Modo Indicativo


O modo indicativo é utilizado para exprimir um fato ou ação habitual em sua certeza quando refere-se ao presente, passado e futuro. Este é o modo da oração principal.

Em resumo, é usado:

  • Para exprimir uma ação habitual: Às sextas-feiras vou à novena do meio-dia.
  • Como forma de atualizar os fatos ocorridos no passado: Leonardo Da Vinci conclui a Monalisa após muitos anos.
  • Como forma de indicar um futuro próximo que, certamente, acontecerá: Amanhã retomo as reuniões habituais.

Tempos do Indicativo

Presente

O presente do indicativo é empregado como forma de enunciar um fato atual. As ações no presente ocorrem enquanto são faladas.

Exemplos:

Como um camarão agora.
Querida! Estou à porta.
Revelo minhas intenções agora.

Presente Durativo

Para indicar ações e estados permanentes ou que sejam considerados dessa forma. Ocorre com a denominada verdade científica, com o dogma e artigo de lei. Ocorre no chamado presente durativo.

Exemplos:

O vento entra pela janela.
A crise econômica é resultado da política.

Presente Habitual ou Frequentativo

É aplicado como forma de expressar uma ação habitual ou uma propriedade do sujeito. Ocorre mesmo que a ação não ocorra no exato momento em que é pronunciado.

Exemplos:

Chego cedo, revejo os relatórios, tomo uma caneca de chá, organizo a secretaria e vou à primeira reunião.
Gosto muito de brigadeiro, explicou o menino.

Presente Histórico ou Narrativo

Ocorre como forma de dar vivacidade a fatos ocorridos no passado.

Exemplo:

O cão ataca o carteiro todas as manhãs. Espreita ao pé do portão e à aparente surpresa, ladra feliz.

Atenção!

É utilizado como forma de marcar um fato futuro, mas próximo. E, para evitar ambiguidade, é acompanhado de um adjunto adverbial.

Exemplo:

À tarde vamos ao parque brincar e tomar um sorvete.
Revejo os relatórios somente ao início da manhã de quinta-feira.

Pretérito Imperfeito

Cabe ao pretérito imperfeito designar as ações ocorridas no passado e que ainda não estão concluídas.

No pretérito imperfeito há o indicativo de continuidade e de permanência do processo verbal de maneira mais preponderante do que nos demais tempos verbais.

Aplicação do Pretérito Imperfeito:

Para levar o interlocutor à época do passado em que é descrito o que, no momento escolhido, era o presente.

Exemplo:

Cristiane era uma ótima mulher.

Como forma de indicar, entre ações que ocorrem de maneira simultânea aquela que ocorria quando a outra foi apontada.

Exemplo:

Era dia, quando o trabalho ficou pronto.

Como forma de indicar o imperfeito frequentativo.

Exemplo:

Pintava os desenhos, organizava as flores de plástico, impedia o cão de comer o giz de cera.

Na indicação de fatos passados concebidos como contínuos ou permanentes:

Exemplo:

Pensava em mudar de atitude.

Quando no futuro do pretérito, é usado para denotar um fato que seria consequência certa e imediata de outro e, que, contudo, não ocorreu:

Exemplo:

Conseguisse o empréstimo, pagava todas as contas.

Imperfeito de Cortesia

Quando usado no presente do indicativo, é uma maneira de suavizar uma afirmação ou fazer um pedido.

A senhora podia retirar seu cão do Sol?

Imperfeito Aplicado ao Verbo Ser

É usado para denotar o sentido existencial do verbo ser e de forma a situar no tempo contos, lendas, fábulas, etc.

Exemplos:

Era uma vez uma princesa que não queria se casar e ter filhos.

Pretérito Perfeito

Existe na língua portuguesa a diferenciação entre as duas formas do pretérito perfeito: a simples e a composta.

Na forma simples é indicada uma ação ocorrida no momento do passado. Essa é a forma empregada como forma de relatar o passado da maneira em que é apresentado ao observador no presente.

Exemplos:

Ajustei-me no sofá.
Enrolei-me ao explicar o processo.

Já a forma composta é aplicada para exprimir a repetição de uma ação e a continuidade dela no momento em que se fala.

Exemplos:

E fatos assim têm ocorrido continuamente.

Em síntese:

O pretérito perfeito simples, que indica uma ação concluída em sua totalidade aponta o afastamento do presente.

O pretérito perfeito composto é aplicado em referência a fato repetido ou contínuo e, neste cado, está próximo ao presente.

É importante destacar que na aplicação de uma ação repetida, de forma contínua, o pretérito perfeito simples exige incondicionalmente o acompanhamento de advérbios ou locuções adverbiais, como: várias vezes, muitas vezes, frequentemente, sempre, todos os dias, etc.

Exemplos:

Insistia sempre no mesmo erro.
Retornava, frequentemente, à casa do pai.

Diferença entre Pretérito Imperfeito e Perfeito

  • O pretérito imperfeito é aplicado para apresentar o fato passado habitual
  • O pretérito perfeito é aplicado para apresentar o fato não habitual
  • O pretérito imperfeito é aplicado para a ação durativa. Não é limitado ao tempo
  • O pretérito perfeito indica a ação momentânea, aquela que é definida no tempo.

Pretérito Mais-que-perfeito

O pretérito mais-que-perfeito é usado em uma ação que ocorreu antes de outra ação, também já passada.

Exemplo:

Passou na casa da tia, que já preparara um delicioso bolo de laranja.

O pretérito mais-que-perfeito pode denotar:

Um fato estabelecido no passado de maneira vaga.

Exemplo:

Vivera de maneira perdulária.

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