Questões por Ano Escolar e Matéria
Na semana passada, um estudo realizado pelo Instituto do Coração de...
Na semana passada, um estudo realizado pelo Instituto do Coração de São Paulo e publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia deu manchete em vários jornais do país. Segundo a pesquisa, pacientes que sofreram infarto do miocárdio e são atendidos pelo Sistema Único de Saúde, SUS, têm 36% mais chances de morrer do que aqueles que são acompanhados por médicos particulares ou de convênios.
Lendo esta frase, leitores, qual é a conclusão que se tira de imediato? Que o SUS não funciona, vocês dirão; que é um sistema ruim, precário. Mas será que é mesmo?
Indo um pouco adiante no trabalho, descobrimos que na fase de internação a proporção de óbitos é praticamente a mesma nos dois grupos. A mortalidade maior em pacientes do SUS ocorre após a alta, quando a pessoa retorna a seu ambiente habitual. E isto enseja uma reflexão não apenas sobre infarto do miocárdio, como sobre o Brasil em geral. Em primeiro lugar, é preciso dizer que, por paradoxal que pareça, uma maior mortalidade por doença cardíaca pode ser um sinal de progresso – um progresso meio estranho, mas progresso de qualquer jeito. No passado, os brasileiros pobres não morriam de infarto, porque nem chegavam à idade em que o problema ocorre: faleciam antes, não raro na infância, de desnutrição, de diarreia, de doença respiratória. A expectativa de vida cresceu, e cresceu nos países ricos e pobres. As mortes por desnutrição e por doenças infecciosas, causadas por micróbios, diminuíram. Mas isso tem um preço. Viver mais não quer dizer viver de forma mais saudável. O pobre hoje tem mais comida, mas é comida calórica, gordurosa – pobre não come salmão nem caras saladas, nem frutas. Pobre fuma mais, e pobre é mais sedendário – passou a época em que trabalho implicava necessariamente movimento e trabalho físico, e academia de ginástica não é para qualquer um. Pobre tem menos acesso à informação sobre saúde, pobre consulta menos, às vezes porque não tem sequer como pagar a condução que o levará ao posto de saúde. Aliás, temos evidências disto em nossa própria cidade de Porto Alegre: um trabalho recentemente realizado pelos doutores Sérgio L. Bassanesi, Maria Inês Azambuja e Aloysio Achutti mostrou que a mortalidade precoce por doença cardiovascular foi 2,6 vezes maior nos bairros mais humildes da Capital.
(...)
Estas coisas não diminuem a responsabilidade dos serviços de saúde, públicos ou privados, ao contrário, aumentam-na. A questão da informação e da educação em saúde hoje é absolutamente crucial.
SUS e sistemas privados não são antagônicos, são complementares. É claro que a tarefa do SUS é muito maior – afinal, o sistema atende cerca de 80% da população – e é mais difícil: este é um país pobre, que tem poucos recursos, inclusive para a saúde. Mesmo assim, e o próprio trabalho o mostra, estamos no caminho. Apesar de tudo, as coisas melhoram
(SCLIAR, Moacyr. É o SUS – ou é a pobreza. Zero Hora. Porto Alegre, 27 jan. 2009, p. 03).
Qual é o principal argumento utilizado pelo autor para explicar a maior mortalidade por infarto em pacientes atendidos pelo SUS?
O SUS é um sistema ineficiente e precário.
A maioria dos pacientes do SUS não recebem tratamento adequado durante a internação.
A maior mortalidade está relacionada às condições socioeconômicas dos pacientes após a alta hospitalar.
O SUS oferece um tratamento mais lento em comparação com os sistemas privados.
Qual das seguintes frases é um período simples?
Qual das seguintes frases é um período simples?
Os vizinhos estavam reclamando do barulho.
Só não vai quem não quer.
Estou aprendendo a tocar violão.
A comida estava boa, mas tinha muito sal.
Quantas orações tem o período: "Caiu e machucou-se outra vez."?
Quantas orações tem o período: "Caiu e machucou-se outra vez."?
Que tipo de frase é a oração "Ele chegou?"?
Que tipo de frase é a oração "Ele chegou?"?
Classifique a frase a seguir: "Viajar cansa, mas é muito bom."
Classifique a frase a seguir: "Viajar cansa, mas é muito bom."
Indique a única oração que NÃO contém verbo de ligação.
Indique a única oração que NÃO contém verbo de ligação.
Maria está feliz.
Maria anda feliz.
Maria está em casa.
Maria parece feliz.
Analise a frase: “O céu tornou-se nublado”. O termo “nublado”...
Analise a frase: “O céu tornou-se nublado”. O termo “nublado” é:
Objeto direto
Predicativo do sujeito
Predicativo do objeto
Complemento verbal
Adjunto adnominal
Os termos destacados na oração “O livro da direita é...
Os termos destacados na oração “O livro da direita é interessante” são respectivamente:
adjunto adnominal, adjunto adnominal, predicativo do sujeito.
adjunto adnominal, complemento nominal e adjunto adverbial.
adjunto adnominal, complemento nominal e predicativo do sujeito.
complemento nominal, complemento nominal e adjunto adverbial.
complemento nominal, adjunto adnominal e predicativo do sujeito.
De acordo com a explicação fornecida, quando um sujeito é...
De acordo com a explicação fornecida, quando um sujeito é classificado como simples?
Na frase "Costuma comprar tudo o que vê pela frente.", o verbo...
Na frase "Costuma comprar tudo o que vê pela frente.", o verbo "costuma" está na 3ª pessoa do singular. Quais pronomes poderiam corresponder ao sujeito oculto?