Manuel Antônio de Almeida

Daniela Diana

Manuel Antônio de Almeida foi um importante escritor da primeira geração romântica, fase marcada pelo binômio nacionalismo-indianismo.

Foi Patrono da Cadeira n° 28 e ainda exerceu a profissão de professor e jornalista.

Biografia

De descendência portuguesa, Manuel Antônio de Almeida, nasceu no Rio de Janeiro, dia 17 de novembro de 1831.

Filho do tenente Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida, Manuel teve uma infância marcada por dificuldades financeiras e com apenas 10 anos ficou órfão de pai.

Estudou na Academia de Belas-Artes e, com 17 anos ingressou no Curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Corte, graduando-se em 1855.

Quando tinha por volta de 20 anos sua mãe faleceu e, portanto, empregou-se no Correio Mercantil, em 1852.

Anos mais tarde, em 1958, foi nomeado Administrador da Tipografia Nacional, local onde conheceu o escritor Machado de Assis (1839-1908), que trabalhava como ajudante de Tipografia e do qual tornou-se amigo e protetor.

No ano seguinte, foi nomeado 2º Oficial da Secretaria da Fazenda; e, em 1861, candidatou-se à Assembleia Provincial do Rio de Janeiro.

Faleceu em Macaé, interior do Rio de Janeiro, dia 28 de novembro de 1861, com apenas 30 anos, vítima do naufrágio do barco a vapor “Hermes”, fato que matou cerca de 30 pessoas.

Para saber mais, acesse o link: Primeira Geração Romântica

Obras

Um homem a frente de seu tempo, os escritos de Manuel Antônio de Almeida, a despeito de pertencerem ao estilo romântico, possuem tendências realistas, repletas de humor e sarcasmo, assinaladas por uma linguagem coloquial, direta e descompromissada.

Escreveu um único livro “Memórias de um Sargento de Milícias” (1853) e uma peça de teatro intitulada “Dois Amores”, em 1861.

Além disso escreveu ensaios, crônicas, críticas literárias e artigos, contudo, foi ignorado pela crítica, uma vez que abordava temas mais realistas, os quais ultrapassavam os excessos românticos.

Para saber mais, acesse o link: Romantismo do Brasil

Memórias de um Sargento de Milícias

Considerado um dos melhores romances brasileiros “Memórias de um Sargento de Milícias” (1852) foi publicada durante um ano (1852-1853) anonimamente no suplemento semanal denominado “Pacotilha” do jornal Correio Mercantil, no qual Manuel era redator.

Essas publicações em prosa foram reunidas em dois volumes, no ano de 1855, cujo autor utilizava o pseudônimo “Um Brasileiro”.

O romance, que se afasta dos padrões românticos da época, relata numa linguagem mais popular, o envolvimento do malandro Leonardo com Luisinha.

Diante disso, nota-se que Manuel se preocupou em apresentar personagens com personalidade mais próxima da realidade, desmistificando a figurado herói romântico idealizado.

Assim, o autor aproxima-se da prosa regionalista (que surgiria no modernismo) donde destaca o cotidiano, os costumes e os comportamentos de personagens comuns da sociedade, a qual critica e ironiza muitas vezes.

Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.