrimento, em outubro de 1904, morre sua mulher, auxiliar e companheira. Em 1908, licenciado das funções públicas, mesmo debilitado, escreveu seu último romance “Memorial de Aires”.

No dia 29 de setembro de 1908, faleceu na casa 18 da rua Cosme Velho, na mesma cidade onde nasceu e viveu toda a vida, vítima de câncer.

Principais Obras

Machado foi um ávido escritor, produziu diversas obras dentre romances, peças de teatro, poesias, sonetos, contos, crônicas, críticas e traduções.

Estudiosos da literatura afirmam que a obra de machado pode ser classificada em dois momentos. O primeiro, apresenta características mais românticas; e outro, características mais realistas.

Algumas obras que se destacam são:

  • Crisálidas (1864)
  • Contos Fluminenses (1870)
  • Falenas (1870)
  • Ressurreição (1872)
  • Histórias da Meia-noite (1873)
  • Mão e a Luva (1874)
  • Helena (1876)
  • Iaiá Garcia (1878)
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)
  • Papéis Avulsos (1882)
  • O Alienista (1882)
  • Quincas Borba (1891)
  • Dom Casmurro (1899)
  • Poesias Completas (1901)
  • Esaú e Jacó (1904)
  • Memorial de Aires (1908)

Frases de Machado de Assis

  • Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.”
  • Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
  • Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
  • Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”
  • Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram.”
  • Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.”
  • O capital existe, se forma e sobrevive a custa da sociedade que trabalha e nem sempre é recompensada pelos lucros que gera.”
  • O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família.”
  • Das qualidades necessárias ao jogo de xadrez, duas essenciais: vista pronta e paciência beneditina, qualidades preciosas na vida que também é um xadrez, com seus problemas e partidas, umas ganhas, outras perdidas, outras nulas.”
  • O esperado nos mantém fortes, firmes e em pé. O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeços.”
  • Pois o silêncio não tem fisionomia, mas as palavras muitas faces...
  • Há coisas que melhor se dizem calando. As feridas do coração, como as do corpo, deixam cicatrizes. Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades.”
  • Descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência.”

Curiosidade

A obra de Machado de Assis teve muitas adaptações para cinema, tv, teatro, ópera, música, dança, literatura e histórias em quadrinhos (HQ).

Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.