Osíris

Daniela Diana

Osíris é o deus do julgamento, do além e da vegetação, sendo considerado um dos mais importantes e populares da mitologia egípcia.

Os cultos a Osíris eram muito comuns e são registrados a partir de 2400 a.C. Por esse motivo, diversos templos foram erigidos em sua homenagem.

Essas celebrações ocorriam anualmente por volta de 2000 a.C. as quais eram promovidas em festivais e marcavam todo o ciclo da vida, do nascimento, da morte, do renascimento, além da benção da fertilidade.

Simbologia

Também chamado de Usir ou Ausar, Osíris está relacionado com a vida no além pois à ele foi atribuído o trabalho de julgar os mortos.

Para isso, o rei da ressurreição pesava o coração de cada um. Esse processo era chamado de "psicostasia" e acontecia na "sala das duas verdades". Assim, segundo o resultado obtido, ele decidia o destino das pessoas.

Ele também é cultuado como deus da agricultura porque esse processo também implica na morte e renascimento da vida.

Após a colheita, os campos experimentam o vazio até que sejam novamente semeados para produzir novamente.

Osíris, portanto, simboliza o renascimento, a ressurreição, a justiça e a fertilidade.

Representação de Osíris

Osíris
Representação de Osíris

A representação de Osíris é de um rei mumificado com barba e a cabeça adornada com uma coroa. A pele é esverdeada ou preta, como forma de indicar que está, de fato, morto.

Suas figuras, datadas do Novo Reino, período entre 1539 a 1075 a.C., o revelam de braços sobre o peito e segurando em cada uma das mãos um cajado e um açoite.

História de Osíris

Osíris era filho de Geb, deus da terra, e de Nut, deusa do céu e a mãe dos deuses. Ele tinha três irmãos: Set, deus da guerra, da violência e do caos; Néftis, deusa do morte; e Ísis, deusa do amor, da natureza e da magia.

Set casou-se com sua irmã Néftis e Osíris com sua irmã Ísis. O papel de Osíris foi o de governar o império antigo, já seu irmão ficou encarregado de governar o deserto. Decerto, isso causou incômodo em Set que passa a ter muita inveja de seu irmão.

Diante disso, Set prepara uma armadilha para matar Osíris. Ao conseguir prendê-lo num sarcófago, ele foi atirado ao rio Nilo.

Ciente do ocorrido, Ísis fica desesperada e vai atrás do corpo do marido, para enterra-lo com dignidade.

Com receio de que sua irmã encontrasse o corpo, Set o dividiu em 14 pedaços e distribui as partes do cadáver de Osíris pelo Egito.

Com a ajuda de sua irmã Néftis, a deusa Ísis desenterrou todos os pedaços, menos o falo (pênis) que fora substituído por um caule vegetal. Após o ocorrido, ele é mumificado e Ísis se transforma numa ave, que tem o poder de ressuscitar Osíris.

Pelo união sexual de ambos, Ísis deu vida ao filho, Hórus, deus do sol nascente, que vingou a morte de seu pai matando seu tio Set.

Assim, Hórus passa a governar o Egito, e Osíris, que foi ressuscitado, passa a viver e governar o submundo. Ali, ele ficou responsável por julgar as pessoas pesando seus corações.

Hórus, Osíris e Ísis
Representação de Hórus, Osíris e Ísis, deuses mais importantes no mito de Osíris

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Daniela Diana
Daniela Diana
Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.