Questões por Ano Escolar e Matéria
(Unifesp) Entre os donatários das capitanias hereditárias...
(Unifesp) Entre os donatários das capitanias hereditárias (1531-1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta ausência indica que:
a) a nobreza portuguesa, ao contrário da espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América.
b) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios.
c) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo.
d) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.
e) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa.
(UNESP) A expansão da economia do café para o Oeste Paulista, na...
(UNESP) A expansão da economia do café para o Oeste Paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como:
a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.
b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.
c) a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.
d) o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.
e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.
Qual das revoltas abaixo não ocorreu no período regencial
Qual das revoltas abaixo não ocorreu no período regencial
a) Revolta dos Malês.
b) Balaiada.
c) Sabinada.
d) Guerra do Paraguai.
e) Cabanagem.
A Guerra do Paraguai (1864-1870) é considerada o maior conflito...
A Guerra do Paraguai (1864-1870) é considerada o maior conflito ocorrido na América do Sul até os dias atuais. Entre suas principais causas, pode-se citar:
a) O interesse da Inglaterra em comercializar seus produtos para os países da região, tendo em vista que Paraguai, Brasil e Argentina buscavam reduzir a dependência das importações inglesas.
b) O interesse do Paraguai em conquistar uma saída para o mar, anexando territórios de países vizinhos numa aliança com o Brasil.
c) O imperialismo defendido por Dom Pedro II na segunda metade do século XIX, que buscava conquistar novos territórios e garantir o domínio brasileiro no Mato Grosso.
d) A interferência brasileira na política uruguaia, que retirou Atanasio Aguirre, importante aliado do Paraguai, da presidência do país.
A Unificação da Alemanha foi um evento político de grande...
A Unificação da Alemanha foi um evento político de grande importância no século XIX. Entre os eventos precursores dessa unificação, destaca-se a formação da Zollverein, que foi:
a) Uma aliança militar entre a Áustria, a Prússia e os demais estados germânicos.
b) Uma confederação formada por Napoleão Bonaparte na região do Reno, que permitiu um primeiro ensejo de unificação entre os povos germânicos.
c) Um partido político controlado pela elite proprietária da Prússia, que tomou o poder no país e liderou o processo de unificação nos anos seguintes.
d) Uma união aduaneira entre os Estados Germânicos, que propiciou o fortalecimento de laços entre os estados alemães.
"A respeito da existência e das leis de extinção do tráfico, que...
"A respeito da existência e das leis de extinção do tráfico, que também constituiu uma das questões da pesquisa, pudemos também formular algumas hipóteses explicativas. Constatamos que não existia, até 1831, um consenso no interior da elite política nem entre ela e o governo brasileiro a respeito da urgência de acabar com aquele comércio, em que pese a quantidade de projetos debatidos. Nem o resultado final nem a forma de alcançá-lo eram consensuais mesmo tendo em vista a pressão externa..."
(RODRIGUES, Jayme. O infame comércio: propostas e experiências no final do tráfico de africanos para o Brasil (1800-1850). 1994. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, Campinas, SP).
Segundo o texto, o principal fator que contribuiu para o fracasso da lei de 1831 sobre a extinção do tráfico negreiro foi:
a) A divergência de opiniões no interior da elite política brasileira quanto à urgência e aos meios de implementar a extinção do comércio negreiro.
b) A forte resistência dos proprietários de escravos que se organizaram contra qualquer medida abolicionista.
c) A pressão internacional que buscava forçar o cumprimento da legislação antiescravista.
d) A inexistência de projetos parlamentares que propusessem alternativas viáveis ao trabalho escravo.
e) A oposição sistemática de jesuítas que se opunham à escravidão e indígenas e de africanos.
"A migração para o Brasil, na "idade do ouro", ocorreu em escala sem...
"A migração para o Brasil, na "idade do ouro", ocorreu em escala sem precedentes, causando forte inquietação nas autoridades portuguesas, receosas do despovoamento do reino. De fato, a população colonial de origem europeia duplicou no período do ouro (...). A razão de tamanho afluxo migratório residia em que, sendo o ouro do Brasil aluvional, os investimentos para sua extração eram mínimos..."
(VAINFAS, Ronaldo (Org.). Dicionário do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Objetiva. 2001. p. 398)
No século XVIII, a economia mineradora diferenciava-se da açucareira não apenas pela localização e pelo produto, mas também pelo tipo de investimento necessário para sua execução. O grande fluxo de migrantes para as áreas de mineração esteve relacionado:
a) à possibilidade de obtenção de ganhos com baixo investimento inicial e métodos de extração acessíveis, estimulando inclusive aventureiros sem experiência prévia.
b) à concentração do controle das lavras por companhias comerciais portuguesas, que ofereciam emprego regular a colonos recém-chegados.
c) à utilização de técnicas subterrâneas altamente especializadas, que demandavam grande número de engenheiros formados em Portugal.
d) ao predomínio do trabalho assalariado livre, que reduziu a dependência da mão de obra escravizada na economia colonial.
e) à necessidade de instalação de engenhos de beneficiamento, semelhantes aos da produção açucareira, o que impulsionou o capital investido na região.
“A importância do Rio Grande do Sul para as potências do Prata era...
“A importância do Rio Grande do Sul para as potências do Prata era indiscutível. Caso ele se tornasse livre e autônomo para formar suas próprias associações como nação independente da Bacia do Prata, abriria muitas possibilidades de novas alianças e o fortalecimento das já existentes. (...) Uma aliança com a província de Entre Rios e Corrientes, e o Uruguai, poderia causar transtornos ao poderio político e econômico de Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires. Unido com o Uruguai, influenciaria na manutenção de sua independência. (...) Outras combinações poderiam ser feitas, entretanto, sob qualquer ângulo, um Rio Grande do Sul independente expressaria um Brasil mais enfraquecido.”
(Adaptado de: GOLÍN, Janaíta da Rocha. Líderes platinos na guerra civil Farroupilha. Revista Estudios Históricos, Ano VI, Nº 13, Dez. 2014 Montevidéu, Uruguai.)
A partir da análise do texto, compreende-se que a Revolução Farroupilha inseriu-se em um contexto geopolítico regional no qual:
a) O governo imperial brasileiro buscava expandir seu território na região do Prata através de alianças militares com Buenos Aires.
b) Embora interessadas na sorte da República Rio-Grandense, as potências platinas eram especialmente próximas do governo imperial brasileiro, o que impedia um posicionamento claro de seus líderes quanto ao conflito.
c) Uma eventual independência rio-grandense alteraria o equilíbrio de poder na região, fragilizando tanto o Império brasileiro quanto os interesses de Rosas em Buenos Aires.
d) Desde a Guerra da Cisplatina, o Uruguai dependia do apoio militar brasileiro e paraguaio para manter sua independência frente à ameaça argentina.
e) A unificação política da região platina sob domínio de Buenos Aires era o objetivo central dos líderes farroupilhas.
"Deus oferece a África à Europa. Peguem-na, não pelos canhões, mas...
"Deus oferece a África à Europa. Peguem-na, não pelos canhões, mas pela charrua; não pela espada, mas pelo comércio; não pela batalha, mas pela fraternidade. Espalhem aquilo que lhes sobra nessa África, e da mesma forma, resolvam as questões sociais, transformem proletários em proprietários. Vamos, façam! Façam estradas, portos, cidades, cultivem, colonizem, multipliquem-se."
(Discurso de Victor Hugo em 18 de Maio de 1879. IN: FREITAS NETO, José Alves de e TASINAFO, Célio Ricardo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2006. p. 533)
O discurso do escritor francês Victor Hugo, proferido no contexto da expansão imperialista europeia do século XIX, revela uma estratégia discursiva característica do período. A análise do texto permite concluir que o autor
a) defende abertamente o uso da força militar como instrumento legítimo de dominação colonial sobre o continente africano.
b) reconhece a exploração econômica como objetivo central do imperialismo, rejeitando qualquer justificativa humanitária.
c) utiliza uma retórica civilizatória para legitimar a dominação europeia, apresentando a colonização como missão benevolente.
d) condena o imperialismo europeu ao expor as contradições entre os interesses econômicos e os valores humanistas.
e) propõe uma ocupação africana baseada no comércio, sem qualquer forma de dominação política ou territorial.
"Por onde passavam, os revoltosos obtinham apoios e adesões entre os...
"Por onde passavam, os revoltosos obtinham apoios e adesões entre os mais pobres da província. As motivações para o grupo eram a oposição à política, a luta contra precárias condições de vida e contra o poder político e os portugueses. Na prática, há uma sobreposição entre dois grupos, pois os bem-te-vis e balaios tinham objetivos distintos; porém, a oposição ao poder da província unia os dois grupos."
(Adaptado de: FREITAS NETO, José Alves de e TASINAFO, Célio Ricardo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2006 p. 493)
O texto indica que a Balaiada reuniu grupos sociais com interesses diferentes. Essa característica do movimento pode ser explicada pelo fato de que:
a) Os líderes conseguiram fazer todos os grupos lutarem pelos mesmos objetivos, criando uma agenda política única.
b) A insatisfação com o governo da província era um ponto em comum, mesmo que cada grupo tivesse suas próprias reivindicações.
c) Todos os revoltosos eram da mesma classe social, o que tornava mais fácil chegar a um acordo sobre o que queriam.
d) O Maranhão vivia um período de riqueza econômica que beneficiava igualmente todos os grupos que participaram da revolta.