Questões de História — 8º ano

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8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

"Com a Independência, ocorreu uma reversão da antiga autonomia. ʼO centro explorava o sulʼ, denunciavam os rio-grandenses. O Rio Grande virara colônia da Corte, bradavam com indignação os senhores locais, apontando as inovações da política imperial que alteravam a situação do Rio Grande do Sul: a centralização político-administrativa; a discriminação das rendas provinciais remetidas à Corte; a taxação do charque gaúcho. Mas além do desprestígio político e econômico, (...) havia a desvalorização militar da província."

(PESAVENTO, Sandra Jatahy. Fibra de gaúcho, tchê!. Nossa História, São Paulo: Vera Cruz, v.1, n.2, dez. 2003.)

O texto identifica uma contradição na opinião das elites rio-grandenses acerca da Independência do Brasil, consolidada em 1822. Tal contradição manifesta-se por:

A independência ocorreu apenas no sentido político, pois, economicamente, permanecia dependente das potências europeias.

A emancipação do Brasil foi parcial, já que a escravidão continuava a assolar a vida de milhões de afrodescendentes.

Embora a exploração feita pela Coroa Portuguesa tenha se encerrado, as elites imperiais conservaram a centralização política e exploravam as demais províncias.

A manutenção do sistema monárquico representava a manutenção das explorações no Brasil, já que apenas a República garantia a verdadeira liberdade nacional.

A disputa entre as elites liberais e conservadoras no Rio de Janeiro impedia a verdadeira emancipação brasileira, que ocorreria através da ascensão das classes populares ao governo central.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

No ano de 1824, a primeira grande revolta eclodiria em Pernambuco. Conhecida como Confederação do Equador, o movimento apresentava uma pauta política que defendia:

A reunificação do Brasil com Portugal e a abdicação de Dom Pedro I.

O fim da escravidão e um projeto radical de reforma agrária.

A formação de uma república independente em províncias do nordeste brasileiro.

A criação de uma nova Constituição centralizadora e com moldes absolutistas.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da Revolta dos Malês planejaram secretamente uma data ideal para o início da Revolta. Sobre tal estratégia, os revoltosos:

Marcaram o início da Revolta na data da decretação da Derrama, cobrança de impostos forçada que provocava elevada insatisfação na população local.

Almejavam que a revolta ocorresse no fim do Ramadã, período de celebração religiosa muçulmana, numa data que também coincidia com uma importante celebração religiosa católica.

Organizaram-se para que a Revolta ocorresse no Domingo de Páscoa, data de celebração católica e sem importância para o mundo islâmico.

Pretendiam se aproveitar da data da troca do governador local, recém-indicado pela Regência de Diogo Feijó.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

Leia o trecho abaixo:

“A respeito do analfabetismo, a Imperatriz Maria Teresa da Áustria impôs a educação obrigatória. Ainda que, a princípio, foi recebida com hostilidade, ela não permitiu que a ignorância dos pais terminasse com a iluminação das crianças.”

Adaptado de María Teresa I de Austria, la Reina que prohibió la quema de brujas. Jornal ABC. Consultado em 15.07.2020

A Imperatriz Maria Teresa foi um claro exemplo de “déspota esclarecido”, pois:

Durante seu governo, soube conciliar alguns princípios iluministas como a educação básica, mas sem limitar o poder real com uma Constituição.

Entendeu que a Ilustração era a melhor maneira de contentar burguesia, clero e nobreza e por isso levou a cabo um grande projeto educacional para extinguir o analfabetismo do seu reino.

Adotou ideias do iluminismo na educação, porém não fez o mesmo em outros âmbitos como a limitação do poder do clero e da nobreza.

Tornou-se um paradigma de déspota esclarecido ao se corresponder com personalidades como Voltaire, porém sem deixar que isso afetasse as leis austríacas.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

(FGV) Foi pela espada que nossos ancestrais introduziram, na criação, o poder de cercar a terra e fazê-la sua propriedade; foram eles que primeiro mataram os seus próximos, os homens, para assim roubarem ou pilharem a terra que a esses pertencia e deixá-la a vós, seus descendentes. (...) Eu vos exorto, soldados da República Inglesa! O inimigo não poderia vencer-vos no campo de batalha, porém pode derrotar-vos no campo da política se não estabelecem a liberdade para todos. Onde existe um povo.... unido graças à propriedade coletiva dos meios de subsistência até formar uma só pessoa será o seu país o mais poderoso do mundo... a defesa da propriedade e do interesse individual divide o povo de um país e do mundo todo.

(Gerrard Winstanley. Em Cristopher Hill. O mundo de pontacabeça, 1987).

A partir do documento, é correto afirmar que:

Gerrard Winstanley defendia a propriedade coletiva da terra, eixo da proposta dos diggers (escavadores), no contexto da Revolução Puritana na Inglaterra, contra a classe proprietária que, vitoriosa militarmente com o exército republicano, massacrou a ameaça radical dos não proprietários.

no fim da guerra civil, Gerrard Winstanley, líder do exército republicano inglês, o New Model Army, exortou os soldados a lutarem pela vitória de Cromwell, defensor da propriedade privada e do poder dos proprietários, reassentados na Câmara do Comuns.

o líder do partido independente na guerra civil inglesa, Gerrard Winstanley, defendia a propriedade coletiva em nome da liberdade, o que garantiria a reunião de todos os ingleses para a vitória de Cromwell contra Carlos I, decapitado em 1649, o que significou o fim do absolutismo na Inglaterra.

o exército republicano, New Model Army, chefiado por Cromwell e unido ao líder dos levellers (niveladores), Gerrard Winstanley, na Revolução Puritana, garantiu a derrota de Carlos I, o que possibilitou a morte do Antigo Regime na Inglaterra e a implantação da propriedade coletiva.

com a morte do rei Carlos I, assumiu a chefia da Câmara dos Comuns o deputado Gerrard Winstanley que, com o seu poder, começaram as mudanças radicais, como a propriedade coletiva da terra, anulando os cercamentos que enriqueceram os proprietários e empobreceram os camponeses.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

A consolidação do Capitalismo Industrial também foi marcada por mudanças e superações nas estruturas do Antigo Regime. Quanto aos aspectos político-sociais, podemos afirmar que a fase industrial do capitalismo foi acompanhada pelo:

Enfraquecimento do absolutismo político e pela crise da sociedade estamental.

Abolição das monarquias e adoção do sufrágio universal.

Fortalecimento das democracias e críticas ao Estado laico do Antigo Regime.

Abandono do sentimento nacionalista e ascensão de governos socialistas.

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

O Tratado de Tordesilhas foi um acordo entre:

Brasil e Portugal

França e Portugal

Portugal e Inglaterra

Inglaterra e França

Portugal e Espanha

8º ano : História - Revoluções e Brasil Império

A Revolução Haitiana, nome pelo qual ficou conhecido o processo de independência do Haiti, contou com a liderança de importantes protagonistas e personagens históricos. Entre os líderes dessa Revolução, podemos citar:

Toussaint L’Ouverture e Jean-Jacques Dessalines.

Napoleão Bonaparte e Henri Christophe.

Simón Bolívar e Bernardo OʼHiggins.

Graco Babeuf e Jean-Paul Marat.

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(Unifesp) Entre os donatários das capitanias hereditárias (1531-1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta ausência indica que:

a nobreza portuguesa, ao contrário da espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América.

a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios.

no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo.

na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.

as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa.

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O nome “Cabanagem” deriva de um importante segmento social ligado à revolta: os cabanos. Assinale a alternativa que melhor descreve quem eram os cabanos nesse contexto histórico:

Grande contingente da população ribeirinha, incluindo escravizados alforriados, indígenas, mestiços e pobres livres.

Proprietários de escravizados ligados à exploração das drogas do sertão, especialmente na bacia do rio Amazonas.

Setores jesuítas envolvidos na conversão dos indígenas no Grão-Pará, que construíam aldeamentos com cabanas e casas de sapê.

Indígenas oriundos da América Espanhola, que fugiam das guerras de independência e entravam em conflito com a população local.

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