Questões por Ano Escolar e Matéria

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8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

O fim do período regencial, em 1840, aconteceu porque:

a) Através de votos populares, a população optou pelo fim da monarquia e a instituição de um regime presidencialista.

b) Com o Golpe da Maioridade, D. Pedro II pôde assumir o trono antes dos 18 anos.

c) Os partidos Liberal e Conservador decidiram por alternar-se no poder, encerrando a rivalidade entre eles.

d) D. Pedro I, que era o imperador do Brasil à época, decidiu encerrar seu reinado e passar o trono para seu filho, D. Pedro II.

e) Nenhuma das anteriores.

8º ano : História - O processo de independência no Brasil

Sobre a Conjuração Baiana (1798), é correto afirmar que:

a) Foi um movimento de caráter essencialmente elitista.

b) Pedia a volta da monarquia portuguesa após a proclamação da Independência.

c) Exigia o fim da escravidão e reuniu participantes de diferentes classes sociais, sobretudo trabalhadores pobres.

d) As lideranças do movimento obtiveram o perdão real após um curto período de detenção.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

Em 1º de maio de 1865 foi assinado (...) o Tratado Secreto da Tríplice Aliança. Nele se determinava que só se negociaria a paz mediante a deposição de Solano López. Estabeleciam-se, ainda, novas fronteiras para os países litigantes, bem como se definia que (...) [a] nação agressora pagaria os gastos e prejuízos decorrentes da guerra.

(SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Maria Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 294)

Assinale a alternativa que apresenta corretamente os países integrantes da Tríplice Aliança.

a) Brasil, Argentina e Uruguai.

b) Argentina, Uruguai e Paraguai.

c) Brasil, Inglaterra e Argentina.

d) Uruguai, Paraguai e Inglaterra.

8º ano : História - Agitações políticas e nacionalismos no século XIX

O processo de Unificação Italiana ocorreu ao longo do século XIX e contou com uma série de guerras e batalhas para consolidar a formação do Estado Italiano. Entre as principais lideranças que conduziram tal processo, destacam-se:

a) O rei Carlos Alberto, monarca de Piemonte-Sardenha, e Benito Mussolini, político responsável pela popularização da unificação nacional.

b) O imperador Napoleão III, que garantiu a independência da Itália contra a França, e Anita Garibaldi, líder militar que conduziu vitórias no sul da península.

c) O rei Vítor Emanuel II, primeiro monarca italiano, e o Papa Pio IX, que concordou em abolir os Estados Papais e aderir ao Reino da Itália.

d) Conde de Cavour, ministro de Piemonte-Sardenha, e Giuseppe Garibaldi, líder militar e defensor da instalação de uma República na Itália.

8º ano : História - Cultura e Sociedade no Brasil Imperial

“Graças ao abolicionismo, a mobilização popular tornou-se um elemento de transformação consciente da realidade. A revolta agora não era circunstancial, contra o aumento dos preços de alimentos ou contra alguma medida que prejudicava os interesses populares, mas sim efetiva, pois tinha por objetivo alterar a estrutura da sociedade. Os abolicionistas também inovaram na forma de organização.”

(DEL PRIORE, Mary; VENÂNCIO, Renato. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010, p. 206)

A análise dos autores sobre o movimento abolicionista brasileiro destaca como principal característica diferencial:

a) A mudança das revoltas populares de ações reativas para movimentos com projeto estrutural de transformação social.

b) A capacidade de mobilizar setores da sociedade através de manifestações públicas nas principais cidades.

c) A articulação entre lideranças negras e intelectuais brancos na formulação de estratégias políticas coordenadas.

d) O desenvolvimento de métodos violentos de resistência que superaram as formas pacíficas de contestação anteriores.

e) A influência de ideologias europeias que trouxeram novos modelos organizacionais para os movimentos sociais brasileiros.

8º ano : História - O processo de independência no Brasil

“O gatilho que deflagrou a Conjuração Mineira articulava três ordens de fatores de natureza distinta (...). Havia, em primeiro lugar, o rigor de uma política metropolitana que desconsiderava a realidade da produção do ouro e descartava a possibilidade de criação de projetos alternativos para a exploração do potencial econômico das Minas. Os outros dois fatores tinham caráter conjuntural: o desastre político representado pela administração corrupta do governador Cunha Meneses (...) e o retrocesso na relação das Minas com Portugal: num momento de recessão provocado pelo declínio da produção aurífera, Lisboa insistia na imposição da derrama, além de restringir o acesso da elite local a postos da administração régia...”

(Adaptado de: SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 138)

Para as autoras do excerto, é fundamental compreender a Conjuração Mineira (1789) como um levante causado por elementos multifatoriais, de ordem econômica, política e social. Nesse sentido, o episódio:

a) foi motivado pelo declínio da produção de ouro, sendo um levante de caráter popular contra o monopólio da Coroa sobre as minas.

b) ocorreu como resultado direto da independência dos Estados Unidos, sendo liderada por artesãos e mineradores que buscavam a implantação de uma república democrática e antiescravagista.

c) contou com apoio declarado da França e dos Estados Unidos, nações articuladas em torno da promessa de adesão ao republicanismo.

d) expressou a insatisfação de setores da elite colonial com a perda de privilégios e com políticas fiscais impostas pela metrópole em um cenário de crise econômica.

e) visava à substituição do sistema monárquico pelo republicano, inspirada pela Revolução Francesa e conduzida com êxito militar sobre as tropas portuguesas.

8º ano : História - Cultura e Sociedade no Brasil Imperial

Texto para as questões 2 e 3.

"Durante o primeiro quartel do século XIX, porém, à medida que o gosto do café foi se desenvolvendo entre as populações urbanas da Europa Ocidental e da América do Norte, e as suas possibilidades comerciais se tornaram mais aparentes, o arbusto do café foi sendo espalhado pelas terras altas e virgens do norte do Rio de Janeiro e do sul de Minas Gerais, penetrando eventualmente em São Paulo. (...) O valor da terra inflacionou, a posse de grandes extensões de terras consolidou-se e o sistema de fazendas (...) foi reproduzido na nova região cafeeira do Sudeste do Brasil".

(BETHELL, Leslie. A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil. São Paulo: EDUSP, 1976. p. 81)

Atualmente, sabe-se que a cafeicultura tornou-se a principal fonte de renda e exportação da economia brasileira na virada do século XIX para o século XX. A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o avanço do cultivo de café foi resultado:

a) Das transformações internas dos costumes e das demandas do mercado europeu, cada vez mais afeito ao consumo de café.

b) Da valorização da terra no Sudeste brasileiro, o que atraiu grandes cafeicultores e empreendedores para investimentos na região.

c) Da consolidação do sistema de fazendas no Sudeste brasileiro, que replicou o modelo de sucesso já experimentado no nordeste açucareiro e na região das Minas Gerais.

d) Da pressão norte-americana na abolição do tráfico negreiro, o que forçou o Brasil a buscar produtos alternativos para fortalecer sua economia.

e) Da abundância de cativos disponíveis no mercado brasileiro, o que permitiu a própria abolição do tráfico de escravos em 1831, sem qualquer prejuízo para a cafeicultura nacional.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império
Obras sobre tela Carga de Cavalaria
Carga de Cavalaria, por Guilherme Litran (1893). Óleo sobre tela.

A imagem acima apresenta a obra Carga de Cavalaria, de Guilherme Litran (1893), que retrata um grupo de combatentes farrapos durante a Revolução Farroupilha (1835–1845). A partir da análise da imagem e de seus conhecimentos sobre o episódio, é correto afirmar que:

a) A pintura revela o caráter popular e igualitário da revolta, evidenciando o protagonismo das camadas mais pobres e o questionamento das hierarquias sociais no Rio Grande do Sul.

b) A representação idealizada da cavalaria farrapa reforça uma memória épica do conflito, transformando uma guerra civil regional em símbolo de bravura e identidade gaúcha.

c) A obra denuncia as contradições internas do movimento, ao destacar a presença de soldados cativos que lutaram por liberdade e foram traídos no final do conflito.

d) O artista buscou retratar com rigor documental os acontecimentos da guerra, sem recorrer a idealizações políticas ou sentimentos nacionalistas.

e) A tela expressa a vitória militar dos republicanos farroupilhas sobre as forças imperiais, consolidando a independência da República Rio-Grandense.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

A Revolta dos Malês (1835) é um dos movimentos mais estudados dentre as chamadas Revoltas Regenciais. Sobre esse levante ocorrido em Salvador, assinale a alternativa que descreve corretamente suas características:

a) Trata-se de um movimento iniciado na elite conservadora da cidade, descontente com a aprovação do Ato Adicional em 1834.

b) Foi um movimento organizado por escravos e trabalhadores, inspirado na Revolução Francesa. Seus objetivos envolviam a abolição da escravidão e a independência da Bahia.

c) O movimento eclodiu devido à enorme desigualdade social na Bahia e à aprovação da chamada Lei dos Prefeitos, que centralizou ainda mais o poder nas mãos da elite local.

d) Escravos e forros de origem muçulmana protagonizaram essa revolta, que envolveu tanto o combate à escravidão da forma como era praticada quanto a busca por maior liberdade religiosa.

8º ano : História - O processo de independência no Brasil

Entre as principais causas ligadas à Revolta dos Malês, é correto elencar:

a) A elevação do preço do açúcar no mercado internacional, o que reduziu a produção de alimentos em detrimento da cana-de-açúcar. Isso provocou uma grave crise de fome na região.

b) A criação da Guarda Nacional, que exigia o alistamento de trabalhadores livres para as fileiras de combate.

c) A perseguição religiosa e a violência do sistema escravista vigente, que oprimia a grande parcela de escravos residentes na Bahia do século XIX.

d) O sucesso das Independências do Haiti e dos Estados Unidos, episódios que inspiraram esse movimento separatista e liberal na Bahia.

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