Código genético

O código genético é a organização responsável pela ordem dos nucleotídeos que formam o DNA e a sequência dos aminoácidos que compõe as proteínas.

A expressão deste sequenciamento é feita através de símbolos, constituídos de letras, que representam as regras para união das informações que formam o sistema.

O código genético foi decifrado por volta de 1960 pelos bioquímicos americanos Marshall W. Nirenberg, Robert W. Holley e Har Gobind Khorana, o que lhes concedeu o Prêmio Nobel de medicina em 1968 por interpretá-lo e descrever sua função na síntese proteica.

Através das regras, é possível que uma célula converta partes de DNA em cadeias polipeptídicas. Também, a produção de proteínas tem seus aminoácidos diferenciados pela construção de um código.

Construção do código genético

O códon é uma sequência de três nucleotídeos que transporta a mensagem codificadora de uma proteína, determinando o sequenciamento dos aminoácidos que a formam.

O código genético é formado por quatro bases: adenina (A), citosina (C), guanina (G) e uracila (U). A combinação destas bases faz com que seja determinado o aminoácido necessário para formação de uma proteína.

A sequência de bases no ácido desoxirribonucleico (DNA) e no ácido ribonucleico (RNA) é capaz de fornecer a informação da sequência necessária para criar os aminoácidos e agrupá-los na sequência correta nas proteínas.

As bases nitrogenadas U, C, A e G são capazes de formar, 3 a 3, 64 combinações, ou seja, códons, que se transformarão em 20 diferentes tipos de aminoácidos utilizados na produção de proteínas.

Saiba mais sobre DNA e RNA.

Produção de proteínas a partir do código genético

As proteínas são formadas por uma série de aminoácidos. Cada aminoácido é formado por uma sequência de três componentes, também chamada de códon.

Confira a seguir a tabela de códons e o nome dos aminoácidos sequenciados.

Tabela de codons
Códons que produzem os diferentes aminoácidos que compõem as proteínas.

Observando as informações da tabela do código genético, podemos interpretar o código UCA, formado com a primeira base U, a segunda base C e a terceira base A, como sendo o códon associado ao aminoácido serina (Ser).

A serina, por exemplo, pode ser codificada por mais de um códon, são eles: UCU, UCC, UCA e UCG. Quando um aminoácido é codificado por mais de um códon, o código é classificado como “degenerado”.

A metionina (Met) é codificada por apenas um códon, o AUG, e, por isso, indica o início da tradução das informações gênicas, sendo encontrado no início de cada proteína formada.

Os códons UAA, UAG e UGA não possuem nenhum aminoácido associado, ou seja, não codificam as proteínas, mas sim, indicam o término da síntese proteica.

A síntese das proteínas é realizada no interior das células, no citoplasma, em duas etapas: transcrição e tradução.

Síntese de proteínas
Representação esquemática da fabricação de proteínas

Na transcrição, as informações contidas no DNA são transferidas para uma molécula de RNA por meio da enzima RNA polimerase, que se liga a extremidade de um gene, mantendo a sequência dos nucleotídeos.

Na tradução, ocorre a formação da cadeia polipeptídica, de acordo com as informações recebidas do RNA mensageiro, os códons.

Para aprender mais sobre o assunto, os textos a seguir te ajudarão a adquirir mais conhecimento: