Questões de História — 8º ano

Encontramos 243 questões gratuitas — com TM+ você tem acesso a mais 87 questões exclusivas Desbloquear
8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

“Para além da retórica oficial, os objetivos concretos da colonização revelaram-se muito restritos. Limitavam-se essencialmente a manter a ordem, evitar despesas excessivas e constituir uma reserva de mão de obra, primeiro para transporte de cargas e depois para construção de estradas e ferrovias, mas também para fins comerciais. Na prática, esses objetivos eram atribuídos às funções da administração local, e cumpridos de três maneiras: reforma dos sistemas judiciários, recurso ao trabalho forçado e instituição de impostos pessoais.”

BETTS, Raymond. A dominação europeia: métodos e instituições. IN BOAHEN, Albert Adu. História Geral da África - vol VII - África sob dominação colonial, 1880-1935. Brasília: Unesco, 2010, pp 366-67.

Segundo o texto, é possível afirmar que a presença das potências europeias na África:

Garantiram um desenvolvimento econômico e social para as regiões africanas, tendo em vista a abertura de ferrovias e a exploração responsável de recursos minerais.

Resultaram na exploração dos recursos naturais e na violação dos direitos humanos das populações africanas, em contradição com o discurso civilizatório do processo imperialista.

Permitiram o acesso das populações africanas aos serviços e direitos existentes na Europa, como a ferrovia, a previdência social e as leis de proteção ao trabalhador

Levou ao estabelecimento de um sistema de justiça nos países africanos, que impediu a exploração e a violação das populações locais.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

"Na sociedade capitalista (...) temos um democratismo mais ou menos completo na república democrática. Mas este democratismo está sempre comprimido nos limites estreitos da exploração capitalista e, por isso, permanece sempre um democratismo para a minoria, para as classes possuidoras (...). A liberdade da sociedade capitalista permanece sempre aproximadamente como era a liberdade na Grécia Antiga: liberdade para os escravistas. (...) Devido às condições da exploração capitalista atuais, (...) a maioria da população está afastada da participação na vida político-social."

(Adaptado de: LENINE, V. I. O Estado e a Revolução. In Obras Escolhidas, Volume 2. São Paulo: Editora AlfaOmega, 1980, p. 281)

Neste trecho, a crítica de Lênin à democracia capitalista envolve:

A semelhança entre o conceito de cidadania moderno e o da Grécia Antiga.

O desinteresse da maioria mais pobre em se informar e se envolver com política.

O afastamento da maioria da população dos processos eleitorais e do direito à candidatura.

O fato de a exploração sistêmica impedir a maioria de efetivamente ter participação política.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Qual dos eventos abaixo NÃO ocorreu durante o Segundo Reinado?

Lei Áurea.

Questão Christie.

Guerra da Cisplatina.

Guerra do Paraguai.

Revolução Praieira.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

(Uece) “O período regencial foi um dos mais agitados da história política do país e também um dos mais importantes. Naqueles anos, esteve em jogo a unidade territorial do Brasil, e o centro do debate político foi dominado pelos temas da centralização ou descentralização do poder, do grau de autonomia das províncias e da organização das Forças Armadas.”

(FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. 2 ed. São Paulo: EDUSP, 1995. p. 161.)

Sobre as várias revoltas nas províncias durante o período da Regência, podemos afirmar corretamente que:

eram levantes republicanos em sua maioria, que conseguiam sempre empolgar a população pobre e os escravos.

a principal delas foi a Revolução Farroupilha, acontecida nas províncias do nordeste, que pretendia o retorno do Imperador D. Pedro I.

podem ser vistas como respostas à política centralizadora do Império, que restringia a autonomia financeira e administrativa das províncias.

em sua maioria, eram revoltas lideradas pelos grandes proprietários de terras e exigiam uma posição mais forte e centralizadora do governo imperial.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Entre as causas que levaram à eclosão da Cabanagem, podemos citar:

A popularidade de Dom Pedro I entre os senhores de engenho de Pernambuco, que desejavam o retorno do monarca ao trono brasileiro.

O desejo de maior centralização política no Brasil.

A rejeição à Constituição de 1824 e ao poder moderador.

O forte sentimento antilusitano e a imensa pobreza da população cabana no Grão-Pará.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

"Com a Independência, ocorreu uma reversão da antiga autonomia. ʼO centro explorava o sulʼ, denunciavam os rio-grandenses. O Rio Grande virara colônia da Corte, bradavam com indignação os senhores locais, apontando as inovações da política imperial que alteravam a situação do Rio Grande do Sul: a centralização político-administrativa; a discriminação das rendas provinciais remetidas à Corte; a taxação do charque gaúcho. Mas além do desprestígio político e econômico, (...) havia a desvalorização militar da província."

(PESAVENTO, Sandra Jatahy. Fibra de gaúcho, tchê!. Nossa História, São Paulo: Vera Cruz, v.1, n.2, dez. 2003.)

O texto identifica uma contradição na opinião das elites rio-grandenses acerca da Independência do Brasil, consolidada em 1822. Tal contradição manifesta-se por:

A independência ocorreu apenas no sentido político, pois, economicamente, permanecia dependente das potências europeias.

A emancipação do Brasil foi parcial, já que a escravidão continuava a assolar a vida de milhões de afrodescendentes.

Embora a exploração feita pela Coroa Portuguesa tenha se encerrado, as elites imperiais conservaram a centralização política e exploravam as demais províncias.

A manutenção do sistema monárquico representava a manutenção das explorações no Brasil, já que apenas a República garantia a verdadeira liberdade nacional.

A disputa entre as elites liberais e conservadoras no Rio de Janeiro impedia a verdadeira emancipação brasileira, que ocorreria através da ascensão das classes populares ao governo central.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

No ano de 1824, a primeira grande revolta eclodiria em Pernambuco. Conhecida como Confederação do Equador, o movimento apresentava uma pauta política que defendia:

A reunificação do Brasil com Portugal e a abdicação de Dom Pedro I.

O fim da escravidão e um projeto radical de reforma agrária.

A formação de uma república independente em províncias do nordeste brasileiro.

A criação de uma nova Constituição centralizadora e com moldes absolutistas.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da Revolta dos Malês planejaram secretamente uma data ideal para o início da Revolta. Sobre tal estratégia, os revoltosos:

Marcaram o início da Revolta na data da decretação da Derrama, cobrança de impostos forçada que provocava elevada insatisfação na população local.

Almejavam que a revolta ocorresse no fim do Ramadã, período de celebração religiosa muçulmana, numa data que também coincidia com uma importante celebração religiosa católica.

Organizaram-se para que a Revolta ocorresse no Domingo de Páscoa, data de celebração católica e sem importância para o mundo islâmico.

Pretendiam se aproveitar da data da troca do governador local, recém-indicado pela Regência de Diogo Feijó.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Leia o trecho abaixo:

“A respeito do analfabetismo, a Imperatriz Maria Teresa da Áustria impôs a educação obrigatória. Ainda que, a princípio, foi recebida com hostilidade, ela não permitiu que a ignorância dos pais terminasse com a iluminação das crianças.”

Adaptado de María Teresa I de Austria, la Reina que prohibió la quema de brujas. Jornal ABC. Consultado em 15.07.2020

A Imperatriz Maria Teresa foi um claro exemplo de “déspota esclarecido”, pois:

Durante seu governo, soube conciliar alguns princípios iluministas como a educação básica, mas sem limitar o poder real com uma Constituição.

Entendeu que a Ilustração era a melhor maneira de contentar burguesia, clero e nobreza e por isso levou a cabo um grande projeto educacional para extinguir o analfabetismo do seu reino.

Adotou ideias do iluminismo na educação, porém não fez o mesmo em outros âmbitos como a limitação do poder do clero e da nobreza.

Tornou-se um paradigma de déspota esclarecido ao se corresponder com personalidades como Voltaire, porém sem deixar que isso afetasse as leis austríacas.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

(FGV) Foi pela espada que nossos ancestrais introduziram, na criação, o poder de cercar a terra e fazê-la sua propriedade; foram eles que primeiro mataram os seus próximos, os homens, para assim roubarem ou pilharem a terra que a esses pertencia e deixá-la a vós, seus descendentes. (...) Eu vos exorto, soldados da República Inglesa! O inimigo não poderia vencer-vos no campo de batalha, porém pode derrotar-vos no campo da política se não estabelecem a liberdade para todos. Onde existe um povo.... unido graças à propriedade coletiva dos meios de subsistência até formar uma só pessoa será o seu país o mais poderoso do mundo... a defesa da propriedade e do interesse individual divide o povo de um país e do mundo todo.

(Gerrard Winstanley. Em Cristopher Hill. O mundo de pontacabeça, 1987).

A partir do documento, é correto afirmar que:

Gerrard Winstanley defendia a propriedade coletiva da terra, eixo da proposta dos diggers (escavadores), no contexto da Revolução Puritana na Inglaterra, contra a classe proprietária que, vitoriosa militarmente com o exército republicano, massacrou a ameaça radical dos não proprietários.

no fim da guerra civil, Gerrard Winstanley, líder do exército republicano inglês, o New Model Army, exortou os soldados a lutarem pela vitória de Cromwell, defensor da propriedade privada e do poder dos proprietários, reassentados na Câmara do Comuns.

o líder do partido independente na guerra civil inglesa, Gerrard Winstanley, defendia a propriedade coletiva em nome da liberdade, o que garantiria a reunião de todos os ingleses para a vitória de Cromwell contra Carlos I, decapitado em 1649, o que significou o fim do absolutismo na Inglaterra.

o exército republicano, New Model Army, chefiado por Cromwell e unido ao líder dos levellers (niveladores), Gerrard Winstanley, na Revolução Puritana, garantiu a derrota de Carlos I, o que possibilitou a morte do Antigo Regime na Inglaterra e a implantação da propriedade coletiva.

com a morte do rei Carlos I, assumiu a chefia da Câmara dos Comuns o deputado Gerrard Winstanley que, com o seu poder, começaram as mudanças radicais, como a propriedade coletiva da terra, anulando os cercamentos que enriqueceram os proprietários e empobreceram os camponeses.

Pratique com questões que só você tem acesso.

Questões exclusivas criadas por especialistas — para você treinar com conteúdo que ninguém mais tem.

Assine o TM+ a partir de
R$ 19,99 /mês
Teste por 7 dias e cancele se não gostar
Gabarito comentado completo — explicação detalhada de cada questão
Questões Exclusivas — conteúdo disponível só no TM+
Tudo o que você desbloqueia com o TM+ — Prática ilimitada, explicações completas, tutor IA 24h, e correção ENEM — tudo sem anúncios!
Desbloquear questões exclusivas →