Exercícios ENEM
Amor na escola Duas da madrugada. O casal que discute no andar de...
Amor na escola
Duas da madrugada. O casal que discute no andar de baixo está tentando aprender. Eles pensavam que era só vestir branco, caprichar na decoração e fazer os convites chegarem a tempo. Mas não. Na escola, até logaritmo nos foi ensinado. Decoramos a tabela periódica. Nos empurraram química orgânica. Mas nada nos foi dito sobre o amor.
GUERRA, C. Disponível em: http://vejabh.abril.com.br. Acesso em: 19 nov. 2014.
Qual é o recurso que identifica esse texto como uma crônica?
A referência a um fato do cotidiano na vida de um casal.
A marcação do tempo em “Duas da madrugada”.
A descrição do espaço em “andar de baixo”.
A enumeração de conteúdos escolares.
A utilização dupla da conjunção “mas”.
TEXTO I O uso do Cerrado pelas populações indígenas estava ligado a...
TEXTO I
O uso do Cerrado pelas populações indígenas estava ligado a um caráter conservacionista e sagrado. A caça e a pesca eram realizadas apenas para a subsistência. A coleta recolhia apenas o que o Cerrado oferecia. A agricultura com a produção de milho e tubérculos abria apenas alguns clarões nas áreas de florestas decíduas. O Cerrado era o fundamento central da existência dessas tribos. Isso significa a sacralização dos elementos deste bioma pelos grupos indígenas.
SILVA, E. B. D.; BORGES, J. A. Dos usos e reocupações do Cerrado goiano:
agroecologia como alternativa. XI EREGEO, Jataí-GO, 2009 (adaptado).
TEXTO II
O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.
COMISSÃO das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro comum [Relatório Brundtland]. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1988.
Qual característica presente no Texto II amplia a
concepção de conservação ambiental apresentada no
Texto I?
Mercantilização da natureza.
Valorização cultural da paisagem.
Organização da produção familiar.
Manutenção da cobertura vegetal.
Preocupação com os descendentes.
O Bom-Crioulo Com efeito, Bom-Crioulo não era somente um homem...
O Bom-Crioulo
Com efeito, Bom-Crioulo não era somente um homem robusto, uma dessas organizações privilegiadas que trazem no corpo a sobranceira resistência do bronze e que esmagam com o peso dos músculos. […] A chibata não lhe fazia mossa; tinha costas de ferro para resistir como um hércules ao pulso do guardião Agostinho. Já nem se lembrava do número das vezes que apanhara de chibata…
[…]
Entretanto, já iam cinquenta chibatadas! Ninguém lhe ouvira um gemido, nem percebera uma contorção, um gesto qualquer de dor. Viam-se unicamente naquele costão negro as marcas do junco, umas sobre as outras, entrecruzando-se como uma grande teia de aranha, roxas e latejantes, cortando a pele em todos os sentidos.
[…]
Marinheiros e oficiais, num silêncio concentrado, alongavam o olhar, cheios de interesse, a cada golpe.
— Cento e cinquenta!
Só então houve quem visse um ponto vermelho, uma gota rubra deslizar no espinhaço negro do marinheiro e logo este ponto vermelho se transformar numa fita de sangue.
CAMINHA, A. O Bom-Crioulo. São Paulo: Martin Claret, 2006.
A prosa naturalista incorpora concepções geradas pelo
cientificismo e pelo determinismo. No fragmento, a cena
de tortura a Bom-Crioulo reproduz essas concepções,
expressas pela
exaltação da resistência inata para legitimar a exploração de uma etnia.
defesa do estoicismo individual como forma de superação das adversidades.
concepção do ser humano como uma espécie predadora e afeita à morbidez.
observação detalhada do corpo para a identificação de características de raça.
apologia à superioridade dos organismos saudáveis para a sobrevivência da espécie.
A invenção de Hugo Cabret O livro conta a jornada de Hugo Cabret, um...
A invenção de Hugo Cabret
O livro conta a jornada de Hugo Cabret, um menino órfão que mora em uma estação de trem parisiense, nos anos 1930. Seu trabalho é a manutenção do relógio da estação, porém a tarefa que lhe tem uma importância maior é completar a construção de um autômato — espécie de robô — deixado a ele pelo pai. Junto de sua mais nova amiga, Isabelle, sobrinha do amargo mercador de brinquedos, Hugo embarca em uma enorme aventura em busca de respostas para suas inúmeras perguntas.
O que chama atenção antes mesmo do início da leitura é o visual do livro. Muito bonito, colorido e simbólico. Brian, além de escrever, ilustrou toda a sua obra. E são essas mesmas ilustrações que constroem o grande clímax ao redor da leitura. O autor simula a experiência do cinema em suas páginas, colocando, por exemplo, páginas pretas no início, representando a escuridão das salas de cinema. Os desenhos, que estão presentes na maioria das páginas, não são apenas ilustrações. São parte complementar da história, pois substituem as palavras em vários trechos.
Leitura rápida, experimental e muito interessante — ainda mais se você é amante da história do cinema.
Disponível em: www.cantodosclassicos.com. Acesso em: 1 dez. 2017 (adaptado).
Nesse texto, os elementos constitutivos do gênero são
utilizados para atender à função social de
explicar para o leitor os acontecimentos da narrativa.
informar o leitor sobre o conteúdo do livro de modo impessoal.
convencer o leitor sobre a tese defendida ao longo da descrição da obra.
oferecer ao leitor uma avaliação do livro por meio de uma síntese crítica.
divulgar para o leitor a obra cuja temática interessa a um grande público.
No infográfico, a interferência antrópica nos elementos da natureza...

No infográfico, a interferência antrópica nos elementos da natureza é marcada pela
elevação da temperatura na área industrial.
alteração na modelagem do terreno florestal.
concentração de ar poluído em aterro sanitário.
impermeabilização do solo em local pouco povoado.
preservação da vegetação intocada no espaço arborizado.
E.C.T. Tava com um cara que carimba postais E por descuido abriu uma...
E.C.T.
Tava com um cara que carimba postais
E por descuido abriu uma carta que voltou
Tomou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim, não pro senhor
Recebo craque colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante e até cabelo cortado
Retrato de 3X4
Pra batizado distante
Mas, isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor
[...]
Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
[...]
Ouvi no rádio a minha carta de amor
CARLINHOS BROWN; MARISA MONTE; NANDO REIS. Cássia Eller.
Rio de Janeiro: Polygram, 1994 (fragmento).
Considerando-se as características do gênero carta
de amor, o conflito gerador do fato relatado na letra da canção deve-se à
adequação dos interlocutores à situação de comunicação na carta e na letra da canção.
apropriação das formas de expressão da carta pela letra da canção.
manutenção do propósito comunicativo da carta na letra da canção.
alteração da esfera de circulação específica do gênero carta.
transposição da temática do amor para a linguagem musical.
Espaço e memória O termo “Na minha casa...” é uma metáfora que...
Espaço e memória
O termo “Na minha casa...” é uma metáfora que guarda múltiplas acepções para o conjunto de pessoas, de adeptos, dos que creem nos orixás. Múltiplos deuses que a diáspora negra trouxe para o Brasil. Refere-se ao espaço onde as comunidades edificaram seus templos, referência de orgulho, aludindo ao patrimônio cultural de matriz africana, reelaborado em novo território.
O espaço é fundamental na constituição da história de um povo. Halbwachs (1941, p. 85), ao afirmar que “não há memória coletiva que não se desenvolva em um quadro espacial”, aponta para a importância de aspecto tão significativo no desenvolvimento da vida social.
Lugar para onde está voltada a memória, onde aqueles que viveram a condição-limite de escravo podiam pensar-se como seres humanos, exercer essa humanidade e encontrar os elementos que lhes conferiam e garantiam uma identidade religiosa diferenciada, com características próprias, que constituiu um “patrimônio simbólico do negro brasileiro (a memória cultural da África), afirmou-se aqui como território político-mítico-religioso para sua transmissão e preservação” (SODRÉ, 1988, p. 50).
BARROS, J. F. P. Na minha casa. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.
Na construção desse texto acadêmico, o autor se vale de estratégia argumentativa bastante comum a esse gênero textual, a intertextualidade, cujas marcas são
aspas, que representam o questionamento parcial de um ponto de vista.
citações de autores consagrados, que garantem a autoridade do argumento.
construções sintáticas, que privilegiam a coordenação temporal de argumentos.
comparações entre dois pontos de vista, que são antagônicos.
parênteses, que representam uma digressão para as considerações do autor.
A imagem ou modelo, ou seja, toda construção da realidade, é um...
A imagem ou modelo, ou seja, toda construção da realidade, é um instrumento de poder e isso desde as origens do homem. Uma imagem, um guia de ação, que tomou as mais diversas formas. Até fizemos da imagem um objeto em si e adquirimos, com o tempo, o hábito de agir mais sobre as imagens, simulacros dos objetos, do que sobre os próprios objetos. Poderíamos imaginar o estudo dos sistemas de representação em ligação com as classes que detinham o poder ao longo da história.
RAFFESTIN, C. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993 (adaptado).
A cartografia moderna, na perspectiva descrita no texto, passou a representar a Terra dando ênfase aos(às)
escalas de tamanho grande.
áreas de domínio hegemônico.
aspectos da teoria geocêntrica.
projeções cilíndricas equivalentes.
diferenciações de legendas coloridas.
TEXTO I Uma estranha loucura apossa-se das classes operárias das...
TEXTO I
Uma estranha loucura apossa-se das classes operárias das nações onde impera a civilização capitalista. Esta loucura é o amor pelo trabalho, a paixão moribunda pelo trabalho, levada até o esgotamento das forças vitais do indivíduo e sua prole.
LAFARGUE, P. O direito à preguiça. São Paulo: Hucitec, 2000.
TEXTO II
Vivemos numa época em que as pessoas são tão trabalhadoras que ficam estúpidas.
WILDE, O. apud MASI, D. O futuro do trabalho. Rio de Janeiro:
José Olympio; Brasília: UnB, 1999.
De acordo com os textos, a reflexão sobre o mundo
do trabalho no século XIX aponta para o conceito
sociológico de
alienação.
higienismo.
passividade.
emancipação.
mercantilização.
Em finais do século XIX, o boom da exploração do látex — goma...
Em finais do século XIX, o boom da exploração do látex — goma elástica amplamente empregada na fabricação de correias de transmissão nas máquinas, de batentes, de encapamentos de fios elétricos que tanto propiciaram a expansão das comunicações e da transmissão de energia, além de ser utilizada na fabricação de pneumáticos — fez com que se desenvolvesse na Amazônia brasileira, colombiana e boliviana o fenômeno que, no Brasil, ficou conhecido como correria — prática de correr atrás dos indígenas para matá-los e, assim, dominar seus territórios para produzir látex.
GONÇALVES, C. W. P. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar.
Acesso em: 13 abr. 2015 (adaptado).
No momento histórico apresentado, o sistema produtivo amazônico mencionado ficou marcado pelo(a)
subjugação de povos originários.
esgotamento de recursos naturais.
formação de cooperativas extrativas.
modernização dos parques industriais.
desapropriação de terras improdutivas.