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Questões — 9º ano

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9º ano : História - Crises, guerras e revoluções

(Fuvest) “Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior.”

(Winston Churchill, em discurso feito no Parlamento em 21 de agosto de 1941).

A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra Mundial, que contribuíram para alimentar antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Entre esses problemas, identificamos:

a) o crescente nacionalismo econômico e o aumento da disputa por mercados consumidores e por áreas de investimentos.

b) o desenvolvimento do imperialismo chinês da Ásia, com abertura para o Ocidente.

c) os antagonismos austro-ingleses em torno da questão da Alsácia-Lorena.

d) a oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países, enfraquecendo todo tipo de nacionalismo.

e) a divisão da Alemanha, que a levou a uma política agressiva de expansão marítima.

9º ano : História - Tensões sociais e políticas na República brasileira

(ENEM Digital) Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado justificava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era importante — embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”.

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro no início da República, caracterizou-se por ser uma

a) agitação incentivada pelos médicos.

b) atitude de resistência dos populares.

c) estratégia elaborada pelos operários.

d) tática de sobrevivência dos imigrantes.

e) ação de insurgência dos comerciantes.

9º ano : História - Da Segunda Guerra Mundial à Guerra Fria

3. “Além disso, as outras potências imperialistas - França, Inglaterra e Estados Unidos - pretendiam manter o acordo de Washington, de 1922, que reservava a China como área de do mínio conjunto. A decisão japonesa de colonizar a China rasgou esse acordo. Agravou as disputas entre elas e o Japão, permitindo à China unir-se a elas contra o Japão. Nesse contexto, uma frente única antiimperialista não mais se dirigiria contra todos os imperialismos, mas unicamente contra o Japão. E os setores burgueses e latifundiários ligados àquelas potências poderiam incluir-se em tal frente.”

POMAR, Wladimir. A Revolução Chinesa. São Paulo: Editora UNESP, 2003. p. 56.

Com base na leitura do texto e em seus conhecimentos, é correto afirmar que uma das consequências diretas da invasão japonesa no território chinês foi:

a) O ingresso dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, que viu seus interesses econômicos ameaçados pelos japoneses.

b) O abandono da exploração das riquezas da China pelas potências imperialistas ocidentais, até então previsto no Acordo de Washington.

c) A união de grupos políticos opositores na China, que formaram uma frente unida para combater o imperialismo japonês.

d) A aproximação entre Chiang Kai-shek e as ideias comunistas, tendo em vista a busca de apoio da União Soviética para combater a invasão japonesa.

9º ano : Geografia - Ásia: potências globais e regionais

Analise as afirmações abaixo sobre os Tigres Asiáticos e os Novos Tigres Asiáticos:

I. Os Tigres Asiáticos se destacaram pela rápida industrialização e exportação de produtos de alta tecnologia.

II. Os Novos Tigres Asiáticos, como Vietnã e Tailândia, têm se integrado às cadeias globais de produção, mas ainda enfrentam desafios relacionados à desigualdade social e infraestrutura.

III. Tanto os Tigres Asiáticos quanto os Novos Tigres Asiáticos adotaram a substituição de importações como principal estratégia de crescimento.

IV. Os Novos Tigres Asiáticos apresentam economias mais dependentes de mão de obra barata em comparação aos primeiros Tigres Asiáticos.

a) Apenas as afirmações I e III estão corretas.

b) Apenas as afirmações II e IV estão corretas.

c) Apenas as afirmações I, II e IV estão corretas.

d) Apenas as afirmações I, II e III estão corretas.

e) Todas as afirmações estão corretas.

9º ano : Geografia - Oceania e Ásia

A Ásia é o continente mais populoso e também o mais diverso culturalmente. Qual das alternativas abaixo é verdadeira sobre essa diversidade?

a) A Ásia é culturalmente homogênea devido à predominância de uma única religião em todo o continente.

b) As línguas asiáticas pertencem apenas à família linguística sino-tibetana.

c) A diversidade cultural da Ásia é influenciada por fatores como religião, línguas, costumes e sistemas políticos.

d) A Ásia não possui diversidade cultural significativa, pois a maioria das suas populações segue tradições ocidentais.

e) A diversidade cultural asiática se limita aos países do sudeste asiático.

9º ano : Geografia - Europa

A regionalização da Europa em Ocidental, Oriental, Meridional e Setentrional tem como base:

a) A divisão das zonas climáticas no continente.

b) Diferenças geológicas no relevo europeu.

c) A localização dos principais rios e lagos do continente.

d) A extensão territorial de cada país.

e) Critérios geográficos, históricos, culturais e econômicos.

9º ano : História - Da Segunda Guerra Mundial à Guerra Fria

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma reação dos Estados Unidos à Revolução Cubana:

a) A Invasão da Baía dos Porcos.

b) O ataque ao quartel de Moncada.

c) O apoio ao movimento revolucionário 26 de Julho.

d) O fim do embargo americano à economia cubana.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede.

"Nesse meio-tempo, as conspirações corriam soltas e a monarquia ficava cada vez mais isolada. De um lado, desde 1874 existia um abismo político entre a Igreja e o Estado. O estopim teria sido a prisão de dois bispos — d. Vital e d. Macedo Costa — que haviam procurado restringir as atividades da maçonaria no Brasil. Mas a razão de fundo era mais profunda, e estava ligada a uma disputa acerca da hegemonia e autonomia na condução dos negócios e nas decisões do Estado. Pelo sim, pelo não, a resposta do governo tinha sido dura, e a anistia aos prelados, em setembro de 1875, não fora suficiente para apaziguar a situação."

(SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 314)

Sobre a ruptura da relação entre a Igreja Católica e a Monarquia brasileira, assinale a alternativa correta.

a) A prisão de dois bispos que defendiam a maçonaria no Brasil estremeceu a relação dos católicos e dos monarquistas.

b) A monarquia brasileira era laica, o que desagradava a Igreja. Além disso, a constante interferência do governo em assuntos da Igreja provocava tensões, como nas prisões de d. Vital e d. Macedo Costa.

c) Além da prisão dos bispos, havia tensões resultantes das diferenças sobre a autonomia da Igreja e relação entre Igreja e Estado.

d) Apesar da disputa causada pela prisão dos bispos, o pedido de desculpas feito pelo Império Brasileiro foi aceito pela Igreja e normalizou a relação com o Vaticano nos anos seguintes.

9º ano : História - Tensões sociais e políticas na República brasileira

"Os federalistas não questionavam a forma republicana, ao contrário da imagem que o opositor criou, de que objetivavam a restauração monárquica. Sua proposta objetivava outro projeto, também republicano o qual o federalismo residiria na liberdade e autonomia de sua pátria diante do autoritarismo estadual e intervencionismo federal. Temos um cenário em que um federalismo foi instituído pelo grupo vencedor, que por sua vez, passou a ser contestado por uma outra elite que se tornara periférica..."

(ROSSATO, Monica; PADOIN, Maria Medianeira. A Revolução Federalista (1893-1895) na região fronteiriça platina: projetos políticos e a trajetória de Gaspar Silveira Martins. Estudios Históricos – CDHRPyB, Montevidéu, ano XI, n. 22, dez. 2019. ISSN 1688-5317.)

O texto apresentado destaca aspectos da disputa política que resultou na Revolução Federalista. A análise das autoras permite compreender que:

a) Os federalistas defendiam a volta da monarquia como forma de garantir maior centralização política.

b) O conflito ocorreu entre republicanos e monarquistas que divergiam sobre o regime político brasileiro.

c) A proposta de restauração monárquica ganhou apoio entre os federalistas devido à sua popularidade no Rio Grande do Sul.

d) Os grupos em conflito disputavam diferentes interpretações sobre como organizar o sistema republicano.

e) A interpretação das autoras fundamenta-se em uma perspectiva materialista que compreende o conflito como reflexo de antagonismos entre classes sociais distintas.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

"... nada se mudaria; o Regime sim, era possível, mas também se muda de roupa sem mudar de pele. O comércio é preciso. Os bancos são indispensáveis. No sábado, ou quando muito na segunda-feira, tudo voltaria ao que era na véspera, menos a Constituição".

(DE ASSIS, Machado. Esaú e Jacó. In Obra completa, vol. 1. Rio de Janeiro: Aguilhar. p. 1031)

A percepção de Machado de Assis sobre a transição do Império para a República, expressa em seu romance, revela uma crítica social presente também em análises historiográficas posteriores. O fragmento literário evidencia que:

a) a Proclamação da República promoveu transformações radicais nas estruturas econômicas do país, afetando profundamente o funcionamento do comércio e do sistema bancário.

b) a mudança constitucional representou uma revolução social profunda, alterando as relações de poder e as hierarquias estabelecidas durante o período imperial.

c) o novo regime republicano implementou reformas políticas, agrárias e urbanas que modificaram a vida cotidiana da população brasileira.

d) a continuidade das estruturas socioeconômicas foi garantida pela manutenção da Constituição Imperial de 1824, apenas com emendas que instituíram o sistema republicano.

e) a substituição do regime monárquico pelo republicano manteve intactas as estruturas socioeconômicas fundamentais, limitando-se essencialmente a uma reorganização político-institucional.

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