Tópico Biologia 3º ano EM

Codominância e dominância incompleta

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Dominância incompleta e codominância: diferença, exemplos e exercícios

Rafaela Ribeiro
Rafaela Ribeiro
Professora de Biologia

Dominância incompleta e codominância são padrões de herança em que o heterozigoto não tem o mesmo fenótipo de nenhum dos homozigotos. Na dominância incompleta, o heterozigoto apresenta um fenótipo intermediário, como a flor rosa da maravilha. Na codominância, ele apresenta ao mesmo tempo, e de forma distinguível, os fenótipos associados aos dois alelos, como no gado de pelagem ruã e no sistema sanguíneo MN.

Nos dois casos, o cruzamento entre dois heterozigotos produz a proporção genotípica e fenotípica 1 : 2 : 1, e não a proporção 3 : 1 da dominância completa. Isso acontece porque cada genótipo passa a ter um fenótipo próprio.

Para saber qual é o padrão, o critério é sempre o mesmo: comparar o fenótipo do heterozigoto com o dos dois homozigotos. A proporção da descendência, sozinha, não permite a classificação. Esses padrões não contrariam a Primeira Lei de Mendel: os alelos continuam se separando na formação dos gametas; o que muda é a forma como o heterozigoto se manifesta.

Neste conteúdo você encontra:

Diferença entre dominância incompleta e codominância

A diferença está na forma como o heterozigoto aparece. Na dominância incompleta, surge um fenótipo novo, que fica entre os dois homozigotos. Na codominância, não surge nada intermediário: as duas formas aparecem juntas, e cada uma pode ser reconhecida separadamente.

Característica Dominância incompleta Codominância
Fenótipo do heterozigoto Intermediário entre os dois homozigotos Os dois fenótipos ao mesmo tempo, distinguíveis
O que acontece com os produtos dos alelos Menor quantidade de um mesmo produto Dois produtos diferentes, ambos detectáveis
Exemplos Cor da flor da maravilha (vermelha, rosa, branca) Pelagem ruã do gado; sistema sanguíneo MN; sistema ABO (grupo AB)
Proporção fenotípica no cruzamento entre heterozigotos 1 : 2 : 1 1 : 2 : 1
Comparação entre a flor rosa da maravilha, de cor intermediária, e a pelagem ruã do gado, formada por pelos vermelhos e brancos
Na dominância incompleta, a flor do heterozigoto é rosa. Na codominância, a pelagem ruã tem pelos vermelhos e pelos brancos, cada um de uma única cor.
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Uma forma rápida de lembrar: na flor rosa, não é possível apontar onde está o vermelho e onde está o branco. No animal ruão, é possível apontar cada pelo vermelho e cada pelo branco.

Como funciona a dominância incompleta

O exemplo clássico é a planta maravilha (Mirabilis jalapa). Quando uma planta de flores vermelhas, de linhagem pura, é cruzada com uma planta de flores brancas, também de linhagem pura, todas as flores da descendência são rosas. Não são vermelhas nem brancas.

A dominância incompleta também é chamada de ausência de dominância, dominância parcial ou herança intermediária.

Notação dos alelos

Como nenhum alelo domina o outro, não se usa letra maiúscula e minúscula (como A e a). O gene é representado por uma letra, e os alelos, por sobrescritos: CV, associado a flores vermelhas, e CB, associado a flores brancas.

  • CVCV: flor vermelha
  • CVCB: flor rosa
  • CBCB: flor branca

Por que a flor fica rosa

Cada alelo determina seu próprio produto. A planta CVCV tem duas unidades produtoras de pigmento; a planta CVCB tem apenas uma. Com menos pigmento na flor, a cor fica mais clara. Ou seja, o rosa resulta de uma diferença na quantidade de um mesmo produto, e não de uma mistura de tintas.

Fenótipo intermediário não significa média exata. Significa apenas que o heterozigoto fica entre os dois homozigotos.

Cruzamento entre plantas vermelha e branca

No cruzamento CVCV × CBCB, a planta vermelha só forma gametas CV, e a branca só forma gametas CB. Por isso, todos os descendentes são CVCB e têm flores rosas.

Cruzamento entre duas plantas rosas

No cruzamento CVCB × CVCB, cada planta forma gametas CV ou CB, cada um com probabilidade de 1/2. O quadro de Punnett mostra as quatro combinações possíveis.

Quadro de Punnett do cruzamento entre duas maravilhas rosas, com uma flor vermelha, duas rosas e uma branca
Cruzamento entre duas maravilhas rosas: cada genótipo corresponde a um fenótipo diferente.
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Pela regra do produto:

P de C V C V igual a um meio vezes um meio igual a um quarto

O genótipo rosa pode se formar de duas maneiras (CV de um progenitor e CB do outro, ou o contrário). Por isso, somamos as duas possibilidades:

P de C V C B igual a um quarto mais um quarto igual a um meio

P de C B C B igual a um meio vezes um meio igual a um quarto

Verificação: um quarto mais um meio mais um quarto igual a um

O resultado é 1 vermelha : 2 rosas : 1 branca. As flores vermelhas e brancas reaparecem puras, o que mostra que os alelos não se misturaram nem se perderam no heterozigoto.

Cruzamento entre planta rosa e planta branca

No cruzamento CVCB × CBCB, a planta rosa forma gametas CV ou CB, e a branca forma apenas gametas CB:

P de C V C B igual a um meio vezes um igual a um meio

P de C B C B igual a um meio vezes um igual a um meio

Metade da descendência tem flores rosas e metade tem flores brancas. Não surgem flores vermelhas, pois só uma das plantas tem o alelo CV.

Como funciona a codominância

Na codominância, cada alelo determina um produto diferente, e os dois produtos aparecem no heterozigoto. Não há fenótipo intermediário: as duas formas estão presentes e podem ser distinguidas.

Pelagem ruã do gado

No gado, o alelo PV está associado a pelos vermelhos e o alelo PB, a pelos brancos. O heterozigoto PVPB tem pelagem ruã: pelos vermelhos e pelos brancos entremeados. Cada pelo é inteiramente vermelho ou inteiramente branco; não existe pelo de cor intermediária (VOSS et al., 2022).

No cruzamento PVPV × PBPB, toda a descendência é PVPB, com pelagem ruã. A estrutura do cruzamento é igual à da maravilha, mas o resultado é diferente: aqui o heterozigoto não é rosa, e sim vermelho e branco ao mesmo tempo.

No cruzamento PVPB × PBPB, entre um animal ruão e um branco:

P de P V P B igual a um meio vezes um igual a um meio

P de P B P B igual a um meio vezes um igual a um meio

Metade da descendência é ruã e metade é branca. Não nascem animais vermelhos, porque o progenitor branco só fornece o alelo PB.

Sistema sanguíneo MN

A codominância também aparece quando os produtos não são visíveis a olho nu. No sistema MN, os alelos LM e LN determinam antígenos que podem ser identificados em exame. O heterozigoto LMLN apresenta os dois antígenos, M e N, e não um antígeno intermediário (DEAN, 2005).

Genótipo Antígenos presentes Fenótipo
LMLM M M
LMLN M e N MN
LNLN N N

Aqui o fenótipo revela o genótipo sem ambiguidade: se um exame identifica os antígenos M e N, a pessoa só pode ser LMLN.

Como classificar pelo fenótipo do heterozigoto

Para classificar a relação entre dois alelos, basta uma informação: como é o fenótipo do heterozigoto em comparação com o dos dois homozigotos.

Diagrama com a pergunta sobre o fenótipo do heterozigoto e as três classificações possíveis: dominância completa, dominância incompleta e codominância
Uma pergunta, três respostas possíveis. Nenhuma depende da proporção da descendência.
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Fenótipo do heterozigoto Classificação Exemplo
Igual ao de um dos homozigotos Dominância completa Cor da semente da ervilha estudada por Mendel
Intermediário entre os dois Dominância incompleta Flor rosa da maravilha
Os dois ao mesmo tempo, distinguíveis Codominância Pelagem ruã; sistema MN

A proporção não classifica

O cruzamento entre duas maravilhas rosas dá 1 vermelha : 2 rosas : 1 branca. O cruzamento entre dois animais ruãos dá 1 vermelho : 2 ruãos : 1 branco. Os números são iguais, mas as classificações são diferentes. A proporção ajuda a descobrir os genótipos, mas não decide se o caso é de dominância incompleta ou de codominância.

Ser diferente dos pais não é suficiente

Um animal ruão não se parece inteiramente com o pai vermelho nem com a mãe branca, mas isso não o torna intermediário. O que importa é como o heterozigoto difere dos homozigotos: com uma forma intermediária ou com as duas formas presentes.

Para revisar os termos usados aqui, veja o conteúdo sobre homozigoto e heterozigoto, que explica com exemplos como cada genótipo se forma.

Ainda com dúvidas? Pergunta ao Ajudante IA do Toda Matéria

Proporções genotípica e fenotípica

Quando cada genótipo tem um fenótipo próprio, as proporções genotípica e fenotípica são iguais. A proporção fenotípica 3 : 1 só aparece quando dois genótipos diferentes produzem o mesmo fenótipo, como na dominância completa.

Cruzamento Proporção genotípica Proporção fenotípica com dominância completa Proporção fenotípica na dominância incompleta e na codominância
Heterozigoto × heterozigoto 1 : 2 : 1 3 : 1 1 : 2 : 1
Heterozigoto × homozigoto 1 : 1 1 : 1 ou todos iguais, conforme o homozigoto 1 : 1
Gráfico de barras comparando a proporção fenotípica 3 para 1 com a proporção 1 para 2 para 1 no cruzamento entre heterozigotos
O mesmo cruzamento entre heterozigotos. Sem dominância completa, a barra de 0,75 se divide em duas: 0,25 e 0,50.
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Essas proporções são esperadas em descendências grandes. Em descendências pequenas, os números observados podem se afastar um pouco de 1 : 2 : 1 sem que o modelo deixe de valer.

Por que o gado ruão aparece com duas classificações

Alguns livros didáticos classificam a pelagem ruã como dominância incompleta, e outros, como codominância. As duas descrições podem estar corretas, porque dependem do nível de observação.

Diagrama mostrando que o mesmo par de alelos é classificado como codominância ao observar o pelo individual e como dominância incompleta ao observar o animal a distância
O mesmo par de alelos observado em dois níveis. Cada classificação vale para o nível declarado.
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Nível observado O que se observa Classificação
Pelo individual Pelos vermelhos e pelos brancos, cada um de cor pura Codominância
Animal visto a distância Pelagem de tom aparentemente intermediário Dominância incompleta

O caso da anemia falciforme

O mesmo raciocínio vale para a anemia falciforme. No heterozigoto com os alelos HbA e HbS, o sangue contém hemoglobina A e hemoglobina S, ambas identificáveis em exame: nesse nível, há codominância (NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION, 2023). Já na manifestação clínica, o heterozigoto é intermediário entre os dois homozigotos: nesse nível, há dominância incompleta.

Isso não torna a classificação arbitrária. Depois que o nível de observação é declarado, o fenótipo do heterozigoto naquele nível determina a classificação. O que não se pode fazer é classificar sem dizer o que está sendo observado.

Resumo para a prova

  • Dominância incompleta: o heterozigoto tem fenótipo intermediário. Exemplo: maravilha rosa.
  • Codominância: o heterozigoto apresenta os dois fenótipos ao mesmo tempo, de forma distinguível. Exemplos: gado ruão, sistemas MN e ABO (grupo AB).
  • Heterozigoto × heterozigoto: proporção genotípica e fenotípica 1 : 2 : 1 nos dois casos.
  • Dominância completa: o mesmo cruzamento dá proporção fenotípica 3 : 1.
  • Critério: classifique pelo fenótipo do heterozigoto, nunca só pela proporção.
  • Nível de observação: o mesmo par de alelos pode receber classificações diferentes em níveis diferentes, como no gado ruão e na anemia falciforme.

Exercícios sobre dominância incompleta e codominância

Questão 1

Uma planta maravilha de flores vermelhas, de linhagem pura, foi cruzada com uma planta de flores brancas, também de linhagem pura. Todas as plantas da descendência tiveram flores rosas. Qual padrão de herança explica esse resultado?

a) Dominância completa do alelo associado ao vermelho.

b) Dominância completa do alelo associado ao branco.

c) Dominância incompleta.

d) Codominância.

e) Mistura permanente dos alelos dos pais.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a c: o heterozigoto tem flores rosas, um fenótipo intermediário entre o vermelho e o branco dos homozigotos.

A alternativa a está incorreta porque se o alelo associado ao vermelho fosse dominante, todas as flores da descendência seriam vermelhas.

A alternativa b está incorreta porque se o alelo associado ao branco fosse dominante, todas as flores da descendência seriam brancas.

A alternativa d está incorreta porque na codominância o heterozigoto apresentaria as duas cores de forma distinguível, e não uma cor intermediária.

A alternativa e está incorreta porque os alelos não se misturam: no cruzamento entre duas plantas rosas, flores vermelhas e brancas reaparecem puras.

Questão 2

Duas maravilhas de flores rosas, de genótipo CVCB, foram cruzadas. Qual é a proporção fenotípica esperada na descendência?

a) 1 vermelha : 2 rosas : 1 branca.

b) 3 rosas : 1 branca.

c) 3 vermelhas : 1 branca.

d) 1 vermelha : 1 branca.

e) Todas rosas.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a a: cada planta forma gametas CV e CB com probabilidade de 1/2. Assim, esperam-se 1/4 CVCV (vermelha), 1/2 CVCB (rosa) e 1/4 CBCB (branca).

A alternativa b está incorreta porque a proporção 3 : 1 só aparece quando dois genótipos produzem o mesmo fenótipo, o que não ocorre na dominância incompleta.

A alternativa c está incorreta porque trata o vermelho como dominante; na maravilha, o heterozigoto é rosa, e não vermelho.

A alternativa d está incorreta porque ignora os heterozigotos, que correspondem à metade da descendência.

A alternativa e está incorreta porque todas as plantas seriam rosas apenas no cruzamento entre uma planta vermelha pura e uma branca pura.

Questão 3

No sistema sanguíneo MN, uma pessoa tem genótipo LMLN. O que um exame de sangue deve identificar?

a) Apenas o antígeno M.

b) Apenas o antígeno N.

c) Um antígeno intermediário entre M e N.

d) Nenhum dos dois antígenos.

e) Os antígenos M e N.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a e: o sistema MN é um caso de codominância: cada alelo determina seu próprio antígeno, e os dois estão presentes no heterozigoto.

A alternativa a está incorreta porque o alelo LN também produz seu antígeno; ele não é mascarado.

A alternativa b está incorreta porque o alelo LM também produz seu antígeno; ele não é mascarado.

A alternativa c está incorreta porque na codominância não se forma produto intermediário; formam-se os dois produtos.

A alternativa d está incorreta porque os alelos não se anulam; ambos determinam produtos detectáveis.

Questão 4

Em uma descendência grande, foram observados três fenótipos na proporção aproximada de 1 : 2 : 1. Essa informação, sozinha, permite classificar a relação entre os alelos?

a) Sim, a proporção 1 : 2 : 1 indica dominância incompleta.

b) Não, pois a proporção 1 : 2 : 1 ocorre tanto na dominância incompleta quanto na codominância.

c) Sim, a proporção 1 : 2 : 1 indica codominância.

d) Sim, a proporção 1 : 2 : 1 indica dominância completa.

e) Não, pois a proporção 1 : 2 : 1 só ocorre em descendências pequenas.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a b: nos dois padrões cada genótipo tem fenótipo próprio, e a proporção é a mesma. Para classificar, é preciso observar como é o fenótipo do heterozigoto.

A alternativa a está incorreta porque a mesma proporção também aparece na codominância, como no gado ruão.

A alternativa c está incorreta porque a mesma proporção também aparece na dominância incompleta, como na maravilha.

A alternativa d está incorreta porque na dominância completa, o cruzamento entre heterozigotos dá proporção fenotípica 3 : 1.

A alternativa e está incorreta porque a proporção 1 : 2 : 1 é esperada justamente em descendências grandes.

Questão 5

Um animal de pelagem ruã (PVPB) foi cruzado com um animal de pelagem branca (PBPB). Qual é a descendência esperada?

a) Todos os descendentes ruãos.

b) 1/4 vermelhos, 1/2 ruãos e 1/4 brancos.

c) 3/4 ruãos e 1/4 brancos.

d) 1/2 ruãos e 1/2 brancos.

e) 1/2 vermelhos e 1/2 brancos.

Gabarito explicado

A alternativa correta é a d: o animal ruão forma gametas PV ou PB, cada um com probabilidade de 1/2, e o branco forma apenas PB. Assim, 1/2 dos descendentes são PVPB (ruãos) e 1/2 são PBPB (brancos).

A alternativa a está incorreta porque todos seriam ruãos apenas no cruzamento entre um animal vermelho puro e um branco puro.

A alternativa b está incorreta porque essa é a proporção do cruzamento entre dois animais ruãos, e não entre um ruão e um branco.

A alternativa c está incorreta porque a proporção 3 : 1 exigiria dominância completa, e aqui o heterozigoto tem fenótipo próprio.

A alternativa e está incorreta porque não nascem animais vermelhos, pois o progenitor branco só fornece o alelo PB e o genótipo PVPV não pode se formar.

Quer continuar praticando? Resolva a lista de exercícios sobre a 1ª Lei de Mendel e compare os cruzamentos com dominância completa com os casos que você viu aqui.

Perguntas frequentes

Dominância incompleta é o mesmo que ausência de dominância?

Sim. Os termos dominância incompleta, ausência de dominância, dominância parcial e herança intermediária descrevem o mesmo padrão: o heterozigoto tem fenótipo intermediário entre os dois homozigotos.

O sistema ABO é um exemplo de codominância?

Sim, em parte. Os alelos IA e IB são codominantes: a pessoa IAIB tem os antígenos A e B e pertence ao grupo AB. Já o alelo i é recessivo em relação aos outros dois.

Qual é a proporção fenotípica na dominância incompleta?

No cruzamento entre dois heterozigotos, a proporção fenotípica é 1 : 2 : 1, igual à genotípica. No cruzamento entre um heterozigoto e um homozigoto, é 1 : 1.

Por que o gado ruão é classificado de formas diferentes nos livros?

Porque a classificação depende do nível de observação. Olhando cada pelo, há pelos vermelhos e brancos de cor pura: codominância. Olhando o animal a distância, a pelagem parece ter um tom intermediário: dominância incompleta.

Qual é a diferença entre codominância e dominância completa?

Na dominância completa, o heterozigoto tem o mesmo fenótipo de um dos homozigotos, porque um alelo mascara o outro. Na codominância, nenhum alelo é mascarado, e o heterozigoto apresenta os dois fenótipos. Veja mais sobre o padrão clássico em Leis de Mendel, que reúne as duas leis com exemplos de cruzamentos.

Referências Bibliográficas

DEAN, L. The MNS blood group. In: DEAN, L. Blood groups and red cell antigens. Bethesda (MD): National Center for Biotechnology Information (US), 2005. cap. 12. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK2274/. Acesso em: 5 nov. 2026.

NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION. Sickle cell trait. In: StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK537130/. Acesso em: 5 nov. 2026.

VOSS, K.; BLAJ, I.; TETENS, J. L.; THALLER, G.; BECKER, D. Roan coat color in livestock. Animal Genetics, v. 53, n. 5, p. 549-556, 2022. DOI: 10.1111/age.13240.

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Rafaela Ribeiro
Rafaela Ribeiro
Professora de Biologia licenciada em Ciências Biológicas e mestranda em Zoologia, com pesquisa voltada à paleontologia e evolução de mamíferos.

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