Diógenes

Diógenes de Sínope foi um destacado filósofo grego da antiguidade pertencente a corrente filosófica do Cinismo.

Biografia de Diógenes

Nascido em 413 a.C. na cidade de Sínope (atual Turquia), Diógenes era filho de um fabricante de moedas.

Um fato de forjar as moedas levou a prisão de seu pai e o exílio de Diógenes. Por esse motivo, viveu grande parte de sua vida em Atenas.

Foi um grande estudioso, no entanto, preferiu se afastar dos bens materiais para atingir a plenitude por meio do conhecimento.

De tal modo, teve uma postura radical e anti-materialista se afastando dos bens materiais e do luxo, que, segundo ele, cegavam o ser humano.

A grande questão imposta pelo filósofo foi de que cada ser humano deveria se aprofundar no conhecimento de si.

Assim, permaneceu durante muito tempo perambulando nas ruas de Atenas e vivendo num barril com o mínimo que precisava para sobreviver.

Diógenes e os cães
Diógenes, pintura de Jean-Léon Gérôme (1860)

Uma de suas frases enquanto caminhava pelas ruas era “procuro um homem”. Suas palavras estavam relacionadas com a busca de alguém que pudesse viver sem o luxo da sociedade.

Alguns começaram a lhe chamar de “Diógenes, o cão” posto que vivia sua vida da maneira mais simples possível, como um cachorro de rua.

Por outro lado, esse apelido pode estar estava relacionado com a Escola do Cinismo, uma vez que o termo é derivado da palavra “cão” (Kynos).

A partir dessas experiências, foi considerado o símbolo da simplicidade, sendo admirado por muitos.

Alcançou reflexões filosóficas sobre a natureza e o ser humano, fazendo parte da corrente filosófica denominada de “Cinismo”.

Um episódio interessante de sua vida foi o encontro com Alexandre, o Grande, que ouviu rumores de sua sapiência.

Alexandre foi até Diógenes e perguntou o que ele queria. Sem hesitar Diógenes respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.

Noutra versão ele teria respondido “Sim, podes sair da frente do meu sol”. Impressionado com o desprezo do filósofo, o conquistador comentou: “Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes”.

Alexandre e Diógenes
Pintura Alexandre e Diógenes, de Nicolas-André Monsiau (1818)

O filósofo escreveu uma obra intitulada “A República” em que ele critica a valores da sociedade grega. Faleceu em 327 a.C., na cidade grega de Corinto. Em sua lápide foi escrita a seguinte frase:

“O próprio bronze envelhece com o tempo, mas tua gloria, Diógenes, nem toda a eternidade destruirá; pois apenas tu ensinaste aos mortais a lição da autossuficiência na vida e a maneira más fácil de viver”

Cinismo

Diógenes representou uma das mais importantes figuras da corrente filosófica do Cinismo. Os Cínicos eram homens simples, nômades, sem família e sem pátria.

Seu mestre e fundador da Escola do Cinismo foi o filósofo Antístenes. Com ele desenvolveu diversas teorias acerca do mundo.

Ao contrário da corrente do hedonismo e do epicurismo, em que a busca do prazer era o mais importante, para os cínicos o prazer leva o homem à alienação.

Dessa forma, o ser humano se torna escravo de si, o afastando da sua real liberdade, uma vez que eles se tornam escravos de suas ações.

Em resumo, esses filósofos acreditavam que a felicidade não podia ser encontrada pelos supérfluos que preenchiam a vida, e sim pelo autoconhecimento.

Frases

Confira abaixo algumas frases que traduzem o pensamento de Diógenes:

  • Só é verdadeiramente livre quem está sempre pronto a morrer.”
  • A sabedoria serve de freio à juventude, de consolação à velhice, de riqueza aos pobres e de ornamento aos ricos.”
  • Qual o melhor momento para o jantar? 'Se alguém é rico, quando quiser, se é pobre, quando puder'.”
  • Os grandes são como o fogo, do qual convém não nos aproximarmos muito nem afastarmo-nos demasiado. ”
  • Para que serve um filósofo, se não para machucar os sentimentos de alguém?
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