Questões de História — 8º ano
A Revolução Gloriosa é um dos principais episódios que marcam a...
A Revolução Gloriosa é um dos principais episódios que marcam a crise do Antigo Regime na Inglaterra. Entre suas principais consequências, podemos citar:
O questionamento das ideias iluministas e a crise da monarquia.
O fim do processo de cercamentos e o fortalecimento da nobreza.
O fortalecimento do Parlamento e o avanço da lógica capitalista na Inglaterra.
A realização de uma ampla reforma agrária e a valorização do salário dos camponeses.
(ENEM) O Império Inca, que corresponde principalmente aos...
(ENEM) O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios da Bolívia e do Peru, chegou a englobar enorme contingente populacional. Cuzco, a cidade sagrada, era o centro administrativo, com uma sociedade fortemente estratificada e composta por imperadores, nobres, sacerdotes, funcionários do governo, artesãos, camponeses, escravos e soldados. A religião contava com vários deuses, e a base da economia era a agricultura, principalmente o cultivo da batata e do milho. A principal característica da sociedade inca era
Ditadura teocrática, que igualava a todos.
Existência da igualdade social e da coletivização da terra.
Estrutura social desigual compensada pela coletivização de todos os bens.
Existência de mobilidade social, o que levou à composição da elite pelo mérito.
Impossibilidade de se mudar de extrato social e a existência de uma aristocracia hereditária.
Qual dos seguintes grupos teve seu declínio e extermínio...
Qual dos seguintes grupos teve seu declínio e extermínio majoritariamente ocasionados pelos europeus?
2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era...
2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado para se referir aos:
Senhores de engenho de Olinda.
Soldados holandeses.
Comerciantes portugueses de Recife.
Escravizados africanos.
TIRADENTES (painel - detalhe). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de...

ISBN: 978-85-7979-060-7
O painel de Portinari sobre Tiradentes, produzido na década de 1940, revela características específicas tanto em sua linguagem pictórica quanto em seu conteúdo histórico. A análise da obra permite identificar:
o uso de técnicas impressionistas europeias para criticar sutilmente o autoritarismo varguista.
a adoção estética neoclássica como forma de exaltação dos movimentos populares.
a utilização de elementos barrocos coloniais como forma de resistência cultural ao modernismo.
a incorporação de símbolos indígenas e africanos para valorizar a diversidade étnica brasileira.
o emprego de traços expressionistas e cubistas com temática histórica nacional para construir uma narrativa heroica.
"O darwinismo social pode ser definido como a aplicação das leis da...
"O darwinismo social pode ser definido como a aplicação das leis da teoria da seleção natural de Darwin na vida e na sociedade humanas. Seu grande mentor foi o filósofo inglês Herbert Spencer (...). O darwinismo social considera que os seres humanos são, por natureza, desiguais, ou seja, dotados de diversas aptidões inatas, algumas superiores, outras inferiores."
BOSANELLO, Maria Augusta. Darwinismo Social, eugenia e racismo "científico": sua repercussão na sociedade e na educação brasileiras. Revista Educar, Curitiba, n.12, 1996, p.154.
Sobre o darwinismo social e a ciência no contexto imperialista, é correto afirmar que:
O darwinismo social foi uma teoria elaborada por Charles Darwin, na qual defendia que a espécie humana teria indivíduos mais aptos e evoluídos que outros.
O Darwinismo Social foi uma aplicação das teorias de Darwin à espécie humana. Entre outras teorias, seus pressupostos justificaram ideologicamente o avanço imperialista no século XIX.
Teorias científicas como o Marxismo, o Darwinismo Cultural e o Toyotismo estavam diretamente ligadas ao movimento imperialista do século XIX. Entre outros pontos, defendiam o direito dos europeus em tomar territórios estrangeiros, em nome do progresso humano e da luta dos trabalhadores.
As teses do Darwinismo Social fundamentaram as atitudes imperialistas do século XIX, pois pressupunham que a humanidade era uma raça homogênea e idêntica em direitos e características inatas.
"Deus oferece a África à Europa. Peguem-na, não pelos canhões, mas...
"Deus oferece a África à Europa. Peguem-na, não pelos canhões, mas pela charrua; não pela espada, mas pelo comércio; não pela batalha, mas pela fraternidade. Espalhem aquilo que lhes sobra nessa África, e da mesma forma, resolvam as questões sociais, transformem proletários em proprietários. Vamos, façam! Façam estradas, portos, cidades, cultivem, colonizem, multipliquem-se."
(Discurso de Victor Hugo em 18 de Maio de 1879. IN: FREITAS NETO, José Alves de e TASINAFO, Célio Ricardo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2006. p. 533)
O discurso do escritor francês Victor Hugo, proferido no contexto da expansão imperialista europeia do século XIX, revela uma estratégia discursiva característica do período. A análise do texto permite concluir que o autor
defende abertamente o uso da força militar como instrumento legítimo de dominação colonial sobre o continente africano.
reconhece a exploração econômica como objetivo central do imperialismo, rejeitando qualquer justificativa humanitária.
utiliza uma retórica civilizatória para legitimar a dominação europeia, apresentando a colonização como missão benevolente.
condena o imperialismo europeu ao expor as contradições entre os interesses econômicos e os valores humanistas.
propõe uma ocupação africana baseada no comércio, sem qualquer forma de dominação política ou territorial.
(UNESP) A expansão da economia do café para o Oeste Paulista, na...
(UNESP) A expansão da economia do café para o Oeste Paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como:
o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.
a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.
a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.
o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.
a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.
Ao longo do século XIX, a formação dos países na região da Bacia...
Ao longo do século XIX, a formação dos países na região da Bacia do Prata foi marcada por uma série de disputas e conflitos. Entre elas, destaca-se o tema da navegação na Bacia do Prata, que envolvia:
O interesse político da Argentina em garantir a livre navegação na Bacia do Prata, favorecendo a entrada de navios estrangeiros no porto de Buenos Aires.
A disputa entre Paraguai e o Brasil sobre o assunto, já que o Brasil era favorável à livre navegação e o Paraguai defendia a necessidade de cobrança de taxas.
O forte interesse dos Estados Unidos e da Inglaterra, países que buscavam expandir a colonização no sul do continente.
O interesse do Brasil e do Paraguai na livre navegação do Prata, enquanto políticos argentinos buscavam a cobrança de uma taxa alfandegária.
“Foi a Lei de Terras, assinada em 18 de setembro de 1850, durante a...
“Foi a Lei de Terras, assinada em 18 de setembro de 1850, durante a regência do Imperador Pedro II. Duas semanas antes, a Lei Eusébio de Queirós determinou o fim do tráfico de escravizados no Brasil. Essas duas leis são interrelacionadas. (...) A nova mão de obra que passaria a vingar no país, a imigrante europeia, representava um risco às elites se ela passasse a possuir terras, pois a estrutura fundiária à época era juridicamente fraca e caótica. (...) Todo novo trabalhador de lavoura, seja ele imigrante ou futuro ex-escravizado, deveria manter-se como mão de obra, jamais poderia tornar-se proprietário.”
(SENO, Pedro. Lei de Terras de 1850. Revista Hoje na História, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP, São Paulo, 18 set. 2023. Disponível em: https://www.fflch.usp.br/114395. Acesso em: 22 ago. 2025.)
A inter-relação entre a Lei Eusébio de Queirós e a Lei de Terras de 1850 demonstra a estratégia das elites brasileiras de:
Promover a modernização da agricultura através da atração de imigrantes europeus qualificados tecnicamente.
Garantir o controle sobre a estrutura fundiária durante a transição do trabalho escravo para o trabalho livre.
Estabelecer um sistema jurídico mais rigoroso para regulamentar as relações de trabalho no campo.
Criar condições favoráveis para a integração social dos ex-escravizados como pequenos proprietários rurais.
Fortalecer a economia nacional através da diversificação da mão de obra e da redistribuição de terras.