Transformadores: o que são, fórmula e exercícios

Ana Lucia Souto
Ana Lucia Souto
Professora de Física e Ciências

Um transformador é um dispositivo formado por duas bobinas de fio enroladas em um mesmo núcleo, geralmente de ferro, que serve para aumentar ou diminuir a tensão de uma corrente alternada. É ele que transforma a altíssima tensão que viaja pelos fios da rua nos 127 V ou 220 V que chegam à tomada de casa.

A relação entre as tensões e o número de voltas de fio (espiras) de cada bobina é dada pela fórmula:

U um sobre U dois igual a N um sobre N dois

Em que U1 e N1 são a tensão e o número de espiras do primário (a bobina ligada à fonte), e U2 e N2 são a tensão e o número de espiras do secundário (a bobina que entrega energia ao circuito seguinte).

O transformador é elevador quando o secundário tem mais espiras e a tensão aumenta, e abaixador quando o secundário tem menos espiras e a tensão diminui. Em nenhum dos casos ele cria energia: ao elevar a tensão, reduz a corrente na mesma proporção.

Transformador cilíndrico cinza instalado em um poste de energia elétrica de uma rua residencial brasileira.
O cilindro cinza do poste é um transformador abaixador: ele recebe a energia em alta tensão e a entrega às casas em 127 V ou 220 V.

Neste conteúdo você encontra:

Como funciona um transformador

O transformador funciona por indução eletromagnética. Quando uma corrente alternada percorre o primário, ela produz um campo magnético que varia o tempo todo. O núcleo de ferro conduz e concentra esse campo até o secundário, onde a variação do fluxo magnético induz uma tensão.

São três as partes que importam:

Parte Função
Primário Bobina ligada à fonte de tensão; recebe a energia e produz o campo magnético variável.
Núcleo de ferro Caminho comum às duas bobinas; conduz e concentra o campo magnético do primário até o secundário.
Secundário Bobina onde a tensão é induzida; entrega energia ao circuito seguinte.
Esquema das partes de um transformador: bobina do primário ligada à corrente alternada, núcleo de ferro ao centro e bobina do secundário ligada ao circuito alimentado.
O primário recebe a energia, o núcleo de ferro leva o campo magnético até o outro lado e o secundário entrega a tensão ao circuito seguinte.

As duas bobinas não se tocam eletricamente. Toda a transferência acontece pelo campo magnético que atravessa o núcleo, e é por isso que o núcleo comum é indispensável: duas bobinas enroladas em núcleos separados praticamente não trocam energia, porque o campo produzido por uma quase não chega à outra.

Pelo mesmo motivo, um eletroímã não é um transformador. Um prego de ferro com um único fio enrolado tem bobina e núcleo, mas não tem secundário, que é justamente onde a tensão seria induzida.

Fórmula do transformador

Como as duas bobinas compartilham o mesmo núcleo, ambas estão submetidas à mesma variação de fluxo magnético. Por isso, a tensão induzida em cada bobina é proporcional ao seu número de espiras: dobrar o número de espiras dobra a tensão.

U com 1 subscrito sobre U com 2 subscrito espaço igual a espaço estreito N com 1 subscrito sobre N com 2 subscrito

U1: tensão no primário (V)
U2: tensão no secundário (V)
N1: número de espiras do primário
N2: número de espiras do secundário

A relação vale para um transformador ideal, em regime permanente de corrente alternada. Ela não se aplica ao instante de ligar ou desligar o circuito.

Como calcular a tensão no secundário

Isolando U2 na fórmula, temos:

U dois igual a U um vezes N dois sobre N um

Exemplo. Um transformador de campainha tem N1 = 800 espiras no primário e N2 = 200 espiras no secundário, e está ligado a uma tomada de 220 V. A tensão no secundário é:

U dois igual a 220 vezes 200 sobre 800 igual a 55 volts

A tensão entregue é de 55 V, porque o secundário tem um quarto das espiras do primário.

Como calcular o número de espiras

Quando o dado desconhecido é o número de voltas de fio, basta isolar N1 ou N2:

N um igual a N dois vezes U um sobre U dois

Exemplo. Um transformador abaixador fornece 12 V a partir da rede de 127 V, e seu secundário tem 60 espiras. Então N1 = 60 · 127/12 = 635 espiras.

Repare no sentido do resultado: como a tensão diminui, o primário precisa ter mais espiras que o secundário. Se a conta devolver um número menor, a razão foi invertida.

Transformador elevador, abaixador e de isolamento

A comparação entre N1 e N2 classifica o transformador:

Tipo Relação entre as espiras Efeito na tensão Exemplo
Elevador N2 > N1 Aumenta a tensão e reduz a corrente Saída da usina: de 13,8 kV para 138 kV
Abaixador N2 < N1 Reduz a tensão e aumenta a corrente Transformador de poste: de 13,8 kV para 127 V
De isolamento N2 = N1 Não altera a tensão Equipamentos que precisam ficar eletricamente separados da rede

O transformador de isolamento parece inútil à primeira vista, mas tem função própria: ele mantém o circuito de entrada e o de saída eletricamente separados, já que a transferência acontece pelo núcleo e não por ligação direta.

Vale notar que a razão entre as espiras pode ser fracionária, como 12/127, mas cada bobina sempre tem um número inteiro de voltas de fio: não existe meia espira.

Por que o transformador só funciona em corrente alternada

Ter duas bobinas e um núcleo comum não basta. Pela Lei de Faraday, só existe tensão induzida enquanto o fluxo magnético varia através da bobina:

épsilon igual a menos N vezes delta fi sobre delta t

A corrente alternada muda de valor e de sentido periodicamente — na rede brasileira, 60 vezes por segundo (60 Hz). Isso mantém o fluxo no núcleo em variação contínua e, portanto, mantém a tensão no secundário.

Já uma corrente contínua constante, como a de uma pilha, estabelece o campo magnético nos primeiros instantes e depois o mantém fixo. Sem variação de fluxo, a tensão induzida no secundário cai a zero.

Dois gráficos de fluxo magnético em função do tempo: à esquerda uma reta constante na corrente contínua, à direita uma onda que oscila na corrente alternada.
À esquerda, o fluxo não muda e não há tensão induzida. À direita, o fluxo varia o tempo todo, e é isso que sustenta a tensão no secundário.

O que a física exige, portanto, é a variação do fluxo — a corrente alternada é apenas a forma prática de garanti-la de modo contínuo. Uma corrente contínua que aumentasse aos poucos também induziria tensão enquanto estivesse aumentando, e ao ligar ou desligar uma corrente contínua há um pulso breve de tensão induzida. O sentido dessa corrente induzida é dado pela Lei de Lenz.

Tensão e corrente: o transformador não cria energia

Se um transformador eleva a tensão dez vezes, ele entrega dez vezes mais energia? Não. A potência elétrica é o produto da tensão pela corrente (P = U · i) e, em um transformador ideal, a potência que entra pelo primário é igual à que sai pelo secundário:

U1 · i1 = U2 · i2

Ou seja, o transformador troca tensão por corrente. Quando a tensão sobe, a corrente desce na mesma proporção; quando a tensão desce, a corrente sobe.

Gráfico em forma de hipérbole relacionando tensão e corrente em um transformador, para uma potência elétrica constante de 1 000 W.
Todos os pontos da curva representam a mesma potência: subir a tensão dez vezes faz a corrente cair dez vezes.

Exemplo. Um transformador recebe 220 V com corrente de 2 A e entrega 10 V. A potência de entrada é P1 = 220 · 2 = 440 W. Como o transformador é ideal, P2 = 440 W, e a corrente no secundário é:

i dois igual a P dois sobre U dois

Logo, i2 = 440/10 = 44 A. A tensão caiu 22 vezes e a corrente subiu 22 vezes.

Por isso, um dispositivo que dobrasse a tensão e a corrente ao mesmo tempo é impossível: a potência de saída seria quatro vezes a de entrada, o que violaria a conservação de energia.

Rendimento do transformador

Em um transformador real, nem toda a potência que entra chega ao secundário. Uma parte vira calor, e o rendimento (η) mede quanto da potência de entrada é efetivamente entregue:

eta igual a P dois sobre P um

O valor de η fica sempre entre 0 e 1 (ou entre 0% e 100%), porque a potência de saída nunca pode superar a de entrada. Um rendimento anunciado de 105% é impossível: significaria criar energia.

As perdas têm três origens principais:

  • Efeito Joule nos enrolamentos — os fios têm resistência elétrica e aquecem com a passagem de corrente;
  • Correntes de Foucault — correntes parasitas induzidas dentro do próprio núcleo, que o aquecem;
  • Histerese — a resistência do material do núcleo a inverter sua magnetização a cada ciclo da corrente alternada.
Diagrama do fluxo de energia em um transformador real: potência de entrada de 100 W, potência de saída de 92 W e 8 W perdidos como calor.
Nem toda a potência que entra sai como potência útil no secundário: uma parte se dissipa como calor.

Exemplo. Um transformador recebe 100 W e entrega 92 W. Seu rendimento é:

eta igual a 92 sobre 100 igual a 0,92 igual a 92 por cento

Dos 100 W recebidos, 92 W chegam ao secundário e 8 W se transformam em calor pelo efeito Joule e pelas perdas no núcleo. É por isso que um transformador que esquenta muito e zumbe alto costuma ter rendimento menor do que um equivalente mais frio e silencioso.

Por que a energia elétrica é transmitida em alta tensão

Todo fio tem resistência elétrica, e parte da energia transportada se dissipa como calor. A potência perdida em uma linha de transmissão é:

Pperda = R · i2

Como a perda cresce com o quadrado da corrente, reduzir a corrente é muito mais eficaz do que reduzir a resistência dos cabos. E, para uma mesma potência transmitida, a única forma de reduzir a corrente é aumentar a tensão.

Exemplo. Para transmitir 1 MW (1 000 000 W) em uma linha:

  • a 1 000 V, a corrente é i = 1 000 000/1 000 = 1 000 A, e a perda é proporcional a 1 000² = 1 000 000;
  • a 100 000 V, a corrente é i = 1 000 000/100 000 = 10 A, e a perda é proporcional a 10² = 100.

Na mesma linha, a perda em 100 000 V é dez mil vezes menor. É o transformador elevador instalado na saída da usina que torna essa transmissão possível.

Depois da viagem em alta tensão, a energia precisa ser rebaixada em etapas até chegar à tomada:

Etapa Tensão aproximada Transformador envolvido
Geração na usina 13,8 kV Elevador, na saída da usina
Linha de transmissão 230 kV, 345 kV, 500 kV, 525 kV ou 765 kV —
Subestação de distribuição Tipicamente 13,8 kV Abaixador
Rede residencial 127 V ou 220 V Abaixador, no transformador de poste

No Brasil, 765 kV é a maior tensão em operação comercial, usada por exemplo na transmissão a partir de Itaipu. Mesmo assim, há perdas: em 2025, as perdas na rede de distribuição corresponderam a 14,3% da energia injetada nessa rede, sendo 7,2% de perdas técnicas e 7,1% de perdas não técnicas, segundo a ANEEL.

Elevar a tensão indefinidamente também não resolveria tudo, porque tensões maiores exigem isolamento mais robusto em cabos e torres, o que encarece a infraestrutura. Por isso se adotam tensões padronizadas, que equilibram perdas e custo de construção.

Fórmulas de transformadores para a prova

Relação entre tensões e espiras: U1/U2 = N1/N2

Conservação de potência (ideal): U1 · i1 = U2 · i2

Rendimento: η = P2/P1

Perda na linha de transmissão: Pperda = R · i2

Classificação: N2 > N1 é elevador; N2 < N1 é abaixador; N2 = N1 é de isolamento.

Exercícios sobre transformadores

Responda às questões a seguir e confira o gabarito explicado logo depois de cada resposta.

Qual das situações a seguir descreve corretamente um transformador?

a) Uma única bobina enrolada em um prego de ferro e ligada a uma pilha.

b) Duas bobinas, cada uma em seu próprio núcleo de ferro separado, sem contato entre os núcleos.

c) Duas bobinas enroladas no mesmo núcleo de ferro, uma ligada à fonte e a outra ligada a um aparelho.

d) Uma bobina com muitas voltas de fio ligada a uma tomada de 220 V.

e) Duas bobinas ligadas diretamente uma à outra por um fio, sem núcleo entre elas.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a c: as duas bobinas compartilham o mesmo núcleo de ferro, uma recebe energia da fonte (primário) e a outra entrega energia ao circuito seguinte (secundário).

A alternativa a falha porque descreve apenas uma bobina: falta o secundário, que é onde a tensão seria induzida. A alternativa b falha porque sem um caminho magnético comum o acoplamento entre as bobinas é muito fraco. A alternativa d falha porque o número de voltas não substitui a existência de duas bobinas com funções diferentes. A alternativa e falha porque o transformador depende do acoplamento magnético pelo núcleo, e não de ligação elétrica direta.

Um transformador ideal tem 800 espiras no primário e 200 espiras no secundário. O primário está ligado a uma tomada de 220 V, em corrente alternada. Qual é a tensão no secundário?

a) 880 V

b) 55 V

c) 220 V

d) 110 V

e) 20 V

Gabarito explicado

A alternativa correta é a b: o secundário tem um quarto das espiras do primário, então a tensão cai na mesma proporção.

Aplicando U2 = U1 · N2/N1, temos U2 = 220 · 200/800 = 220 · 0,25 = 55 V.

A alternativa a falha porque inverte a razão entre as espiras, multiplicando a tensão em vez de dividi-la. A alternativa c falha porque ignora que o secundário tem menos espiras e, portanto, tensão menor. A alternativa d falha porque corresponde a dividir a tensão por 2, e não por 4. A alternativa e falha porque usa a diferença entre os números de espiras, quando a relação correta depende da razão entre eles.

Um transformador ideal eleva a tensão de 100 V para 1 000 V. O que acontece com a corrente no secundário, em comparação com a corrente no primário?

a) Aumenta dez vezes, porque tensão e corrente crescem juntas.

b) Permanece igual, porque a corrente não depende da tensão.

c) Aumenta cem vezes, porque a potência é o produto da tensão pela corrente.

d) Diminui, mas não é possível saber quanto sem conhecer a potência.

e) Diminui dez vezes.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a e: em um transformador ideal a potência se conserva, ou seja, U1 · i1 = U2 · i2. Se a tensão aumenta dez vezes, a corrente precisa diminuir dez vezes para que o produto continue o mesmo.

A alternativa a falha porque suporia que o transformador cria potência: tensão e corrente variam em proporção inversa. A alternativa b falha porque em um transformador as duas grandezas estão ligadas pela conservação da potência. A alternativa c falha porque aumentaria a potência de saída em mil vezes, o que violaria a conservação de energia. A alternativa d falha porque a razão entre as correntes depende apenas da razão inversa entre as tensões: o valor da potência não é necessário.

Um transformador real recebe 2 000 W no primário e tem rendimento de 96%. Qual é a potência entregue no secundário?

a) 2 080 W

b) 2 000 W

c) 80 W

d) 1 920 W

e) 1 040 W

Gabarito explicado

A alternativa correta é a d: o rendimento de 96% corresponde a 0,96, então P2 = 0,96 · 2 000 = 1 920 W.

A alternativa a falha porque trata o rendimento como acréscimo de potência, quando ele é uma fração da potência de entrada. A alternativa b falha porque ignora as perdas, embora o rendimento informado seja menor que 100%. A alternativa c falha porque 80 W é a potência perdida como calor, e não a potência entregue ao secundário. A alternativa e falha porque corresponde a reduzir a potência à metade, o que não tem relação com o rendimento dado.

Uma usina precisa enviar 100 MW a uma cidade distante. Comparando o envio dessa potência em 13,8 kV, na saída do gerador, ou em 500 kV, depois de um transformador elevador, o que acontece com as perdas por efeito Joule na linha?

a) As perdas são muito menores em 500 kV, porque a corrente necessária é menor e a perda cresce com o quadrado da corrente.

b) As perdas são iguais, porque a potência transmitida é a mesma nos dois casos.

c) As perdas são maiores em 500 kV, porque tensões mais altas são mais perigosas.

d) Em 500 kV é necessária uma corrente maior para transportar a mesma potência.

e) As perdas são menores em 500 kV, mas apenas porque o cabo usado é mais grosso.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a a: para uma potência fixa, aumentar a tensão reduz a corrente; como Pperda = R · i2, uma corrente menor reduz muito a potência dissipada na linha.

A alternativa b falha porque a perda depende da resistência da linha e do quadrado da corrente, não apenas da potência transmitida. A alternativa c falha porque o risco elétrico exige cuidados de segurança, mas não aumenta a dissipação por efeito Joule. A alternativa d falha porque inverte a relação: para a mesma potência, uma tensão maior exige uma corrente menor. A alternativa e falha porque a redução vem da queda da corrente, e não da espessura do cabo, que nem foi alterada.

Para treinar o tema com questões de todos os tópicos do assunto, resolva os exercícios sobre eletromagnetismo com gabarito resolvido. Se o seu ponto fraco for a parte de potência e consumo, comece pelos exercícios sobre potência elétrica.

Perguntas frequentes

Para que serve um transformador?

Serve para aumentar ou diminuir a tensão de uma corrente alternada. Na rede elétrica, transformadores elevadores aumentam a tensão para a transmissão a longa distância (reduzindo as perdas) e transformadores abaixadores reduzem a tensão antes do uso nas casas. Também aparecem em carregadores, fontes de equipamentos e campainhas.

Qual é a fórmula do transformador?

A fórmula principal é U1/U2 = N1/N2, que relaciona as tensões aos números de espiras do primário e do secundário. Em um transformador ideal vale também U1 · i1 = U2 · i2, porque a potência se conserva.

Qual a diferença entre transformador elevador e abaixador?

No elevador, o secundário tem mais espiras que o primário, e a tensão de saída é maior que a de entrada. No abaixador, o secundário tem menos espiras, e a tensão de saída é menor. Em ambos, a corrente varia em sentido oposto ao da tensão.

Por que um transformador não funciona ligado a uma pilha?

Porque a pilha fornece corrente contínua constante. Depois dos primeiros instantes, o fluxo magnético no núcleo para de variar e, sem variação de fluxo, não há tensão induzida no secundário. Usar uma pilha mais forte não resolve: o que falta é variação, não intensidade.

O transformador aumenta a energia elétrica?

Não. Ele apenas redistribui tensão e corrente mantendo a potência praticamente constante. Em um transformador real, a potência de saída é até um pouco menor que a de entrada, porque parte dela se dissipa como calor.

Para ver como esse dispositivo se encaixa no conjunto do assunto, da origem do campo magnético até os geradores, vale revisar o conteúdo geral de eletromagnetismo.

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Ana Lucia Souto
Ana Lucia Souto
Professora de Ciências e de Física da Educação Básica e do Ensino Superior, tendo iniciado a docência em 1990. Bacharel em Física, Mestre e Doutora em Biofísica e PhD em Biologia Estrutura - Universidade de São Paulo, USP.

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