Plano de Metas


Plano de Metas foram os objetivos determinados pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960), apresentado na campanha eleitoral, para melhorar as condições de infraestrutura para o desenvolvimento do Brasil.

O Plano de Metas teve origem em economistas da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) e do BNDE (Banco Nacional do Desenvolvimento). Considerado o primeiro plano global de desenvolvimento da economia nacional, foi a espinha dorsal do nacionalismo desenvolvimentista pretendido por Juscelino Kubitschek.

O Plano de Metas definia os principais objetivos a serem alcançados, priorizando cinco setores: energia, transporte (que receberam perto de 70% da dotação orçamentária original do plano), indústria, educação e alimentação. Nessas duas últimas áreas as metas não foram atingidas, o que passou despercebido diante do sucesso das outras.

O sucesso do plano foi possível, em grande parte, graças à criação de órgãos de administração ligados diretamente à Presidência da República. Eram os grupos de trabalho e execução, como o GEICON (Grupo Executivo de Construção Naval), o GEIA (Grupo Executivo da Indústria automobilística) e o GEIMAPE (Grupo Executivo da Indústria da Maquinaria Pesada).

Para saber mais: Juscelino Kubitschek

Realizações do Plano de Metas

Ao assumir a Presidência, em janeiro de 1956, Juscelino tratou logo de implementar seu Plano de Metas. Com seu lema “cinquenta anos em cinco”, Juscelino levou o Brasil a diversas transformações. As principais obras de grande repercussão interna e mesmo internacional foram:

  • A implantação da indústria automobilística – com incentivos fiscais, a Vemag, instalada em São Paulo, foi a primeira fábrica a produzir veículos genuinamente nacionais. Foram também instaladas as fábricas da Volkswagen, Mercedes Benz, Willis Overland, General Motors e Ford. Em 1957 os automóveis da Volkswagen do Brasil começaram a ser fabricados inteiramente no nosso país;
  • A expansão das usinas hidrelétricas – foram instaladas as usinas de Paulo Afonso, no rio São Francisco, em 1955, a de Furnas e a de Três Marias em Minas Gerais, além de outras em vários estados;
  • A criação do Conselho Nacional de Energia Nuclear;
  • A criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), para corrigir os problemas econômicos e sociais do Nordeste, uma vez que o desenvolvimento industrial e a concentração da riqueza, limitou-se ao Sudeste do país, levando um grande número de imigrantes para a região;
  • A expansão da indústria do aço;
  • A criação do Ministério das Minas e Energia, instalado apenas no governo seguinte;
  • A fundação de Brasília, a nova capital do país, considerada a meta síntese do governo JK. A localização no planalto Central, em goiás, era estratégica, pois criaria um polo dinâmico no interior do país.

Para a realização desse ambicioso plano econômico, Juscelino teria de lançar mão de emissões e empréstimos estrangeiros. O FMI (Fundo Monetário Internacional) recusou os empréstimos, pois via com clara desconfiança a política inflacionária que era prejudicial aos credores internacionais. Apesar disso, os empréstimos foram contraídos em bancos europeus e americanos sem a garantia do FMI.