Questões por Ano Escolar e Matéria
A respeito da Revolução Puritana, assinale a alternativa INCORRETA:
A respeito da Revolução Puritana, assinale a alternativa INCORRETA:
a) A Revolução Puritana foi um conflito ocorrido durante o reinado de Charles I. Esse movimento aconteceu muito por conta da disputa que o rei tinha com o parlamento inglês.
b) Charles I, de ideias absolutistas, acreditava que as decisões centrais da política inglesa deveriam se basear em suas vontades. Portanto, seu intuito sempre foi diminuir os poderes do Parlamento.
c) Durante seu reinado, o parlamento inglês foi fechado 3 vezes sob suas ordens, o que demonstrava seu apego pelos ideais absolutistas.
d) Durante a guerra civil ocasionada pela Revolução Puritana surgiram dois grupos no Parlamento: os levellers e os diggers.
e) A Revolução Puritana encerrou com a vitória do exército de Charles I que, após assegurar seu trono, condenou a morte Oliver Cromwell, líder do exército inimigo.
Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:
Sobre o Ato Adicional (1834), assinale a alternativa correta:
a) O Ato Adicional foi um conjunto de propostas criado pelo Partido Conservador que visava descentralizar as decisões políticas no Brasil, gerando maior autonomia para as províncias.
b) O Ato Adicional foi o momento onde, por conta das diversas revoltas que estavam acontecendo no país após a abdicação de D. Pedro I, os políticos liberais entenderam ser melhor votar pelo retorno de um imperador para o país, solicitando um novo processo de colonização para os portugueses.
c) Entre as principais mudanças propostas pelo Ato Adicional, estava a mudança do modelo de regência, de Una para Trina. Portanto, com o Ato Adicional, o Brasil deixou de ter um regente apenas e passou a ter três.
d) Boa parte da autonomia que as províncias passaram a ter através do Ato Adicional de 1834 foi retirada na regência de Araújo Lima, do Partido Conservador, através da Lei Interpretativa do Ato Adicional, em 1840.
e) Diogo Feijó, membro do Partido Conservador, foi um grande defensor de criar autonomia para que as províncias pudessem tomar decisões importantes internamente. Isso porque, considerando o tamanho do Brasil, essa autonomia agilizaria processos e consequentemente auxiliaria a população, pois assim seus governantes poderiam ser mais assertivos de maneira mais rápida e eficaz.
2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era...
2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado para se referir aos:
A) Senhores de engenho de Olinda.
B) Soldados holandeses.
C) Comerciantes portugueses de Recife.
D) Escravizados africanos.
"À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma...
"À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma superioridade: não é por acaso que o exemplo parece vir de cima e, logo, é retomado pelas camadas médias da sociedade, desejosas de ascender socialmente. Esta imitação é um dos grandes veículos da difusão de boas maneiras: é exibindo os gestos prestigiosos que os burgueses adquirem estatuto nobre. (...) o ser de um homem se confunde com a sua aparência."
(RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 1998, p.11-13)
No argumento apresentado acima, a etiqueta e o comportamento eram importantes no Antigo Regime, pois:
a) Tornavam-se símbolos de prestígio e diferenciação numa sociedade profundamente hierarquizada.
b) Permitiam que a burguesia revelasse seu refinamento ao negar os símbolos de fidalguia e religiosidade.
c) Garantiam espaços sutis de contestação política e social, ao imitar a etiqueta real em situações de escárnio.
d) Favoreceram a rápida ascensão econômica da burguesia, que atuou na venda de produtos para a nobreza, tais quais tecidos luxuosos ou vasos de porcelana.
e) Suprimia a hierarquização existente na sociedade estamental, pois permitia aos mais pobres imitar os modos e os costumes da nobreza para serem aceitos.
"Esta teoria da balança comercial ditava os outros aspectos da...
"Esta teoria da balança comercial ditava os outros aspectos da política mercantilista. Para assegurar, na medida do possível, sua própria subsistência, o reino deveria desenvolver certas produções, reservar à sua marinha e a seus mercadores o controle de suas trocas exteriores, encorajar certos tráficos pela diminuição das taxas aduaneiras, desencorajar outros com tarifas proibitivas."
(DEYON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1978. p. 31-32)
O trecho acima descreve aspectos fundamentais da política econômica adotada pelos Estados europeus durante o Antigo Regime. De acordo com o texto, a política mercantilista caracterizava-se por:
a) Defender o livre comércio internacional como forma de estimular a concorrência e reduzir os preços dos produtos.
b) Promover a especialização econômica através da importação de produtos manufaturados e exportação de matérias-primas.
c) Incentivar a produção nacional e controlar as trocas comerciais por meio de tarifas diferenciadas conforme os interesses do Estado.
d) Estabelecer acordos comerciais multilaterais para facilitar a circulação de mercadorias entre diferentes reinos.
e) Priorizar a agricultura de subsistência em detrimento das atividades comerciais e manufatureiras.
TIRADENTES (painel - detalhe). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de...

ISBN: 978-85-7979-060-7
O painel de Portinari sobre Tiradentes, produzido na década de 1940, revela características específicas tanto em sua linguagem pictórica quanto em seu conteúdo histórico. A análise da obra permite identificar:
a) o uso de técnicas impressionistas europeias para criticar sutilmente o autoritarismo varguista.
b) a adoção estética neoclássica como forma de exaltação dos movimentos populares.
c) a utilização de elementos barrocos coloniais como forma de resistência cultural ao modernismo.
d) a incorporação de símbolos indígenas e africanos para valorizar a diversidade étnica brasileira.
e) o emprego de traços expressionistas e cubistas com temática histórica nacional para construir uma narrativa heroica.
"... observa-se que os revolucionários, de fato, procuraram evitar...
"... observa-se que os revolucionários, de fato, procuraram evitar uma identificação com os setores mais pobres da cidade. O professor João da Veiga Murici, um dos principais intelectuais do movimento, sugeriu que sob o governo independente a chamada “canalha” – denominação típica do período para caracterizar a população mais pobre – encontrava-se sob controle, e que só mesmo por parte dos adversários da revolução havia interesse em torná-la ameaçadora (...). Assim, na perspectiva rebelde a população cindia-se em dois grupos: o povo e a canalha, sendo que a revolução estaria identificada ao primeiro desses grupos."
(LOPES, Juliana Serzedello Crespim. Dossiê Revoltas: Sabinada. Biblioteca Virtual Consuelo Pondê. Disponível em: http://www.bvconsueloponde.ba.gov.br/category/dossie-revolltas-baianas/. Acesso em 10/11/2025).
A análise do trecho permite compreender um aspecto fundamental da composição social da Sabinada no contexto da Bahia oitocentista. A distinção entre "povo" e "canalha" estabelecida pelos revolucionários revela
a) a natureza popular e inclusiva do movimento, que buscava incorporar todos os segmentos sociais da província baiana.
b) o caráter abolicionista da revolta, que pretendia mobilizar escravizados e libertos contra a elite escravocrata local.
c) a influência das ideias socialistas europeias, que propunham a luta de classes como motor da transformação social.
d) a tentativa de estabelecer uma república federalista que garantisse direitos políticos iguais a toda a população.
e) o perfil predominantemente das camadas médias urbanas do movimento, que temia a participação efetiva dos setores mais pobres.
Antes de sua independência, o Haiti compunha a conhecida Colônia de...
Antes de sua independência, o Haiti compunha a conhecida Colônia de São Domingos, pertencente aos domínios franceses. Sobre a Colônia de São Domingos e sua economia, é correto afirmar que:
a) Tratava-se de uma das principais produtoras de açúcar da América, mantida pelo trabalho escravo africano e produzida em grandes propriedades agrícolas.
b) Foi alvo de uma pioneira reforma agrária que elevou a produção de açúcar e de café, o que tornou a Colônia alvo de interesses estrangeiros, sobretudo da Inglaterra.
c) São Domingos contava com uma numerosa população indígena que era utilizada com o apoio de Jesuítas na lavra de produtos coloniais, como o açúcar, o café e o cacau.
d) Era considerada a mais avançada e progressista das colônias americanas, contando mesmo com uma industrialização incipiente e um considerável mercado consumidor interno.
Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da...
Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da Revolta dos Malês planejaram secretamente uma data ideal para o início da Revolta. Sobre tal estratégia, os revoltosos:
a) Marcaram o início da Revolta na data da decretação da Derrama, cobrança de impostos forçada que provocava elevada insatisfação na população local.
b) Almejavam que a revolta ocorresse no fim do Ramadã, período de celebração religiosa muçulmana, numa data que também coincidia com uma importante celebração religiosa católica.
c) Organizaram-se para que a Revolta ocorresse no Domingo de Páscoa, data de celebração católica e sem importância para o mundo islâmico.
d) Pretendiam se aproveitar da data da troca do governador local, recém-indicado pela Regência de Diogo Feijó.
"O levante fracassou por diversas razões (...). O mais grave, para...
"O levante fracassou por diversas razões (...). O mais grave, para eles, porém, foi que seus inimigos eram muitos e se uniram: toda a população livre da Bahia — branca e mulata, rica ou miserável — se articulou, por laços de interesse, solidariedade ou medo, contra a insurreição africana. A rebelião foi derrotada. Mas a derrota nunca significou o fim da luta pela liberdade, como uma utopia próxima da realidade."
(SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015 p. 257)
A partir da leitura do trecho acima, conclui-se que um dos principais motivos para o fracasso da Revolta dos Malês foi:
a) A superioridade numérica dos rebeldes africanos, que acabou gerando confusão tática durante os combates em Salvador.
b) A falta de interesse dos escravos em obter a liberdade, preferindo manter as condições de trabalho da época.
c) O isolamento dos revoltosos africanos, que enfrentaram uma união de diversos setores da sociedade livre, motivados pelo medo de uma insurreição negra generalizada.
d) O apoio das tropas inglesas ao governo brasileiro, que garantiu armas modernas para a repressão do movimento muçulmano.