Arthur Bernardes


Arthur Bernardes foi o 12° Presidente da República durante o período da República Velha (1889-1930), e governou o país de 1922 a 1926.

Fez parte da política do café com leite, liderada pelas oligarquias dos estados de São Paulo (grande produtor de café) e Minas Gerais (grande produtora de leite), os quais, se alternavam no poder.

Biografia

Arthur da Silva Bernardes nasceu em Viçosa, Minas Gerais, dia 8 de agosto de 1875. Filho do português Antônio da Silva Bernardes, funcionário público e de Maria da Silva Bernardes, cursou os estudos primários no Estado de Minas e, mais tarde, conclui o curso de Direito na Universidade de São Paulo, bacharelando-se em 1910.

Casou-se com Célia Vaz de Melo. Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de março de 1955, com 79 anos.

Arthur BernardesArthur Bernardes foi o 12º presidente do Brasil

Governo de Arthur Bernardes

Arthur Bernardes, do Partido Republicano Mineiro (PRM) antes de assumir a presidência do país, teve uma importante carreira política, foi deputado e Senador do estado de Minas Gerais, sendo mais tarde eleito Presidente de Minas Gerais (1918-1922).

Disputou o cargo de presidente da república com o carioca Nilo Peçanha, do qual saiu vitorioso, com 466.877 votos contra 317.714 de seu adversário. Assumiu o cargo dia 15 de novembro de 1922, após o governo de Epitácio Pessoa.

Durante seu governo, a instabilidade tanto política quanto econômica foi marcante, visto que governou no estado de sítio (medida de proteção do estado), enfrentando diversos movimentos tenentistas que se espalhavam pelo país (Revolução de 1924, Coluna Prestes e Comuna de Manaus) e movimentos operários, bem como lidou com uma inflação desenfreada, decorrente do final da Primeira guerra mundial.

No geral, Arthur adotou medidas autoritárias para combater os focos de revoltas pelo país, marcando assim, um governo repressivo, o qual restringiu a liberdade da imprensa. Com o intuito de equilibrar a economia do Brasil, propôs cortes nos gastos públicos, realizou empréstimos e o aumentou os impostos. Findou seu mandato dia 15 de novembro de 1926, sendo eleito Senador da República, cargo que exerceu até 1930.

Participou da Revolução de 1930 sendo preso em 1932, uma vez que esteve envolvido com a Revolução Constitucionalista, de cunho antigetulista.

Permaneceu exilado em Lisboa, durante dois anos, quando retorna ao Brasil, em 1934. Até sua morte exerceu outros cargos na política: Deputado Federal Constituinte (1945) e Deputado Federal (1950), cargo que exerceu até o final da vida, em 1955.

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