Brasil Império


O Brasil Império foi o período da História do Brasil que teve seu início com a aclamação do Imperador D. Pedro I, em 1822, e se prolongou até a Proclamação da República, em 1889.

Primeiro Reinado (1822-1831)

D. Pedro I (1798-1834) foi aclamado “Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil”, fato que se oficializou no dia 12 de outubro de 1822. Era o início do Império, embora a coroação apenas tenha sido realizada no dia 1º de dezembro de 1822.

Depois de coroado, D. Pedro teve que enfrentar a difícil situação criada por algumas províncias onde as Juntas Governamentais eram dominadas por portugueses.

A separação entre o Brasil e Portugal não foi aceita, e declarando-se fieis às Cortes de Lisboa não o reconheciam como governante.

A Constituição do Brasil Império

A Assembleia Constituinte foi convocada por D. Pedro I, no dia 3 de junho de 1822, no entanto, só se reuniu pela primeira vez no dia 3 de maio de 1823, para elaborar a primeira Constituição do Brasil.

A declaração de D. Pedro de que defenderia a pátria e a constituição desde que “fosse digna dele e do Brasil”, desencadeou vários desentendimentos entre os deputados liberais radicais e o imperador, o que levou D. Pedro a dissolver a Assembleia seis meses depois.

Depois da dissolução da Assembleia, D. Pedro escolheu uma comissão de dez pessoas de sua confiança e encarregou-as de elaborar uma Constituição para o País.

Em 16 dia estava pronta, baseada no projeto que fora elaborado pela Constituinte. No dia 25 de março de 1824, D. Pedro I jurou obedecer a Carta Magna que outorgava no Brasil.

A Constituição de 1824 concentrava grandes poderes nas mãos do imperador e reservava o exercício da atividade política para a classe privilegiada. A política absolutista e pró-lusitana recebeu críticas de diversas províncias.

Entre elas estava a Confederação do Equador, que estourou em Pernambuco em 1824. O estado era um tradicional centro revolucionário do País. A nova revolução teve adesão da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará.

O movimento revolucionário conseguiu por pouco tempo, manter um governo revolucionário. A repressão foi violenta e um dos líderes, o popular pernambucano, Frei Caneca (1779-1825), foi preso e fuzilado.

Para saber mais: Absolutismo e Brasil Colônia.

A Abdicação de D. Pedro I

D. Pedro I enfrentou grande dificuldade financeira durante seu governo. A população sofreu os efeitos da crise generalizada. O absolutismo, a violenta repressão à Confederação do Equador, os constantes empréstimos, a falência do Banco do Brasil, entre outros fatores, contribuíram para alabar o prestígio do imperador.

Depois de dez anos no governo do Brasil, D. Pedro I abdicou de seus direitos do trono brasileiro, deixando para seu filho mais velho, Pedro de Alcântara (1499-1562), que tinha pouco mais de cinco anos de idade, e só reinou mais tarde, com o título de D. Pedro II.

As Regências (1831-1840)

A Constituição de 1824 determinava que o Império seria governado por uma regência. A medida foi tomada porque o imperador era menor de idade. A regência era composta por três membros, e governaria o Brasil até a maioridade do imperador.

Nesse período, governou o Império a Regência Trina Provisória (1831); a Regência Trina Permanente (1831-1835).

Em 1934 foram introduzidas algumas alterações importantes no texto constitucional, entre elas, a eleição de um regente único do Império.

Leia mais sobre o Ato Adicional de 1834.

Realizada as eleições, foi eleito o padre Antônio Feijó (1859-1917), que tomou posse em 12 de outubro de 1835.

A Regência de Diogo Antônio Feijó governou até o ano de 1837, quando depois de sucessivas crises, Feijó renunciou ao cargo de regente.

No dia 22 de abril de 1838, Pedro de Araújo Lima (1793-1870) foi escolhido como novo regente. A Regência de Araújo Lima não conseguiu afastar o clima de insatisfação reinante.

A antecipação da maioridade de D. Pedro II era apresentada como solução para a luta entre facções políticas e para as rebeldias nas províncias, pois o imperador seria um poder neutro.

A maioridade antecipada do imperador foi proclamada dia 23 de julho de 1840, perante a Assembleia Geral. Ele subiu ao trono com a idade de 14 anos e 7 meses.

No período regencial ocorreram diversas crises políticas, marcadas por rebeliões populares contra a fome e a miséria, entre elas:

O Segundo Reinado (1840-1889)

D. Pedro II governou o Brasil durante quase meio século. O início desse período foi marcado pelas lutas partidárias pelo poder, dando origem às Revoluções Liberais de São Paulo e de Minas Gerais.

A Revolução Praieira foi outro movimento de caráter liberal que aconteceu em Pernambuco. Só a partir de 1850, o Império conheceu a fase de calmaria na política interna.

A política externa do Brasil, durante o Segundo Reinado esteve voltada para o equilíbrio sul-americano. O objetivo básico era manter a livre navegação dos rios platinos (Prata, Uruguai, Paraná, e Paraguai).

O Brasil empreendeu três campanhas políticas na região do rio da Prata no período de 1851 e 1870. Foram: a Campanha contra Oribe (Uruguai); a Campanha contra Rosas (Argentina) e a Campanha contra Aguirre (Uruguai).

Economia e Sociedade no Segundo Reinado

O açúcar, o algodão, o cacau, o tabaco e a borracha representaram parte significativa da produção agrícola durante o Império. Na Região Sudeste, o café foi responsável pelo aparecimento da aristocracia do Segundo Reinado.

A abolição da escravatura, em 1888, gerou profunda crise nas zonas cafeeiras. O braço escravo começou a ser substituído pelo trabalho livre do imigrante europeu, que acentuou-se em 1848, quando ocorriam na Europa várias crises políticas.

A indústria brasileira teve grande impulso em 1844. Foram construídas estradas de ferro, estradas de rodagens, bancos, usinas de açúcar etc. Entre os empresários da segunda metade do século XIX, destacou-se o Barão de Mauá.

Brasil República

A crise do império e a consequente Proclamação da República foram decorrência direta das transformações econômicas e sociais da segunda metade do século XIX.