Questões por Ano Escolar e Matéria

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8º ano : História - Cultura e Sociedade no Brasil Imperial

(UNESP) A expansão da economia do café para o Oeste Paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como:

a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.

b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.

c) a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.

d) o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.

e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

Qual das revoltas abaixo não ocorreu no período regencial

a) Revolta dos Malês.

b) Balaiada.

c) Sabinada.

d) Guerra do Paraguai.

e) Cabanagem.

8º ano : História - Imperialismo no século XIX

“Tornou-se característico, como exemplo de abuso dessa doutrina, a questão do Canal do Panamá, cuja república pôde ser proclamada em três semanas, graças ao jogo de intrigas promovidas pelos EUA e França. (...) O intervencionismo norte-americano prosseguiu ainda (...) garantindo a estabilidade das repúblicas do hemisfério sul, além do pagamento de empréstimos feitos pelos Estados Unidos a essas nações.”

CARVALHO, Platão Eugênio de. Neocolonialismo: A expansão imperialista do Século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1994. pp. 33-4.

O texto acima faz referência à política dos Estados Unidos durante o contexto neocolonialista, que envolveu a intervenção em diversos países da América Latina. Assinale a alternativa que melhor descreve o nome da política americana no período:

a) Política do Apaziguamento (Appeasement)

b) Política do Laissez-faire

c) Política do Bloqueio Continental

d) Política do “Grande Porrete” (Big Stick)

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

A Guerra do Paraguai (1864-1870) é considerada o maior conflito ocorrido na América do Sul até os dias atuais. Entre suas principais causas, pode-se citar:

a) O interesse da Inglaterra em comercializar seus produtos para os países da região, tendo em vista que Paraguai, Brasil e Argentina buscavam reduzir a dependência das importações inglesas.

b) O interesse do Paraguai em conquistar uma saída para o mar, anexando territórios de países vizinhos numa aliança com o Brasil.

c) O imperialismo defendido por Dom Pedro II na segunda metade do século XIX, que buscava conquistar novos territórios e garantir o domínio brasileiro no Mato Grosso.

d) A interferência brasileira na política uruguaia, que retirou Atanasio Aguirre, importante aliado do Paraguai, da presidência do país.

8º ano : História - Agitações políticas e nacionalismos no século XIX

A Unificação da Alemanha foi um evento político de grande importância no século XIX. Entre os eventos precursores dessa unificação, destaca-se a formação da Zollverein, que foi:

a) Uma aliança militar entre a Áustria, a Prússia e os demais estados germânicos.

b) Uma confederação formada por Napoleão Bonaparte na região do Reno, que permitiu um primeiro ensejo de unificação entre os povos germânicos.

c) Um partido político controlado pela elite proprietária da Prússia, que tomou o poder no país e liderou o processo de unificação nos anos seguintes.

d) Uma união aduaneira entre os Estados Germânicos, que propiciou o fortalecimento de laços entre os estados alemães.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

A imagem abaixo apresenta o quadro “A República”, pintado por Manuel Lopes Rodrigues em 1896.

Quadro ʼA Repúblicaʼ. Alegoria do novo modelo político no Brasil na década de 1890.
Quadro A República. Alegoria do novo modelo político no Brasil na década de 1890

Sobre essa imagem e seu simbolismo, assinale a alternativa INCORRETA:

a) A figura feminina representa a República Brasileira. Em seu trono, é possível ler o nome do país à época e o ano da Proclamação da República em algarismo romano.

b) As cores da roupa da personagem remetem às cores nacionais do Brasil, também presentes na bandeira nacional.

c) O nome “Estados Unidos do Brazil” foi o primeiro a ser adotado no governo republicano, sendo uma inspiração direta na história republicana dos EUA.

d) A espada na mão direita da personagem é uma homenagem à vitória dos republicanos na Guerra Civil de 1889, episódio que culminou na proclamação da República.

8º ano : História - Cultura e Sociedade no Brasil Imperial

"As camélias cultivadas em quilombo da Zona Sul tornaram-se símbolo do movimento negro em todo o Brasil. (...) Com o consentimento do proprietário, o local abrigava o Quilombo das Camélias, um dos mais atuantes na abolição da escravatura. O antigo grupo foi caracterizado pela luta política e pelo apoio de intelectuais, e as camélias que lá eram plantadas tornaram-se símbolo do movimento abolicionista (...). A escolha do plantio da flor tinha um profundo significado: na época, se dizia que o escravo só servia para cuidar de coisas brutas, que não tinha sensibilidade. Os abolicionistas queriam demonstrar exatamente o oposto. Escolheram plantar camélias no quilombo justamente por ser uma flor superdelicada..."

(Adaptado de: FOTI, Erick. Flores do Leblon e da abolição. Jornal da PUC, Rio de Janeiro, 17 nov. 2017. Disponível em: https://jornaldapuc.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=5414&sid=28. Acesso em: 22 ago. 2025.)

A simbologia da camélia no movimento abolicionista brasileiro representava:

a) A resistência armada dos quilombolas contra os proprietários de escravos e suas milícias.

b) A aliança política entre estrangeiros e lideranças negras na luta pela abolição.

c) A capacidade produtiva dos escravos em atividades agrícolas e ecológicas.

d) A contestação aos estereótipos racistas que negavam sensibilidade e refinamento aos escravizados.

e) A influência europeia na cultura brasileira através da introdução de espécies vegetais ornamentais.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

“A importância do Rio Grande do Sul para as potências do Prata era indiscutível. Caso ele se tornasse livre e autônomo para formar suas próprias associações como nação independente da Bacia do Prata, abriria muitas possibilidades de novas alianças e o fortalecimento das já existentes. (...) Uma aliança com a província de Entre Rios e Corrientes, e o Uruguai, poderia causar transtornos ao poderio político e econômico de Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires. Unido com o Uruguai, influenciaria na manutenção de sua independência. (...) Outras combinações poderiam ser feitas, entretanto, sob qualquer ângulo, um Rio Grande do Sul independente expressaria um Brasil mais enfraquecido.”

(Adaptado de: GOLÍN, Janaíta da Rocha. Líderes platinos na guerra civil Farroupilha. Revista Estudios Históricos, Ano VI, Nº 13, Dez. 2014 Montevidéu, Uruguai.)

A partir da análise do texto, compreende-se que a Revolução Farroupilha inseriu-se em um contexto geopolítico regional no qual:

a) O governo imperial brasileiro buscava expandir seu território na região do Prata através de alianças militares com Buenos Aires.

b) Embora interessadas na sorte da República Rio-Grandense, as potências platinas eram especialmente próximas do governo imperial brasileiro, o que impedia um posicionamento claro de seus líderes quanto ao conflito.

c) Uma eventual independência rio-grandense alteraria o equilíbrio de poder na região, fragilizando tanto o Império brasileiro quanto os interesses de Rosas em Buenos Aires.

d) Desde a Guerra da Cisplatina, o Uruguai dependia do apoio militar brasileiro e paraguaio para manter sua independência frente à ameaça argentina.

e) A unificação política da região platina sob domínio de Buenos Aires era o objetivo central dos líderes farroupilhas.

9º ano : História - Fim da Monarquia e a Proclamação da República

Texto I

"O cangaceiro que irrompe como uma cascavel doida deste monturo social significa, muitas vezes, a vitória do instinto da fome – fome de alimento e fome de liberdade – sobre as barreiras materiais e morais que o meio levanta"

(CASTRO, Josué de. Geografia da fome (o dilema brasileiro: pão ou aço). Rio de Janeiro, 10ª edição. Edições Antares, 1984. n.p.)

Texto II

"Em relação às elites locais, a atitude de Lampião variava entre abordagens pacíficas e confrontos para realizar saques e pilhagens. Ocasionalmente recebiam auxílio e proteção de coronéis em troca de favores e contratação de seus serviços. Portanto, o cangaço operava dentro das contradições e rivalidades dos coronéis, agindo conforme fosse mais conveniente para o bando."

(TODA MATÉRIA. Quem foi Lampião (cangaceiro): história resumida. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/lampiao-cangaceiro/.)

Os textos apresentam interpretações distintas sobre as motivações e a atuação dos cangaceiros. Compare as duas perspectivas e identifique a alternativa que expressa corretamente a ênfase de cada texto:

a) o Texto I caracteriza o cangaço como movimento irracional e instintivo, enquanto o Texto II enfatiza sua organização militar e hierárquica.

b) o Texto I destaca a violência indiscriminada contra a população, enquanto o Texto II ressalta o papel protetor dos cangaceiros nas comunidades sertanejas.

c) o Texto I interpreta o cangaço como movimento revolucionário organizado, enquanto o Texto II o reduz à simples criminalidade comum.

d) o Texto I enfatiza o viés marxista das lideranças do cangaço, enquanto o Texto II demonstra sua subordinação aos interesses dos coronéis.

e) o Texto I apresenta o cangaço como resposta à miséria e à opressão social, enquanto o Texto II evidencia sua atuação pragmática nas disputas entre as elites locais.

8º ano : História - Política e conflitos no Brasil Império

"Por onde passavam, os revoltosos obtinham apoios e adesões entre os mais pobres da província. As motivações para o grupo eram a oposição à política, a luta contra precárias condições de vida e contra o poder político e os portugueses. Na prática, há uma sobreposição entre dois grupos, pois os bem-te-vis e balaios tinham objetivos distintos; porém, a oposição ao poder da província unia os dois grupos."

(Adaptado de: FREITAS NETO, José Alves de e TASINAFO, Célio Ricardo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2006 p. 493)

O texto indica que a Balaiada reuniu grupos sociais com interesses diferentes. Essa característica do movimento pode ser explicada pelo fato de que:

a) Os líderes conseguiram fazer todos os grupos lutarem pelos mesmos objetivos, criando uma agenda política única.

b) A insatisfação com o governo da província era um ponto em comum, mesmo que cada grupo tivesse suas próprias reivindicações.

c) Todos os revoltosos eram da mesma classe social, o que tornava mais fácil chegar a um acordo sobre o que queriam.

d) O Maranhão vivia um período de riqueza econômica que beneficiava igualmente todos os grupos que participaram da revolta.

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