Questões por Ano Escolar e Matéria

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9º ano : História - Tensões sociais e políticas na República brasileira

(ENEM Digital) Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado justificava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era importante — embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”.

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro no início da República, caracterizou-se por ser uma

a) agitação incentivada pelos médicos.

b) atitude de resistência dos populares.

c) estratégia elaborada pelos operários.

d) tática de sobrevivência dos imigrantes.

e) ação de insurgência dos comerciantes.

8º ano : História - Imperialismo no século XIX

A imagem abaixo ilustra uma cena da Revolta dos Cipaios, ocorrida na Índia Britânica entre 1857 e 1859. Sobre as causas dessa revolta, é correto afirmar que:

Cena da Revolta dos Cipaios, ocorrida na Índia Britânica entre 1857 e 1859.

Autor: Granger, 1857 (Domínio Público)

a) O principal motivo foi a introdução do ópio pelos ingleses na região, que viciou a população local e gerou uma revolta do Imperador da Índia.

b) Foi causada pela resistência das populações locais à imposição do cristianismo na Índia.

c) Os cipaios se revoltaram com medidas britânicas que desconsideram a particularidade da cultura local, como o desrespeito às crenças da população da Índia.

d) Liderada por Mahatma Gandhi, a revolta dos Cipaios defendia a independência da Índia e criticava o legado do imperialismo britânico na região.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

Ao longo do século XIX, a formação dos países na região da Bacia do Prata foi marcada por uma série de disputas e conflitos. Entre elas, destaca-se o tema da navegação na Bacia do Prata, que envolvia:

a) O interesse político da Argentina em garantir a livre navegação na Bacia do Prata, favorecendo a entrada de navios estrangeiros no porto de Buenos Aires.

b) A disputa entre Paraguai e o Brasil sobre o assunto, já que o Brasil era favorável à livre navegação e o Paraguai defendia a necessidade de cobrança de taxas.

c) O forte interesse dos Estados Unidos e da Inglaterra, países que buscavam expandir a colonização no sul do continente.

d) O interesse do Brasil e do Paraguai na livre navegação do Prata, enquanto políticos argentinos buscavam a cobrança de uma taxa alfandegária.

8º ano : História - Agitações políticas e nacionalismos no século XIX

O processo de Unificação Italiana ocorreu ao longo do século XIX e contou com uma série de guerras e batalhas para consolidar a formação do Estado Italiano. Entre as principais lideranças que conduziram tal processo, destacam-se:

a) O rei Carlos Alberto, monarca de Piemonte-Sardenha, e Benito Mussolini, político responsável pela popularização da unificação nacional.

b) O imperador Napoleão III, que garantiu a independência da Itália contra a França, e Anita Garibaldi, líder militar que conduziu vitórias no sul da península.

c) O rei Vítor Emanuel II, primeiro monarca italiano, e o Papa Pio IX, que concordou em abolir os Estados Papais e aderir ao Reino da Itália.

d) Conde de Cavour, ministro de Piemonte-Sardenha, e Giuseppe Garibaldi, líder militar e defensor da instalação de uma República na Itália.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede.

"Nesse meio-tempo, as conspirações corriam soltas e a monarquia ficava cada vez mais isolada. De um lado, desde 1874 existia um abismo político entre a Igreja e o Estado. O estopim teria sido a prisão de dois bispos — d. Vital e d. Macedo Costa — que haviam procurado restringir as atividades da maçonaria no Brasil. Mas a razão de fundo era mais profunda, e estava ligada a uma disputa acerca da hegemonia e autonomia na condução dos negócios e nas decisões do Estado. Pelo sim, pelo não, a resposta do governo tinha sido dura, e a anistia aos prelados, em setembro de 1875, não fora suficiente para apaziguar a situação."

(SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 314)

Sobre a ruptura da relação entre a Igreja Católica e a Monarquia brasileira, assinale a alternativa correta.

a) A prisão de dois bispos que defendiam a maçonaria no Brasil estremeceu a relação dos católicos e dos monarquistas.

b) A monarquia brasileira era laica, o que desagradava a Igreja. Além disso, a constante interferência do governo em assuntos da Igreja provocava tensões, como nas prisões de d. Vital e d. Macedo Costa.

c) Além da prisão dos bispos, havia tensões resultantes das diferenças sobre a autonomia da Igreja e relação entre Igreja e Estado.

d) Apesar da disputa causada pela prisão dos bispos, o pedido de desculpas feito pelo Império Brasileiro foi aceito pela Igreja e normalizou a relação com o Vaticano nos anos seguintes.

8º ano : História - Cultura e Sociedade no Brasil Imperial
Capa da Revista Ilustrada  com ilustração alegórica de Francisco Nascimento, conhecido como Dragão do Mar
Capa da Revista Illustrada, v. 9, n. 376, 1884. Litogravura de Angelo Agostini (1843-1910), com ilustração de Francisco Nascimento (1839-1914), conhecido como Dragão do Mar. Na legenda, está escrito: "À testa dos jangadeiros cearenses, Nascimento impede o tráfico dos escravos da província do Ceará vendidos para o sul".

A charge homenageia o jangadeiro Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar, que não aceitou transportar escravizados que seriam vendidos para o Sudeste. Essa homenagem demonstra o reconhecimento de qual aspecto central de sua atuação política durante o movimento abolicionista?

a) Sua liderança na organização de quilombos que abrigavam escravos fugidos no Ceará.

b) Sua participação em debates parlamentares que resultaram na aprovação de leis antiescravistas.

c) Sua atuação como intelectual que publicou textos defendendo a abolição da escravatura.

d) Sua capacidade de mobilizar recursos financeiros para a compra da alforria de escravizados.

e) Sua prática de desobediência civil ao recusar-se à trabalhar com o tráfico interno de escravos.

8º ano : História - Cultura e Sociedade no Brasil Imperial

Texto para as questões 2 e 3.

"Durante o primeiro quartel do século XIX, porém, à medida que o gosto do café foi se desenvolvendo entre as populações urbanas da Europa Ocidental e da América do Norte, e as suas possibilidades comerciais se tornaram mais aparentes, o arbusto do café foi sendo espalhado pelas terras altas e virgens do norte do Rio de Janeiro e do sul de Minas Gerais, penetrando eventualmente em São Paulo. (...) O valor da terra inflacionou, a posse de grandes extensões de terras consolidou-se e o sistema de fazendas (...) foi reproduzido na nova região cafeeira do Sudeste do Brasil".

(BETHELL, Leslie. A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil. São Paulo: EDUSP, 1976. p. 81)

Atualmente, sabe-se que a cafeicultura tornou-se a principal fonte de renda e exportação da economia brasileira na virada do século XIX para o século XX. A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o avanço do cultivo de café foi resultado:

a) Das transformações internas dos costumes e das demandas do mercado europeu, cada vez mais afeito ao consumo de café.

b) Da valorização da terra no Sudeste brasileiro, o que atraiu grandes cafeicultores e empreendedores para investimentos na região.

c) Da consolidação do sistema de fazendas no Sudeste brasileiro, que replicou o modelo de sucesso já experimentado no nordeste açucareiro e na região das Minas Gerais.

d) Da pressão norte-americana na abolição do tráfico negreiro, o que forçou o Brasil a buscar produtos alternativos para fortalecer sua economia.

e) Da abundância de cativos disponíveis no mercado brasileiro, o que permitiu a própria abolição do tráfico de escravos em 1831, sem qualquer prejuízo para a cafeicultura nacional.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

“A derrota do Exército Imperial na Guerra Cisplatina (1825-1828) agravou essa insatisfação, seja pela devastação causada pela guerra, seja pela perda definitiva do Uruguai, o que significou o fim do acesso dos sul-rio-grandenses às pastagens e aos rebanhos uruguaios. A isso, somaram-se a taxação de 25% sobre o charque produzi-do na província — enquanto o charque platino pagava apenas 4% para ingressar no Brasil — e os tributos sobre pastagens, esporas, estribos e rum, que o Império impôs aos sul-rio-grandenses.”

(CARRION, Raul Kroeff Machado. Guerra dos Farrapos, a mais longa revolta republicana enfrentada pelo Império do Brasil. Princípios, [S. l.], v. 41, n. 164, p. 171–200, 2022. p. 173)

O texto evidencia que a eclosão da Revolução Farroupilha em 1835 foi resultado de um conjunto de fatores. Entre as causas centrais do conflito, destaca-se:

a) A política fiscal discriminatória do Império, que prejudicava economicamente os produtores rio-grandenses ao favorecer o charque platino no mercado brasileiro.

b) A tentativa imperial de abolir a escravidão no Rio Grande do Sul, o que prejudicaria a produção de charque na província.

c) O apoio incondicional do governo central aos interesses dos estancieiros gaúchos em detrimento dos comerciantes urbanos.

d) A vitória brasileira na Guerra Cisplatina, que expandiu o território imperial às custas dos recursos econômicos da província sulina.

e) A proibição imperial da criação de gado e produção de charque no Rio Grande do Sul para evitar a concorrência com as províncias do Nordeste.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

"... nada se mudaria; o Regime sim, era possível, mas também se muda de roupa sem mudar de pele. O comércio é preciso. Os bancos são indispensáveis. No sábado, ou quando muito na segunda-feira, tudo voltaria ao que era na véspera, menos a Constituição".

(DE ASSIS, Machado. Esaú e Jacó. In Obra completa, vol. 1. Rio de Janeiro: Aguilhar. p. 1031)

A percepção de Machado de Assis sobre a transição do Império para a República, expressa em seu romance, revela uma crítica social presente também em análises historiográficas posteriores. O fragmento literário evidencia que:

a) a Proclamação da República promoveu transformações radicais nas estruturas econômicas do país, afetando profundamente o funcionamento do comércio e do sistema bancário.

b) a mudança constitucional representou uma revolução social profunda, alterando as relações de poder e as hierarquias estabelecidas durante o período imperial.

c) o novo regime republicano implementou reformas políticas, agrárias e urbanas que modificaram a vida cotidiana da população brasileira.

d) a continuidade das estruturas socioeconômicas foi garantida pela manutenção da Constituição Imperial de 1824, apenas com emendas que instituíram o sistema republicano.

e) a substituição do regime monárquico pelo republicano manteve intactas as estruturas socioeconômicas fundamentais, limitando-se essencialmente a uma reorganização político-institucional.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império
Foto do Memorial da Balaida, na qual é possível ver ruínas de uma edificação do período da revolta.
(Vestígios arqueológicos da Balaiada no Memorial da Balaiada, Caxias/MA. Foto de: Almanaque Lusofonista/Wikicommons - CC BY 3.0 BR)

A imagem acima apresenta parte do Memorial da Balaiada, situada na cidade de Caxias, no Maranhão. A construção e a preservação desse memorial revela um interesse do governo local em:

a) Promover o turismo internacional na região, atraindo visitantes interessados em conhecer as belezas naturais do Maranhão.

b) Demonstrar apoio às ideias separatistas que motivaram a revolta, incentivando novos movimentos de independência na província.

c) Manter viva a memória da Balaiada e valorizar a história local, reconhecendo a importância desse evento para a identidade maranhense.

d) Homenagear os líderes militares que reprimiram a revolta, destacando o papel das forças da Regência na pacificação da província.

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