Questões de História — 8º ano
(UFV) Sobre Capitanias Hereditárias no Brasil Colônia, marque a...
(UFV) Sobre Capitanias Hereditárias no Brasil Colônia, marque a afirmativa INCORRETA:
a) As Capitanias Hereditárias podiam ser transmitidas por herança e com isenção tributária.
b) As Cartas de Doações eram concedidas ao Donatário, firmando a posse da gleba.
c) O chamado Foral era um código de deveres tributários.
d) As Capitanias Hereditárias possibilitaram a efetiva posse da terra.
O Período Regencial recebeu esse nome porque:
O Período Regencial recebeu esse nome porque:
a) Foi um momento da história do Brasil onde, mesmo com D. Pedro I no comando, o país estava nas mãos dos juízes.
b) Nesse período a população tinha voz ativa nas decisões a serem tomadas.
c) O país estava sem imperador e foi comandado por regentes, até que o filho de D. Pedro I pudesse assumir o cargo.
d) O então imperador do Brasil, D. Pedro I, se mudou para Portugal para comandar o Brasil de lá.
e) Nenhuma das anteriores.
“Tornou-se característico, como exemplo de abuso dessa doutrina, a...
“Tornou-se característico, como exemplo de abuso dessa doutrina, a questão do Canal do Panamá, cuja república pôde ser proclamada em três semanas, graças ao jogo de intrigas promovidas pelos EUA e França. (...) O intervencionismo norte-americano prosseguiu ainda (...) garantindo a estabilidade das repúblicas do hemisfério sul, além do pagamento de empréstimos feitos pelos Estados Unidos a essas nações.”
CARVALHO, Platão Eugênio de. Neocolonialismo: A expansão imperialista do Século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1994. pp. 33-4.
O texto acima faz referência à política dos Estados Unidos durante o contexto neocolonialista, que envolveu a intervenção em diversos países da América Latina. Assinale a alternativa que melhor descreve o nome da política americana no período:
a) Política do Apaziguamento (Appeasement)
b) Política do Laissez-faire
c) Política do Bloqueio Continental
d) Política do “Grande Porrete” (Big Stick)
Ao longo do século XIX, a formação dos países na região da Bacia...
Ao longo do século XIX, a formação dos países na região da Bacia do Prata foi marcada por uma série de disputas e conflitos. Entre elas, destaca-se o tema da navegação na Bacia do Prata, que envolvia:
a) O interesse político da Argentina em garantir a livre navegação na Bacia do Prata, favorecendo a entrada de navios estrangeiros no porto de Buenos Aires.
b) A disputa entre Paraguai e o Brasil sobre o assunto, já que o Brasil era favorável à livre navegação e o Paraguai defendia a necessidade de cobrança de taxas.
c) O forte interesse dos Estados Unidos e da Inglaterra, países que buscavam expandir a colonização no sul do continente.
d) O interesse do Brasil e do Paraguai na livre navegação do Prata, enquanto políticos argentinos buscavam a cobrança de uma taxa alfandegária.
Leia atentamente as afirmativas abaixo.I – Trata-se de uma...
Leia atentamente as afirmativas abaixo.
I – Trata-se de uma unificação nacional tardia, consolidada somente na segunda metade do século XIX.
II – Consolidou um regime monárquico ou imperial no país ao final do processo, com a escolha de um monarca que comandaria todo o país.
III – Mesclou aspectos de unificação cultural com episódios militares, seja em conflitos internos ou com outros países.
As afirmativas que apresentam corretamente características tanto da Unificação Alemã como da Italiana são:
a) I, II e III.
b) I e II, somente.
c) I e III, somente.
d) II e III, somente.
"As camélias cultivadas em quilombo da Zona Sul tornaram-se símbolo...
"As camélias cultivadas em quilombo da Zona Sul tornaram-se símbolo do movimento negro em todo o Brasil. (...) Com o consentimento do proprietário, o local abrigava o Quilombo das Camélias, um dos mais atuantes na abolição da escravatura. O antigo grupo foi caracterizado pela luta política e pelo apoio de intelectuais, e as camélias que lá eram plantadas tornaram-se símbolo do movimento abolicionista (...). A escolha do plantio da flor tinha um profundo significado: na época, se dizia que o escravo só servia para cuidar de coisas brutas, que não tinha sensibilidade. Os abolicionistas queriam demonstrar exatamente o oposto. Escolheram plantar camélias no quilombo justamente por ser uma flor superdelicada..."
(Adaptado de: FOTI, Erick. Flores do Leblon e da abolição. Jornal da PUC, Rio de Janeiro, 17 nov. 2017. Disponível em: https://jornaldapuc.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=5414&sid=28. Acesso em: 22 ago. 2025.)
A simbologia da camélia no movimento abolicionista brasileiro representava:
a) A resistência armada dos quilombolas contra os proprietários de escravos e suas milícias.
b) A aliança política entre estrangeiros e lideranças negras na luta pela abolição.
c) A capacidade produtiva dos escravos em atividades agrícolas e ecológicas.
d) A contestação aos estereótipos racistas que negavam sensibilidade e refinamento aos escravizados.
e) A influência europeia na cultura brasileira através da introdução de espécies vegetais ornamentais.
“Na sociedade mineradora – como, de resto, nas outras partes da...
“Na sociedade mineradora – como, de resto, nas outras partes da colônia – eram privilegiados os elementos que tivessem maior número de escravos. Mais da metade das lavras estava concentrada nas mãos de menos de 1/5 dos proprietários de negros; o próprio critério de concessão de datas assentava-se na quantidade de cativos possuídos, as maiores extensões indo para as mãos dos grandes senhores. Para esses, o luxo e a ostentação existiram de fato – não como sintomas de irracionalidade, conforme disseram muitos, mas como sinal distintivo do status social, como instrumento de dominação necessário à consolidação e manutenção do mando.”
(SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. 4. ed. ampl. Rio de Janeiro: Graal, 2004. p. 44-51.)
A análise apresentada pela historiadora Laura de Mello e Souza sobre a sociedade mineradora colonial destaca a função social do luxo e da ostentação naquele período. Segundo o texto, essas práticas representavam:
a) desperdícios econômicos que comprometiam o desenvolvimento da região mineradora.
b) influências culturais europeias inadequadas à realidade colonial brasileira.
c) estratégias de diferenciação social e legitimação do poder das elites locais.
d) tentativas de modernização dos costumes coloniais inspiradas no Iluminismo.
e) manifestações artísticas próprias da cultura religiosa desenvolvida nas Minas Gerais.
Fazenda de café fotografada por George Leuzinger (1813-1892), por...

A partir da análise da imagem e de seus conhecimentos sobre o Ciclo do Café no Brasil, é correto afirmar que:
a) A produção de café no Brasil foi acompanhada de um rápido avanço das alforrias e implementação do trabalho livre no Brasil, resultado da pressão britânica e da urbanização da sociedade brasileira.
b) A cafeicultura no Brasil provocou um aumento na demanda da mão de obra escravizada na região Sudeste, além de fortalecer as elites agrícolas do Sudeste no cenário nacional.
c) Regiões como o Recôncavo Baiano e a Zona da Mata nordestina experimentaram um período de rápido progresso econômico ligado à cafeicultura, superando o contexto de crise vivido devido à redução da produção agrícola.
d) O avanço da produção de café esteve ligado à implementação de práticas agroecológicas e de associação direta com as espécies nativas da Mata Atlântica, o que reduziu a ocorrência de pragas e doenças na cultura da rubiácea.
e) O trabalho aplicado na produção cafeeira foi predominantemente livre, tendo em vista a rápida implementação da legislação abolicionista brasileira no século XIX.
“A derrota do Exército Imperial na Guerra Cisplatina (1825-1828)...
“A derrota do Exército Imperial na Guerra Cisplatina (1825-1828) agravou essa insatisfação, seja pela devastação causada pela guerra, seja pela perda definitiva do Uruguai, o que significou o fim do acesso dos sul-rio-grandenses às pastagens e aos rebanhos uruguaios. A isso, somaram-se a taxação de 25% sobre o charque produzi-do na província — enquanto o charque platino pagava apenas 4% para ingressar no Brasil — e os tributos sobre pastagens, esporas, estribos e rum, que o Império impôs aos sul-rio-grandenses.”
(CARRION, Raul Kroeff Machado. Guerra dos Farrapos, a mais longa revolta republicana enfrentada pelo Império do Brasil. Princípios, [S. l.], v. 41, n. 164, p. 171–200, 2022. p. 173)
O texto evidencia que a eclosão da Revolução Farroupilha em 1835 foi resultado de um conjunto de fatores. Entre as causas centrais do conflito, destaca-se:
a) A política fiscal discriminatória do Império, que prejudicava economicamente os produtores rio-grandenses ao favorecer o charque platino no mercado brasileiro.
b) A tentativa imperial de abolir a escravidão no Rio Grande do Sul, o que prejudicaria a produção de charque na província.
c) O apoio incondicional do governo central aos interesses dos estancieiros gaúchos em detrimento dos comerciantes urbanos.
d) A vitória brasileira na Guerra Cisplatina, que expandiu o território imperial às custas dos recursos econômicos da província sulina.
e) A proibição imperial da criação de gado e produção de charque no Rio Grande do Sul para evitar a concorrência com as províncias do Nordeste.
(Vestígios arqueológicos da Balaiada no Memorial da Balaiada,...

A imagem acima apresenta parte do Memorial da Balaiada, situada na cidade de Caxias, no Maranhão. A construção e a preservação desse memorial revela um interesse do governo local em:
a) Promover o turismo internacional na região, atraindo visitantes interessados em conhecer as belezas naturais do Maranhão.
b) Demonstrar apoio às ideias separatistas que motivaram a revolta, incentivando novos movimentos de independência na província.
c) Manter viva a memória da Balaiada e valorizar a história local, reconhecendo a importância desse evento para a identidade maranhense.
d) Homenagear os líderes militares que reprimiram a revolta, destacando o papel das forças da Regência na pacificação da província.