Brincadeiras Folclóricas

Daniela Diana

As brincadeiras folclóricas reúnem diversos jogos tradicionais e populares.

São muito utilizadas na educação infantil, pois além de divertirem, trabalham com a cognição, a coordenação, a criatividade, a concentração e desenvolve a interação social das crianças.

Essas brincadeiras são passadas de geração em geração e normalmente não possuem um autor definido. Portanto, elas podem sofrer algumas modificações, seja no nome ou nas regras, dependendo da região do país.

Lembre-se que o folclore reúne diversas expressões de caráter popular, como as lendas, músicas, cantigas, danças, crenças, festas, provérbios, adivinhações, anedotas, parlendas, etc.

Brinquedos Tradicionais

pião
Pião, um dos brinquedos mais populares

Os brinquedos tradicionais são objetos que envolvem (ou não) uma brincadeira popular, por exemplo:

  • Bolas de gude: bolinhas de vidro coloridas utilizadas em jogos de grupos, onde uma bola é lançada acima da outra (do concorrente).
  • Pipas (papagaio): produzidas de vareta de madeira (ou bambu) e papel de seda colorido, as pipas são feitas para fazer manobras acrobáticas no céu.
  • Pião: geralmente é feito de madeira e possui uma ponta metálica. Com uma corda enrolada ao pião, a pessoa lança o objeto, que realiza diversos rodopios.
  • Estilingue: objetos feitos de galhos em forma de forquilha e tiras de borracha. São utilizados para disparar pedras ou qualquer objeto pequeno, como grãos.
  • Figurinhas: pequenas cartas temáticas em que as crianças fazem coleção e realizam trocas entre elas. Há alguns álbuns destinados para colagem. As figurinhas podem ser usadas num jogo popular de "bater figurinha". Nesse caso, são reunidas num monte, a pessoa bate e as cartas que virar são dela.

Jogos Populares

Os jogos populares são brincadeiras tradicionais e que podem ser jogadas individualmente ou em grupo.

Amarelinha

amarelinha
Tela do artista Ivan Cruz representando a brincadeira da amarelinha

Jogada em grupo, no chão é desenhada uma sequência de uma e depois duas quadras. São feitos dez quadrados e cada um leva um número (de 1 a 10).

Com uma pedra, por exemplo, cada jogador deve acertar na casa dos números em sequências e ir pulando (com um e dois pés) cada quadra, até chegar no final.

O jogador não pode pisar no número que está a pedra, nem nas linhas dos quadrados. Assim, ganha quem conseguir atingir todos os números e pular sem pisar fora ou na quadra que está lançada a pedra.

Pega-Pega

brincadeira pega-pega
Ilustração antiga representando a brincadeira de pega-pega

Em grupo, uma pessoa é escolhida para ser o pegador de outras. Assim que este encosta a mão em outras, a pessoa fica fora de jogo. O objetivo é tocar em todos os jogadores.

Há diversas versões dessa brincadeira popular. Uma delas é quando o pegador toca numa pessoa, essa muda sua posição e passa a pegar as outras.

Esconde-Esconde

esconde esconde
A Turma da Mônica brincando de esconde-esconde

Brincadeira em grupo onde uma pessoa fica encarregada de contar (geralmente até 10) e de olhos fechados, até que os outros se escondem.

O local onde a pessoa realizou a contagem é utilizado para imunizar os outros, o qual é chamado de "pique". Por isso, em alguns lugares essa brincadeira é também conhecida por pique-esconde.

Se o último jogador conseguir atingir o pique e dizer a frase "salvo o mundo", todos os jogadores que foram pegos ficam salvos. A partir disso, a mesma pessoa deve realizar a contagem novamente.

Pular Corda

pular corda
Tela de Ricardo Ferrari retrata crianças pulando corda

Atividade realizada individualmente ou em grupo. Quando envolve mais pessoas, duas delas balançam e rodam a corda, para que outra pule.

Se a pessoa que pula pisar na corda, é a vez de outro jogador. Essa atividade também pode envolver músicas populares, cantadas pelas pessoas que balançam a corda.

Passa Anel

passa anel
Ilustração de crianças brincando de passa-anel

Atividade em grupo, onde um é escolhido para passar o anel pela mão de outras crianças. Em fila, todos os participantes permanecem com as mãos unidas e entreabertas em forma de concha.

Assim, o passador deixa discretamente o anel na mão de algum jogador e por fim, escolhe outro jogador para adivinhar com quem ficou o anel. Se este não conseguir acertar, começa novamente com aquele que ficou com o anel.

Cabo de guerra

cabo de guerra brincadeira
Tela Cabo-de-guerra, de Ricardo Ferrari

Brincadeira formada por dois grupos. É utilizada uma corda e desenhado um limite no chão. Ao começar, cada grupo puxa a corda, até que os adversários passem da linha marcada. Assim, o grupo mais forte vence o jogo.

Gato-Mia

gato mia brincadeira
Charge de humor com a brincadeira Gato Mia

Da mesma forma que a cobra-cega, o gato-mia é um tipo de brincadeira que envolve um grupo de pessoas. A diferença é que quando a pessoa vendada encosta em outra, essa faz um som de miado.

Através do som, a pessoa vendada deve adivinhar quem é. Se ela adivinhar, o jogo passa para a pessoa tocada. Do contrário, ela recomeça. Essa brincadeira também pode ser jogada num local escuro.

Cabra-Cega

brincadeira cabra-cega
Quadro Cabra-cega, de Otaciano Arantes

Jogada em grupo, uma pessoa é escolhida e seus olhos são vendados. Sem ver os outros participantes, ela tenta encontrá-los.

Se conseguir tocar um deles, ela se livra da venda e passa para a pessoa que foi pega. Note que em alguns lugares é chamado de cobra-cega.

Forca

jogo da forca
O jogo da força é um desafio de adivinhação de palavras

Jogo realizado em grupos e tem como objetivo a adivinhação de alguma palavra. A pessoa que escolhe a palavra pode enunciar alguma dica sobre as características, por exemplo, é uma fruta, um local, um objeto, etc.

Cada um indica uma letra e se a palavra não tiver essa letra, aos poucos é desenhado um corpo numa “suposta” forca.

Os jogadores podem adivinhar a palavra ao longo da partida. Se não for adivinhada e o corpo todo for desenhado, eles perdem.

Quiz do Folclore

Para saber mais sobre o nosso rico folclore, leia esses textos que preparamos especialmente para você:

Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.