Questões — 9º ano

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9º ano : História - Crises, guerras e revoluções

(PUC-Campinas) Em relação às causas da Primeira Guerra Mundial é correto afirmar que:

a) A incapacidade dos Estados liberais em solucionar a crise econômica do século XIX colocou em xeque toda a estrutura do sistema capitalista. A instabilidade política e social das nações europeias impulsionou as disputas colonialistas e o conflito entre as potências.

b) A desigualdade de desenvolvimento das nações capitalistas europeias acentuou a rivalidade imperialista. A disputa colonial marcada por um nacionalismo agressivo e pela corrida armamentista expandiu os pontos de atrito entre as potências.

c) O sucesso da política de apaziguamento e do sistema de aliança equilibrou o sistema de forças entre as nações europeias, acirrando as lutas de conquista das colônias da África e da Ásia.

d) O expansionismo na Áustria, a invasão da Polônia pelas tropas alemãs assustaram a Inglaterra e a França, que reagiram contra a agressão declarando guerra ao inimigo.

e) O desequilíbrio entre a produção e consumo incentivou a conquista de novos mercados produtores de matérias-primas e consumidores de bens de produção reativando as rivalidades entre os países europeus e os da América do Norte.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

(Enem) A Revolta da Vacina (1904) mostrou claramente o aspecto defensivo, desorganizado, fragmentado da ação popular. Não se negava o Estado, não se reivindicava participação nas decisões políticas; defendiam-se valores e direitos considerados acima da intervenção do Estado.

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

A mobilização analisada representou um alerta, na medida em que a ação popular questionava:

a) a alta de preços.

b) a política clientelista.

c) as reformas urbanas.

d) o arbítrio governamental.

e) as práticas eleitorais.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

Considerando as consequências da chegada da Família Real Portuguesa, em 1808, assinale a alternativa INCORRETA:

a) Assim que chegou ao território, D. João VI, príncipe regente, decretou a abertura dos portos às nações amigas.

b) Diversos melhoramentos foram realizados no território, em especial na cidade do Rio de Janeiro.

c) Houve a criação de importantes instituições, como o Banco do Brasil e a Real Academia Militar.

d) A vinda da corte para o Brasil significou o fim do comércio entre Portugal, suas colônias e a Inglaterra, sua maior inimiga.

e) A médio prazo, uma das maiores consequências foi a Independência do Brasil, que está diretamente relacionada com esse evento.

9º ano : História - Da Era Vargas ao golpe de 1964

Leia o trecho abaixo, que diz respeito ao Integralismo no Brasil.

"Utilizado extensivamente pelos integralistas, o uniforme tornou-se um símbolo do movimento, que passou a ter seus membros denominados de "camisas-verdes" numa clara alusão à cor da camisa integralista. Composto de camisa verde com um sigma fixado no braço esquerdo (...), o uniforme fazia com que todos os integralistas se apresentassem publicamente de forma idêntica, sem quaisquer marcas da pessoalidade. (...)

O uniforme é a camisa de força: ele prende, disciplina, regra, torna tudo igual. Há um medo da diversidade, a diferença espanta, ela não é bem vista. Não há como ser de outro modo: num cálculo onde tudo se soma, onde tudo deve se fazer um, não há espaço para singularidade do indivíduo".

(AMADO, Thiago da Costa. A Nação Despertou? O Integralismo e sua Cenografia (1932-1937). Campinas - SP: IFCH, setor de publicações, 2014. p. 82-83)

Sobre a AIB (Ação Integralista Brasileira) e o uso do uniforme entre seus membros, é correto afirmar que:

a) A opção de um uniforme idêntico para todos revela a simpatia dos integralistas pelo comunismo e pela liberdade de expressão.

b) O integralismo inspirava-se nas ideias fascistas em crescimento na Europa, e seu uniforme se transformou em um dos principais símbolos do movimento.

c) O uso do uniforme era opcional para os integralistas, e isso refletia a postura de respeito à diversidade e à pluralidade de opiniões dentro da AIB.

d) Os integralistas adotaram uniformes para se destacarem da sociedade e expressarem suas crenças políticas, especialmente o apoio à luta dos EUA contra o comunismo na Guerra Fria.

9º ano : Geografia - Oceania e Ásia

A recente revolta do hijab no Irã, iniciada em 2022, teve como estopim:

a) O aumento do desemprego entre mulheres no país.

b) A morte de Mahsa Amini, detida pela polícia da moralidade por uso inadequado do hijab.

c) A imposição de novas leis de vestimenta para turistas.

d) O fechamento de escolas femininas em todo o país.

e) A proibição do uso de qualquer cobertura de cabeça para mulheres.

9º ano : História - Crises, guerras e revoluções

“Nós somos uma milícia voluntária a serviço da nação, nós seremos com o Estado e pelo Estado e seremos guardiões atentos e defensores e propagadores da tradição nacional, do sentimento nacional, da vontade nacional; (...) Nós manteremos o Estado se ele puder cair em mãos daqueles que ameaçam o país e atentam contra a vida da nação.”
(Manifesto do Partido Fascista italiano, 23 de novembro de 1921)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o Fascismo:

a) Defendia a individualidade e a pluralidade política na Itália.

b) Convocava a população a pegar em armas em nome da Constituição.

c) Explorava a tradição nacional para promover a fraternidade e a paz.

d) Defendia a submissão do indivíduo ao Estado e aos interesses nacionais.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

"Mais de cinquenta anos passados, Brasília confirmou sua vocação modernista, integrou o país pela interiorização, tal como anunciava o slogan de JK, e manteve as marcas de sua ambivalência: conservou impecáveis seus palácios, como queriam Kubitschek e Niemeyer, “suspensos, leves e brancos, nas noites sem fim do Planalto”; também sustentou as condições para tornar o poder na República mais asséptico, mais isolado, mais vaidoso, mais arrogante."

(SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 428.)

O texto das historiadoras apresenta uma análise sobre Brasília que evidencia uma contradição fundamental do projeto de JK. Essa contradição se manifesta no fato de que a nova capital:

a) preservou as tradições da arquitetura brasileira, mas questionou as estruturas de longa data do coronelismo.

b) promoveu a integração nacional através da interiorização, mas simultaneamente isolou o poder político das pressões populares.

c) representou o triunfo do planejamento urbano, mas fracassou em atrair investimentos para o Centro-Oeste.

d) simbolizou o progresso tecnológico brasileiro, mas através do financiamento estrangeiro.

e) consolidou o modernismo na arquitetura, mas rejeitou as influências artísticas europeias.

9º ano : História - Tensões sociais e políticas na República brasileira

Texto para as questões 2 e 3:

O "banditismo rural" no Brasil foi gestado desde a época colonial, com a divisão da terra em grandes latifúndios e a necessidade de jagunços para protegê-los. As razões e a pulsão violenta de homens como Silvino Jacques, Antônio Dó, Antônio Silvino, Lampião e Corisco se inserem nos contextos históricos da Colônia, Império e República, respectivamente com a gênese do latifúndio, sua consolidação e a força política do paroquialismo dos coronéis.

(RIBEIRO, Arnor Da Silva. Mundos de Silvino Jacques: terra, banditismo rural, poder e sociedade na Fronteira Oeste do Brasil (1929-1939). (Dissertação de Mestrado em História) São Paulo, 2011. p. 141)

Na interpretação do autor, o banditismo rural brasileiro está estruturalmente vinculado:

a) à ausência de políticas públicas de educação no campo durante o período republicano.

b) ao processo histórico de concentração fundiária e às relações de poder dele decorrentes.

c) à influência cultural dos movimentos messiânicos que marcaram o sertão nordestino.

d) ao isolamento geográfico do interior do país, que dificultava a ação das forças policiais.

e) à tradição familiar de vingança privada herdada dos colonizadores portugueses.

9º ano : História - Da Segunda Guerra Mundial à Guerra Fria

"De qualquer modo, em fins da década de 1950 já ficara claro para os velhos impérios sobreviventes que o colonialismo formal tinha de ser liquidado. Só Portugal continuou resistindo à sua dissolução, pois sua economia metropolitana atrasada, politicamente isolada e marginalizada não tinha meios para sustentar o neocolonialismo. (...) Contudo, Paris, Londres e Bruxelas (Congo Belga) decidiram que a concessão de independência com a manutenção da dependência econômica e cultural era preferível a longas lutas que provavelmente terminaram em independência sob governos esquerdistas."

(HOBSBAWM, Eric J. A era dos Extremos: o breve século XX - 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 214-219.)

A análise de Hobsbawm sobre o processo de descolonização evidencia que as principais potências coloniais europeias:

a) adotaram estratégias de concessão formal de independência para preservar vínculos de dominação econômica e evitar a ascensão de regimes anti-imperialistas.

b) abandonaram completamente suas antigas colônias devido à pressão militar dos movimentos de libertação nacional e à falta de recursos para manter o controle.

c) implementaram o neocolonialismo apenas nas regiões onde havia resistência armada, concedendo autonomia plena às colônias pacíficas.

d) mantiveram o domínio colonial direto em todos os territórios, recorrendo ao apoio militar dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

e) promoveram a independência política de forma desinteressada, reconhecendo o direito à autodeterminação dos povos colonizados.

9º ano : História - Da Segunda Guerra Mundial à Guerra Fria

O trecho abaixo apresenta o relato do Major Ruy de Oliveira Fonseca sobre a situação dos combatentes brasileiros após o final do conflito. Leia-o com atenção e responda ao que se pede:

"Os primeiros dez anos depois da Guerra, nós comemos o pão que o diabo amassou. A maioria chegou com dinheiro no bolso, e mal ou bem tinha o fundo de garantia, que na época era mais ou menos 400, 500 mil reis, cruzeiros, era muito dinheiro, muitos ao invés de ir embora para casa, ficaram no Rio de Janeiro, “batendo pernas”, bebendo. (...). Depois inventaram um tal de Centro de Recuperação de Incapazes das Forças Armadas, mas o CRIFA era mais uma prisão do que um centro de recuperação. Quiseram fazer como o americano, que tinha psicólogos... era um quartel velho, em que o cara ficava o dia inteiro lá internado."

(COSTA, Marco Antônio Tavares da. A Força Expedicionária Brasileira: memórias de um conflito. UFJF, 2009. p. 235.)

A partir do relato apresentado, é possível identificar que:

a) Apesar do entusiasmo inicial com o retorno dos pracinhas, o governo brasileiro não ofereceu apoio adequado aos ex-combatentes nos anos seguintes à guerra.

b) Os ex-combatentes receberam apoio financeiro suficiente do governo, o que permitiu que a maioria conseguisse reintegração social tranquila.

c) O Centro de Recuperação de Incapazes das Forças Armadas funcionou de forma exemplar, seguindo o modelo americano de assistência psicológica aos veteranos.

d) A maioria dos pracinhas preferiu permanecer no Rio de Janeiro devido às melhores oportunidades de trabalho oferecidas pelo governo federal.

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