Questões por Ano Escolar e Matéria
(Enem/2017) Estão aí, como se sabe, dois candidatos à presidência,...
(Enem/2017) Estão aí, como se sabe, dois candidatos à presidência, os senhores Eduardo Gomes e Eurico Dutra, e um terceiro, o senhor Getúlio Vargas, que deve ser candidato de algum grupo político oculto, mas é também o candidato popular. Porque há dois “queremos”: o “queremos” dos que querem ver se continuam nas posições e o “queremos” popular… Afinal, o que é que o senhor Getúlio Vargas é? É fascista? É comunista? É ateu? É cristão? Quer sair? Quer ficar? O povo, entretanto, parece que gosta dele por isso mesmo, porque ele é “à moda da casa”.
A Democracia. 16 set. 1945. apud GOMES. A.C.; D’ARAÚJO, M. C. Getulismo e trabalhismo. São Paulo: Ática. 1989.
O movimento político mencionado no texto caracterizou-se por
a) demandar a confirmação dos direitos trabalhistas.
b) apoiar a permanência da ditadura estadonovista.
c) resgatar a representatividade dos sindicatos sob controle social.
d) reivindicar a transição constitucional sob influência do governante.
e) reclamar a participação das agremiações partidárias.
A transferência da Coroa portuguesa para o Brasil, em 1808, foi fator...
A transferência da Coroa portuguesa para o Brasil, em 1808, foi fator determinante para qual evento histórico nacional?
a) Conjuração Baiana.
b) Inconfidência Mineira.
c) Independência do Brasil.
d) Revolta de Beckman.
e) Invasão holandesa.
A construção de estradas e a exploração de minérios não vieram...
A construção de estradas e a exploração de minérios não vieram sozinhas. Nos anos de chumbo, a chegada dos colonizadores apoiados pelas políticas do regime militar, era acompanhada por ocupação irregular das terras indígenas, criação de parques ambientais onde as terras indígenas eram reivindicadas, e ação de grileiros (fraudadores de negócios imobiliários), garimpeiros e seringueiros. Para os governos da ditadura, a realização das obras resolveria a questão indígena, integrando os povos à sociedade nacional. A política integracionista via na conversão do indígena em trabalhador um processo considerado “civilizatório” nos termos do regime.
MEMÓRIAS DA DITADURA. Violências contra os indígenas durante a ditadura. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/violencias-contra-os-indigenas-durante-a-ditadura/. Acesso em: 22 out. 2024.
Sobre a relação da Ditadura Militar e os povos indígenas, é correto afirmar que:
a) Os militares defendiam a integração dos indígenas à sociedade brasileira, embora isso significasse o abandono forçado de sua cultura, tradições, línguas e de suas terras.
b) Os programas econômicos dos militares para a região norte representaram uma oportunidade para os povos indígenas, interessados na participação da construção das rodovias e na grilagem das terras nacionais.
c) O processo civilizatório estabelecido pelos militares para os indígenas envolvia o princípio de preservação da autonomia e identidade dos povos indígenas.
d) As ações militares na região norte do país estavam fundadas em princípios ambientais, civilizatórios e pautados pelo respeito à diversidade.
Assinale a alternativa que melhor descreve o contexto da Alemanha na...
Assinale a alternativa que melhor descreve o contexto da Alemanha na época de ascensão do Nazismo.
a) Os país vivia anos de crise econômica e inflacionária, inicialmente devido à Primeira Guerra Mundial e ao Tratado de Versalhes, e depois devido à Crise de 1929.
b) Vitoriosa na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha experimentava um contexto de crescimento econômico e forte nacionalismo, sentimento explorado por Adolf Hitler.
c) A Alemanha estava diretamente envolvida na disputa por colônias na África e na Ásia, o que gerou ampla rivalidade com a Inglaterra e a França. A Conferência de Berlim buscou pacificar as disputas coloniais, sem sucesso.
d) Os alemães assistiam ao crescimento do exército e maior militarização da sua sociedade, medidas tomadas pela República de Weimar para evitar um novo ataque da França e da Inglaterra.
No Brasil, timidamente, as novidades do tempo estarão presentes desde...
No Brasil, timidamente, as novidades do tempo estarão presentes desde a década de 1860. Antes mesmo de abolir a escravidão, que (...) desmentia a reputação de progressista perseguida pelo Império (...), aqui chegaram alguns lampejos suntuários das conquistas modernas. A fotografia, o telefone, o telégrafo e o fonógrafo causaram espanto e maravilha. A rede de estradas de ferro estendeu-se, unindo aos portos de escoamento para o mercado externo as grandes fazendas do Oeste paulista, onde o trabalho livre ganhava espaço e os proprietários pretendiam ser empresários modernos…”
(NEVES, Margarida de Souza. Os cenários da República. O Brasil na virada do Século XIX para o século XX. IN FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucilia. O tempo do liberalismo oligárquico - Vol. 1: Da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 25)
A partir da análise do texto e de seus conhecimentos sobre o período, é possível identificar uma contradição no projeto de modernização brasileiro do final do século XIX. Essa contradição se expressa:
a) Na implementação de tecnologias modernas antes da industrialização completa do país, o que gerou dependência de técnicos estrangeiros e impediu o desenvolvimento tecnológico nacional autônomo.
b) Na expansão da malha ferroviária voltada exclusivamente para o mercado interno, enquanto a economia brasileira permanecia prioritariamente exportadora de produtos primários.
c) Na adoção de inovações tecnológicas nas áreas urbanas, enquanto as fazendas de café mantinham métodos tradicionais de produção incompatíveis com a modernidade almejada.
d) No discurso liberal dos proprietários rurais que se autoproclamavam empresários modernos, mas que mantinham práticas protecionistas que impediam a livre concorrência no mercado cafeeiro.
e) Na incorporação de tecnologias e símbolos de progresso material, enquanto a estrutura social permanecia baseada no trabalho escravizado, revelando uma modernização conservadora e excludente.
"O marechal Floriano encarnava uma visão da República não...
"O marechal Floriano encarnava uma visão da República não identificada com as forças econômicas dominantes. Pensava construir um governo estável, centralizado, vagamente nacionalista, baseado sobretudo no Exército e na mocidade das escolas civis e militares. Essa visão chocava-se com a da chamada República dos Fazendeiros, liberal e descentralizada, que via com suspeitas o reforço do Exército e as manifestações da população urbana do Rio de Janeiro..."
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013. p. 219)
O texto evidencia tensões entre diferentes projetos políticos durante o governo de Floriano Peixoto. O conflito descrito pelo historiador refere-se ao embate entre:
a) um projeto centralizador e nacionalista apoiado pelos militares e setores urbanos versus um projeto federalista e liberal defendido pelas oligarquias agrárias.
b) as propostas socialistas dos movimentos operários urbanos e o conservadorismo monarquista das elites rurais tradicionais.
c) os interesses da burguesia industrial emergente e as demandas dos trabalhadores rurais por reforma agrária.
d) o projeto parlamentarista defendido pelo Exército e o presidencialismo autoritário apoiado pelos cafeicultores paulistas.
e) as reivindicações autonomistas das províncias do Sul e o unitarismo defendido pelas oligarquias do Nordeste.
3. "... Vargas via a neutralidade como uma estratégia de...
3. "... Vargas via a neutralidade como uma estratégia de aproveitamento máximo das circunstâncias; comercializava com ambos os lados, para a exasperação do estreito núcleo decisório de seu governo, uns favoráveis aos Aliados, como o chanceler Oswaldo Aranha e seu próprio genro, Ernâni do Amaral Peixoto, interventor do Rio de Janeiro, e outros francamente germanófilos, como os generais Gois Monteiro e Dutra."
(SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015 p. 384)
A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos sobre o posicionamento brasileiro no início da Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que:
a) O governo brasileiro decidiu rapidamente apoiar os Aliados, pois havia consenso entre os integrantes do governo de Vargas sobre a importância de combater o nazismo.
b) Vargas utilizou a neutralidade como estratégia para obter vantagens comerciais e políticas, negociando com ambos os lados do conflito apesar das divisões dentro de seu governo.
c) A pressão dos militares germanófilos levou o Brasil a declarar apoio ao Eixo, rompendo relações diplomáticas com Estados Unidos e Inglaterra.
d) O Brasil manteve-se neutro durante toda a guerra, recusando-se a tomar partido tanto dos Aliados quanto do Eixo para preservar sua economia.
A expansão do Império napoleônico refletiu diretamente na...
A expansão do Império napoleônico refletiu diretamente na independência do Brasil, pois:
Portugal apoiou a Inglaterra e foi obrigado a lutar ao seu lado contra Bonaparte, deixando as colônias abandonadas.
Napoleão Bonaparte invadiu Portugal, a Família Real portuguesa foi para o Brasil e assim, os brasileiros ganharam mais vantagens comerciais.
As batalhas napoleônicas mudaram o mapa europeu fazendo com que Portugal modernizasse seu exército e se fortalecesse.
Os franceses invadiram Portugal e ajudaram os brasileiros a lutar contra Dom João VI.
O tenentismo dominou a cena política brasileira na década de 20....
O tenentismo dominou a cena política brasileira na década de 20. Um dos movimentos que podemos ver sua influência é:
Revolta da Chibata
Revolta da Vacina
Revolta da Armada
Revolta dos 18 do Forte
Por que o período histórico chamado “Guerra Fria” ganhou este...
Por que o período histórico chamado “Guerra Fria” ganhou este nome?
A rivalidade entre EUA e URSS se deu apenas no campo cultural, comercial e político e não bélico.
As disputas do mundo bipolar passavam por fortalecer internamente o modelo político sem importar com a opinião exterior.
O arsenal de ambas as potências não era suficiente para garantir a destruição do adversário.
Não houve enfrentamentos de fogo direto entre os EUA e a URSS, apenas em zonas onde os dois países disputavam sua influência.