Exercícios de Filosofia

Pedro Menezes

Para treinar seu conhecimento, nossos professores especialistas elaboraram e comentaram questões com conceitos centrais da filosofia que englobam diversas áreas (teoria do conhecimento, ética, política, metafísica, etc).

Questão 1

A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber.

Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim, filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.
Chaui, Marilena. Convite à Filosofia. Ática, 1995.

No texto, a filósofa Marilena Chauí define o sentido da palavra filosofia, criada por Pitágoras. A filosofia nasce com o objetivo de:

a) concordar com as explicações dadas pela mitologia.
b) questionar o conhecimento mítico e buscar explicações lógicas e racionais para o universo.
c) demonstrar a impossibilidade de construção de um conhecimento verdadeiro.
d) atentar contra os deuses e desenvolver uma sociedade sem crenças.

Alternativa correta: b) questionar o conhecimento mítico e buscar explicações lógicas e racionais para o universo.

A filosofia nasce a partir da curiosidade e do "amor ao conhecimento". Assim, os primeiros filósofos questionaram as explicações dadas pela mitologia e buscaram construir um conhecimento baseado no lógos, na razão, com o objetivo de descobrir a verdade sobre o universo.

Saiba mais sobre: O que é filosofia?

Questão 2

"O ser é e o não ser não é; este é o caminho da convicção, pois conduz à verdade. (...) Pois pensar e ser é o mesmo."
Parmênides, Poema

O trecho do Poema de Parmênides revela um princípio fundamental de sua filosofia. Qual é esse princípio?

a) Centralidade em questões políticas.
b) Mobilidade.
c) Desprezo da fé.
d) Imutabilidade e permanência.

Alternativa correta: d) Imutabilidade e permanência.

Parmênides afirma que a possibilidade de pensar em alguma coisa atribui uma existência (o ser). Por oposição, não é possível pensar em algo que não existe (o não ser). Com isso, o filósofo afirma que a verdade a ser alcançada pelo conhecimento não pode mudar, deve simplesmente ser, uma constante.

Para Parmênides, o conhecimento só é possível porque nada muda, tudo é imutável, permanente e o movimento é uma ilusão.

Veja também: Parmênides.

Questão 3

"Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio. Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas."
Heráclito, Fragmentos

Heráclito propõe um caminho para o conhecimento oposto à concepção de Parmênides. Na metáfora citada, o filósofo aponta para uma realidade em constante transformação.

O pensamento de Heráclito pode ser caracterizado como:

a) dedicado à compreensão de uma realidade imutável e permanente.
b) definido pela impossibilidade de um conhecimento verdadeiro.
c) mobilista, definido pela eterna mudança e o constante devir.
d) idêntico ao pensamento de Tales de Mileto, que afirma que "tudo é água".

Alternativa correta: c) mobilista, definido pela eterna mudança e o constante devir.

A filosofia de Heráclito de Éfeso é caracterizada pelo mobilismo.

Assim como chamamos de rio, algo que nunca é o mesmo, porque nunca estarão presentes as mesmas águas, o conhecimento deve conter a ideia de que tudo está em constante movimento de transformação: o quente esfria, o úmido seca.

Todas as coisas estão submetidas à ação do tempo, ao devir. Contrariando o pensamento de Parmênides, o ser e o não ser coexistem no tempo.

Leia também: Heráclito.

Questão 4

A Alegoria da Caverna (ou Mito da Caverna) é uma metáfora escrita por Platão em seu livro A República. Nele, o filósofo utiliza seu mestre, Sócrates, como personagem responsável por narrar a vida de um prisioneiro criado no fundo de uma caverna.

Um dia, esse prisioneiro liberta-se das correntes que o aprisiona e percorre o caminho da saída da caverna. Ele contempla o mundo real fora da caverna e descobre que tudo o que vivera era falso, o que acreditava ser verdade, não passavam se sombras projetadas no fundo da caverna.

A metáfora escrita por Platão cumpre um sentido didático para ensinar que:

a) As sociedades antigas eram hostis e aprisionavam os cidadãos em cavernas.
b) A filosofia é responsável pelo aprisionamento da mente.
c) O verdadeiro conhecimento surge da libertação das correntes dos preconceitos e das opiniões.
d) O verdadeiro conhecimento se dá pela autoridade, aquilo que os filósofos dizem é a representação da verdade.

Alternativa correta: c) O verdadeiro conhecimento surge da libertação das correntes dos preconceitos e das opiniões.

Platão cria um modelo filosófico baseado na divisão da realidade em dois mundos:

  • Mundo inteligível (mundo das ideias), onde as ideias residem imutáveis e eternas. Lugar do conhecimento verdadeiro.
  • Mundo sensível (mundo dos sentidos), uma imitação falha do mundo das ideias, onde tudo sofre a ação do tempo, se modifica. Lugar do erro, dos preconceitos e das opiniões.

A metáfora presente na Alegoria da Caverna cumpre a função de ensinar a importância de abandonarmos o conhecimento sensível, opinião e preconceitos, para a busca do verdadeiro conhecimento, o conhecimento racional.

Entenda mais sobre o Mito da Caverna.

Questão 5

"É evidente que a cidade faz parte das coisas naturais, e que o homem é por natureza um animal político. (...) Como dizemos frequentemente, a natureza não faz nada em vão; ora, o homem é o único entre os animais a ter linguagem [logos]. (...) Trata-se de uma característica do homem ser ele o único que tem o senso do bom e do mau, do justo e do injusto, bem como de outras noções deste tipo. É a associação dos que têm em comum essas noções que constitui a família e o Estado."
Aristóteles, Política

Aristóteles afirma que o homem é um animal político dotado de logos. Assim, é incorreto dizer que:

a) Os seres humanos podem viver facilmente afastados da vida social.
b) Os seres humanos são capazes de julgar o que é bom e o que é mau.
c) Os seres humanos são naturalmente destinados à vida em sociedade.
d) Os seres humanos são capazes de deliberar sobre o governo da cidade.

Alternativa correta: a) Os seres humanos podem viver facilmente afastados da vida social.

Aristóteles afirma que a cidade (pólis) é anterior aos seres humanos e os define como animais políticos (zoon politikón), animais da pólis. Assim, são destinados pela natureza para uma vida em sociedade, podendo deliberar os melhores caminhos para governar a cidade, para definir o que é o bem e o justo.

Ele afirma também que aqueles que não vivem em sociedade são degradados ou sobre humanos (deuses), por não cumprirem com a natureza humana.

Veja também: Aristóteles.

Questão 6

"Se alguma coisa é verdadeira, então a verdade existe. Ora, Deus é a própria verdade, segundo São João, 14, 6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Por conseguinte, a existência de Deus é evidente."
São Tomás de Aquino, As cinco vias da prova da existência de Deus

O trecho de São Tomás de Aquino é um exemplo claro da união da razão e da lógica com a fé. Essa característica marca qual período da Filosofia?

a) Filosofia Pré-Socrática
b) Filosofia Medieval
c) Filosofia Moderna
d) Filosofia Contemporânea

Alternativa correta: b) Filosofia Medieval

A filosofia medieval é marcada por uma conciliação entre a tradição filosófica e as sagradas escrituras (Bíblia Sagrada). Durante esse período, a razão, fundamental para o desenvolvimento da filosofia, estava subordinada à fé e operava para a sua confirmação.

São Tomas de Aquino é um representante da fase escolástica da filosofia medieval. Nela buscava-se avançar com a razão até seus limites, para além desses limites era considerado o campo da fé, da superioridade da crença e dos mistérios da criação divina. Por outro lado, a fé era justificada racionalmente como na passagem acima.

Nas palavras de Santo Agostinho, filósofo do período patrístico da filosofia medieval: "compreendo para crer, creio para compreender". A ligação entre razão e fé; filosofia e religião (cristianismo) são marcas do período.

Leia mais sobre a Filosofia Medieval.

Questão 7

René Descartes desenvolveu um método filosófico baseado na dúvida para encontrar uma certeza na qual possa fundamentar o conhecimento seguro. Essa certeza fundamental de Descartes é chamada de cogito e sua formulação principal diz:

a) "Penso, logo existo"
b) "Deus sive natura"
c) "Conhece-te a ti mesmo"
d) "Só sei que nada sei"

Alternativa correta: a) "Penso, logo existo".

René Descartes desenvolveu o que se chamou de "dúvida metódica" ou "método da dúvida". Esse método consiste na refutação, ou negação, de tudo aquilo que possa ser posto em dúvida. Para o filósofo, a base do conhecimento verdadeiro deveria ser indubitável (inquestionável).

Assim, Descartes realiza um percurso discursivo em que vai derrubando com a dúvida todas as possíveis certezas acerca dos sentidos, da existência do mundo, da matemática e, por fim, da própria existência.

O filósofo percebeu que para realizar o "método da dúvida" é necessário duvidar e duvidar é pensar. Esse ser pensante que duvida de tudo, precisa existir. Assim, a primeira certeza é em relação à própria existência.

Descartes formula a frase "Cogito ergo sum" ("Penso, logo existo"), chamada de cogito cartesiano como a certeza fundamental de todas as outras.

Entenda mais sobre René Descartes.

Questão 8

"Excomunhamos, apartamos, amaldiçoamos e praguejamos a Baruch de Spinoza, como o herém que excomunhou Josué a Jericó, com a maldição que maldisse Elias aos moços, e com todas as maldições que estão escritas na Lei. Maldito seja de dia e maldito seja de noite, maldito seja em seu deitar e maldito seja em seu levantar, maldito ele em seu sair e maldito ele em seu entrar(...) Advertindo que ninguém lhe pode falar pela boca nem por escrito nem conceder-lhe nenhum favor, nem debaixo do mesmo teto estar com ele, nem a uma distância de menos de quatro côvados, nem ler Papel algum feito ou escrito por ele."
Trechos da carta de excomunhão (cherém) de Baruch de Spinoza, aos 23 anos, remetido pela Sinagoga de Amsterdã em 1656

Qual a formulação proposta por Spinoza que levou a sua excomunhão?

a) "Deus está morto". Com o avanço da ciência, a figura divina passaria a ser irrelevante para a vida humana, descontentando o poder religioso.
b) "Deus sive natura" ("Deus ou a natureza"). A construção da ideia de um Deus impessoal, identificado com a natureza. Contrariando a tradição de um Deus persona com os seres humanos criados à Sua semelhança.
c) "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Associação entre a figura divina e o desenvolvimento moral que retira dos seres humanos a responsabilidade por seus atos.
d) "Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo". Fundamentação de princípios orientadores na figura de Deus.

Alternativa correta: b) "Deus sive natura" ("Deus ou a natureza"). A construção da ideia de um Deus impessoal, identificado com a natureza. Contrariando a tradição de um Deus persona com os seres humanos criados à Sua semelhança.

Para Spinoza, a concepção de Deus presente na tradição feriria a ideia de perfeição divina. Um Deus persona (como uma pessoa) limitaria a forma pela qual Deus existe e o obrigaria a criar seres externos a Ele, ferindo Sua onipotência.

Assim, para o filósofo, Deus só seria perfeito se suas criações fizessem parte de sua própria essência, como a natureza, que ao produzir árvores, flores e animais está produzindo mais natureza.

A frase "Deus sive natura", que significa "Deus ou a natureza" ou "Deus enquanto natureza", desagradou às autoridades religiosas da época, que o classificaram como herege, uma ameaça para a fé.

Leia mais sobre: Baruch de Spinoza.

Questão 9

"O primeiro que, tendo cercado um terreno, ousou dizer Isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simplórias para lhe dar crédito foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassinatos, quantas misérias e horrores não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou tampando o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: “Evitai escutar esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não é de ninguém!”"
Jean-Jacques Rousseau, Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens

Para Rousseau, as desigualdades sociais surgem a partir do contrato social e do surgimento da sociedade civil. A concepção do filósofo sobre os seres humanos em estado de natureza, anterior ao contrato social era:

a) Os seres humanos em estado de natureza estariam em uma guerra de todos contra todos pela ausência de leis que regulem o convívio em sociedade.
b) Os seres humanos são individualistas e os conflitos são inevitáveis. Para salvaguardar o direito natural à propriedade surge o contrato social.
c) A cidade faz parte da natureza humana. Assim, não há nada anterior a vida em sociedade.
d) O ser humano em estado de natureza é o ser humano em estado de felicidade. A liberdade natural, faria dos seres humanos "bons selvagens", vivendo em harmonia com a natureza como os outros animais.

Alternativa correta: d) O ser humano em estado de natureza é o ser humano em estado de felicidade. A liberdade natural, faria dos seres humanos "bons selvagens", vivendo em harmonia com a natureza como os outros animais.

A concepção do "bom selvagem", desenvolvida por Rousseau para explicar o ser humano em estado de natureza, demonstra que a sociedade e a forma como ela se desenvolve é responsável pela corrupção dos seres humanos e pela perda sua liberdade.

Entenda tudo sobre o Estado de Natureza em Hobbes, Locke e Rousseau.

Questão 10

"Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se mediante tua vontade a lei universal da natureza."
Immanuel Kant, Fundamentação da Metafísica dos Costumes

Nesse trecho da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, o filósofo Immanuel Kant formula o seu famoso imperativo categórico.

Com isso, ele julgou ter respondido à questão moral de um modo distinto da tradição filosófica. Qual a principal diferença entre a moral kantiana e a moral tradicional?

a) A moral kantiana remete às escrituras sagradas para fundamentar as ações individuais.
b) Kant afirma a impossibilidade do ser humano agir de forma correta por ser naturalmente egoísta.
c) A moral kantiana rejeita regras externas ao indivíduo (heteronomias), está fundamentada apenas na razão humana.
d) Kant rejeita a moral cristã e afirma que o indivíduo deve viver a vida como uma obra de arte.

Alternativa correta: c) A moral kantiana rejeita regras externas ao indivíduo (heteronomias), está fundamentada apenas na razão humana.

Kant propõe uma Ética que se opõe à tradição filosófica. Para ele, os seres humanos são capazes de julgar o valor de uma ação e agir movidos pelo dever.

Desse modo, o imperativo categórico atua como uma fórmula racional para avaliar as ações. Se o indivíduo julgar que a ação a ser praticada poderia se transformar em uma regra para ações semelhantes, ela está em conformidade com o dever e pode ser praticada. Se o julgamento for negativo, essa ação não é uma ação moral.

Assim, Kant afirma a autonomia dos indivíduos em relação à moral, distinguindo de concepções que relacionam a moral à figura divina ou à religião, por exemplo.

Entenda a Ética de Kant e o Imperativo Categórico.

Questão 11

“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará?”
Friedrich Nietzche, Gaia Ciência

Para lidar com o transvaloração dos valores no pensamento de Nietzsche, a anunciação da "morte de Deus" é essencial. Qual alternativa que reflete esse conceito?

a) A morte de Deus desvaloriza o mundo.
b) A morte de Deus gera necessariamente um ambiente de caos e anarquia.
c) A morte de Deus implica a perda das sanções sobrenaturais sobre os valores.
d) A morte de Deus impossibilita a superação dos valores hoje aceitos.

Alternativa correta: c) A morte de Deus implica a perda das sanções sobrenaturais sobre os valores.

Para Nietzsche, a morte de Deus já era um fato em sua época. A forma como os seres humanos desenvolveram a ciência tornou a existência de Deus irrelevante.

Entretanto, faltaria assumir essa morte para abandonar as sanções sobrenaturais e os valores morais da cultura judaico-cristã e construir o super-homem.

Vale lembrar que o super-homem, ou além do homem, é a meta nietzscheana a ser alcançada através do abandono e superação (transvaloração) dos valores morais judaico-cristãos e o desenvolvimento de uma vida plena, em sua máxima potência. Nas palavras de Nietzsche, "a vida como obra de arte", sem amarras ou juízos que diminuam.

Leia mais sobre: Nietzsche.

Questão 12

"Os líderes totalitários basearam a sua propaganda no pressuposto psicológico correto de que, em tais condições, era possível fazer com que as pessoas acreditassem nas mais fantásticas afirmações em determinado dia, na certeza de que, se recebessem no dia seguinte a prova irrefutável da sua inverdade, apelariam para o cinismo; em lugar de abandonarem os líderes que lhes haviam mentido, diriam que sempre souberam que a afirmação era falsa, e admirariam os líderes pela grande esperteza tática."
Hannah Arendt, As origens do totalitarismo

Após a Segunda Guerra, Hannah Arendt se dedicou a compreender os fatores que levaram aos horrores praticados pelos nazistas. Ela criou um conceito que fundamenta a ideia de que a violência se desenvolve em conformidade com o poder instituído. Qual o conceito criado pela filósofa?

a) Banalidade do mal
b) Habitus
c) Náusea
d) Véu da ignorância

Alternativa correta: a) Banalização do mal

Em seu livro Eichmann em Jerusalém, Arendt acompanhou o julgamento de Adolf Eichmann, funcionário do nazismo, responsável por enviar prisioneiros para os campos de concentração, o nazista era um cumpridor de ordens irrefletidas. Ele, em si, não se assemelhava a um monstro genocida, na verdade, chamava a atenção por ser uma pessoa comum.

A filósofa desenvolve a ideia de que o mal, então, não possui uma natureza própria, ele é banal, fruto do desenvolvimento de um ambiente que coloca em suspensão o julgamento.

Assim, os governos totalitários aproveitam-se dessa possibilidade de falha no julgamento e da banalidade do mal para conseguir adeptos que os seguem de forma irrefletida.

Veja também:

Referências Bibliográficas

Marcondes, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Zahar, 1999.
Chauí, Marilena. Convite à Filosofia. Ática, 1995.

Pedro Menezes
Pedro Menezes
Licenciado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade do Porto (FPCEUP).