Questões por Ano Escolar e Matéria
"Três razões fazem ver que este governo é o melhor. A primeira é...
"Três razões fazem ver que este governo é o melhor. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por si próprio. A segunda razão é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundindo-se com o que tem pela sua família, torna-se natural. A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais. A inveja, que se tem naturalmente daqueles que estão acima de nós, torna-se aqui em amor e respeito: os próprios grandes obedecem sem repugnância a uma família que sempre viram como superior e à qual não se conhece outra que a possa igualar."
(BOSSUET, Jacques. Política tirada da Sagrada Escritura. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano, s.d., p.201.)
No texto apresentado, Jacques Bossuet, teórico do absolutismo monárquico no século XVII, apresenta argumentos para justificar a superioridade de determinado sistema político. Com base na passagem, o autor defende que:
A república democrática é o sistema mais eficiente, pois permite a participação popular nas decisões políticas fundamentais.
A monarquia hereditária é o regime ideal por ser natural, garantir estabilidade e inspirar respeito legítimo dos súditos.
O governo aristocrático representa a melhor opção, uma vez que concentra o poder nas mãos dos mais preparados intelectualmente.
A separação dos poderes é essencial para evitar a tirania e proteger os direitos individuais dos cidadãos.
A soberania popular deve ser o fundamento de qualquer governo legítimo, respeitando a vontade da maioria.
Comparando os processos de independência do Brasil e da América...
Comparando os processos de independência do Brasil e da América Espanhola, assinale a alternativa que apresenta uma semelhança e uma diferença, respectivamente.
A manutenção da escravidão e a liderança das classes populares, ocorrida somente no Brasil.
A adoção do regime monárquico e a criação de Constituições liberais, fato ocorrido somente na América Espanhola.
A inspiração na independência dos Estados Unidos e a fragmentação territorial, não ocorrida no Brasil.
A rápida industrialização após a independência e a rápida abolição da escravidão, ocorrida somente nas antigas colônias.
Assinale qual das opções abaixo não correspondeu a uma Capitania...
Assinale qual das opções abaixo não correspondeu a uma Capitania Hereditária no Brasil Colônia:
Pernambuco.
Bahia.
Ilhéus.
Rio de Janeiro.
Porto Seguro.
No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado...
No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado para se referir aos:
Senhores de engenho de Olinda.
Soldados holandeses.
Comerciantes portugueses de Recife.
Escravizados africanos.
Atualmente, historiadores apontam que a Revolta dos Malês não pode...
Atualmente, historiadores apontam que a Revolta dos Malês não pode ser entendida apenas como um evento brasileiro, mas como um reflexo de dinâmicas ocorridas no continente africano. Sobre essa ligação, assinale a alternativa correta:
Os rebeldes baianos eram liderados por chefes de comunidades situadas na atual África do Sul. Entre seus interesses, tais líderes buscavam expandir o cristianismo entre os demais cativos no Brasil.
O movimento foi uma tentativa de restaurar as estruturas políticas do Império Mali na América, replicando suas lógicas de poder e laços sociais característicos.
A revolta foi organizada por escravos que desconheciam as táticas militares, uma vez que na África não haviam tido contato com guerras. Isso explica o fracasso do movimento.
Parte dos revoltosos eram veteranos de guerras ocorridas no continente africano, trazendo para a Bahia experiências políticas e religiosas ligadas à expansão do Islã.
Leia o texto abaixo, acerca do processo de desenvolvimento do...
Leia o texto abaixo, acerca do processo de desenvolvimento do capitalismo:
"Foi a era em que movimentos de massa organizados da classe dos trabalhadores assalariados, característica do capitalismo industrial e por ele criada, emergiram subitamente exigindo a derrubada do capitalismo. Mas emergiram em economias altamente prósperas e em expansão e, nos países onde eram mais fortes, em um momento em que o capitalismo lhes oferecia condições ligeiramente menos miseráveis que antes."
(HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Impérios: 1875-1914. São Paulo: Paz e Terra, 2005. p. 24)
Para o autor, o paradoxo observado reside em que:
O capitalismo industrial criou a massa de trabalhadores e explorou-a.
Os trabalhadores viviam em condições menos miseráveis nos países industrializados.
O surgimento do movimento de massa dos trabalhadores assalariados aconteceu na fase do capitalismo industrial, e não antes.
Os movimentos de trabalhadores ocorreram em países ricos e industrializados, com condições de vida ligeiramente melhores.
Sobre a relação entre a Inglaterra e o fim da escravidão no Brasil,...
Sobre a relação entre a Inglaterra e o fim da escravidão no Brasil, analise as sentenças e assinale a alternativa correta:
Os ingleses defendiam a manutenção da escravidão no Brasil. Como eles eram os grandes navegadores, todos os navios carregados de escravizados precisavam pagar uma taxa para a coroa britânica. Portanto, a escravidão brasileira era favorável a estes.
Os ingleses defendiam a manutenção da escravidão no Brasil. O principal motivo estava nos acordos realizados entre Brasil e Portugal a partir de 1808, com a Abertura dos Portos brasileiros às nações amigas. Assim, o tráfico de escravizados era lucrativo para a Inglaterra.
Os ingleses eram contrários a manutenção da escravidão no Brasil. Isso porque o que era de seu interesse era a escravização de povos asiáticos, onde eles possuíam colônias. Mesmo propondo acordos com D. João VI para que o uso de africanos fosse substituído, a mudança não seria vantajosa para Portugal, que declinou.
Os ingleses eram contrários a manutenção da escravidão no Brasil. Símbolo das ideias iluministas, a Inglaterra era defensora dos direitos individuais dos seres humanos e, portanto, contrária a qualquer tipo de escravização de pessoas.
Os ingleses eram contrários a manutenção da escravidão no Brasil. Por conta de seu processo de industrialização, a escravidão não era interessante para os britânicos porque, como não ganha salário, um escravizado não pode consumir e, consequentemente, não pode consumir produtos ingleses. Portanto, a escravidão brasileira para a Inglaterra representava um menor mercado consumidor brasileiro apto a comprar seus produtos.
Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:
Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:
O Ato Adicional foi um conjunto de propostas criado pelo Partido Conservador que visava descentralizar as decisões políticas no Brasil, gerando maior autonomia para as províncias.
O Ato Adicional foi o momento onde, por conta das diversas revoltas que estavam acontecendo no país após a abdicação de D. Pedro I, os políticos liberais entenderam ser melhor votar pelo retorno de um imperador para o país, solicitando um novo processo de colonização para os portugueses.
Entre as principais mudanças propostas pelo Ato Adicional, estava a mudança do modelo de regência, de Una para Trina. Portanto, com o Ato Adicional, o Brasil deixou de ter um regente apenas e passou a ter três.
Boa parte da autonomia que as províncias passaram a ter através do Ato Adicional de 1834 foi retirada na regência de Araújo Lima, do Partido Conservador, através da Lei Interpretativa do Ato Adicional, em 1840.
Diogo Feijó, membro do Partido Conservador, foi um grande defensor de criar autonomia para que as províncias pudessem tomar decisões importantes internamente. Isso porque, considerando o tamanho do Brasil, essa autonomia agilizaria processos e consequentemente auxiliaria a população, pois assim seus governantes poderiam ser mais assertivos de maneira mais rápida e eficaz.
O Primeiro Reinado (1822-1831), período de governo de Dom Pedro I,...
O Primeiro Reinado (1822-1831), período de governo de Dom Pedro I, foi marcado por conflitos internos e externos, como:
A Revolução Pernambucana e a Revolta dos Malês.
A Confederação do Equador e a Guerra da Cisplatina.
A Balaiada e a Conjuração Baiana.
A Guerra do Paraguai e a Guerra dos Farrapos.
No Brasil, timidamente, as novidades do tempo estarão presentes desde...
No Brasil, timidamente, as novidades do tempo estarão presentes desde a década de 1860. Antes mesmo de abolir a escravidão, que (...) desmentia a reputação de progressista perseguida pelo Império (...), aqui chegaram alguns lampejos suntuários das conquistas modernas. A fotografia, o telefone, o telégrafo e o fonógrafo causaram espanto e maravilha. A rede de estradas de ferro estendeu-se, unindo aos portos de escoamento para o mercado externo as grandes fazendas do Oeste paulista, onde o trabalho livre ganhava espaço e os proprietários pretendiam ser empresários modernos…”
(NEVES, Margarida de Souza. Os cenários da República. O Brasil na virada do Século XIX para o século XX. IN FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucilia. O tempo do liberalismo oligárquico - Vol. 1: Da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 25)
A partir da análise do texto e de seus conhecimentos sobre o período, é possível identificar uma contradição no projeto de modernização brasileiro do final do século XIX. Essa contradição se expressa:
Na implementação de tecnologias modernas antes da industrialização completa do país, o que gerou dependência de técnicos estrangeiros e impediu o desenvolvimento tecnológico nacional autônomo.
Na expansão da malha ferroviária voltada exclusivamente para o mercado interno, enquanto a economia brasileira permanecia prioritariamente exportadora de produtos primários.
Na adoção de inovações tecnológicas nas áreas urbanas, enquanto as fazendas de café mantinham métodos tradicionais de produção incompatíveis com a modernidade almejada.
No discurso liberal dos proprietários rurais que se autoproclamavam empresários modernos, mas que mantinham práticas protecionistas que impediam a livre concorrência no mercado cafeeiro.
Na incorporação de tecnologias e símbolos de progresso material, enquanto a estrutura social permanecia baseada no trabalho escravizado, revelando uma modernização conservadora e excludente.