Maurício de Nassau


Maurício de Nassau foi um holandês de origem alemã, considerado pelos historiadores como sendo "um homem simpático e tolerante", além de administrador talentoso.

Biografia de Maurício de Nassau

Johann Mauritius (João Maurício) Van Nassau-Siegen, nasceu no Castelo de Dillemburg, na Alemanha, em 17 de junho de 1604.

Filho de uma tradicional família da nobreza, ele nasceu na casa de Nassau, sendo o primogênito do segundo casamento do conde João VII de Nassau.

Sua educação formal começou na Universidade da Basileia, a partir dos 10 anos de idade. Em 1616, ele entrou no Collegium Mauritianum.

Casou-se com Margarida de Holstein, princesa de Holstein-Sonderburg e ingressou na carreira militar a serviço dos Países Baixos em 1621, durante a "Guerra dos Trinta Anos", contra a Espanha, na qual se destacou e ganhou fama. Em 1626 foi promovido a Capitão e, em 1629, a Coronel.

Mais tarde, em 1632, Nassau muda-se para Haia, onde inicia a construção da luxuosa Mauritshuis, hoje um ponto turístico da cidade holandesa e projeto do famoso arquiteto Jacob Van Campen.

Porém, esta obra veio a afetar os recursos financeiros de Nassau, que, por esse motivo, aceita o convite da "Companhia Holandesa das Índias Ocidentais" para administrar a colônia holandesa no Brasil em 1636-1637, com o título de governador e comandante-chefe, além de uma excelente remuneração.

Regressa aos Países Baixos em 1644, sendo elevado a General de Cavalaria e nomeado Comandante da Guarnição de Wesel.

Exerceu também o cargo de Governador de Cleves em 1647 e, em 1652, foi nomeado Comandante da Ordem de Malta para o norte da Alemanha.

Foi Governador de Utrecht em 1674, quando é condecorado com o título de Príncipe do Império Germânico.

Maurício de Nassau falece no dia 20 de dezembro de 1679 em Kleve, na Alemanha.

Maurício de Nassau no Brasil

Maurício de Nassau desembarca em Recife no ano de 1637, governando a colônia por sete anos, num mandato de cinco anos e prolongável.

Assim que chegou ao Brasil, organizou os expedientes militarmente a fim de expulsar os luso-espano-brasileiros para além do São Francisco, o que logrou feito em pouco.

Regressou ao Recife no início do Inverno deste mesmo ano, quando passou a dedicar-se ao restabelecimento da administração civil e militar da colônia. Restabeleceu a produção da capitania por meio da oferta de empréstimos para recuperação dos engenhos de açúcar.

Nassau desenvolveu a economia açucareira no Nordeste com métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.

No Recife, foi responsável pela drenagem de terrenos, construção de canais, diques, pontes, palácios (Palácio de Friburgo e Palácio da Boa Vista), jardins (botânico e zoológico), o museu natural, o observatório astronômico.

Também ganha créditos por ordenar serviços públicos de primeira ordem, como o corpo de bombeiros e a coleta de lixo.

Porém, em 30 de setembro de 1643, Maurício de Nassau recebe a "Carta de dispensa dos Estados Gerais" e parte numa esquadra de treze naus com uma carga avaliada em 2,6 milhões de florins, levando para seu palácio de Haia, objetos e pinturas que adornavam seu palácio no Brasil e a promessa de cargos importantes na Europa.