Questões de História — 9º ano

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9º ano : História - República e séculos XX–XXI

“Nessa época, respaldada pela política do governo Costa e Silva (...) a ofensiva militar e paramilitar transferiu os ataques (...) [para o] teatro e profissionais da área. Atores foram espancados, sequestrados, humilhados e teatros pichados, destruídos e bombardeados. (...) Em Porto Alegre, a encenação da peça [Roda Viva] enfrentou problema semelhante. No dia seguinte à estreia do espetáculo no Teatro Leopoldina, em 4 de outubro de 1968, as paredes do teatro amanheceram com pichações do tipo “fora os agitadores”, “comunistas” e “abaixo a pornografia” e, em 7 de outubro de 1968, o chefe do SCDP interditou a encenação do espetáculo (...), [acusando que] “os responsáveis pela peça vêm desrespeitando de há muito as determinações da censura federal através de marcações improvisadas e gestos indecentes provocando tumulto”.

GARCIA, Miliandre. “Ou vocês mudam ou acabam”: teatro e censura na ditadura militar. (1964-1985)/ Miliandre Garcia. – Rio de Janeiro: UFRJ/IFCS, 2008. p.138

Sobre as manifestações artísticas e culturais durante a Ditadura Militar, avalie as seguintes afirmações:

I. A censura e a violência física de militares e paramilitares consistiam em riscos reais à classe artística durante a Ditadura Militar.

II. O teatro foi o setor artístico mais conhecido pela crítica à Ditadura nos anos de 1960 e 1970, tendo em vista que a música e a literatura permaneceram indiferentes ao regime.

III. Embora buscasse imprimir um ar de institucionalidade e legitimidade, ações como a ocorrida em Porto Alegre em outubro de 1968 comprovam a brutalidade dos agentes da Ditadura.

É correto o afirmado em:

I, II e II.

I e II, somente.

I e III, somente.

II e III, somente.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

(Enem/2018)

Cartilha Getúlio Vargas

Essa imagem foi impressa em cartilha escolar durante a vigência do Estado Novo com o intuito de

destacar a sabedoria inata do líder governamental.

atender a necessidade familiar de obediência infantil.

promover o desenvolvimento consistente das atitudes solidárias.

conquistar a aprovação política por meio do apelo carismático.

estimular o interesse acadêmico por meio de exercícios intelectuais.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

O cartaz abaixo, datado de 1965, circulou na China e foi intitulado de "Levar a Revolução até o fim". Na imagem, lê-se a seguinte mensagem, em chinês: "Promover o proletariado e aniquilar a burguesia; alterar os céus e mudar a terra. Levar a revolução até o fim!".

Cartaz da Revolução Chinesa

A visão deste cartaz sobre a Revolução Chinesa destaca:

O caráter militar e pacífico da Revolução, que tinha como objetivo central unificar a China e pacificar a relação entre nacionalistas e comunistas.

O sucesso das forças chinesas em combater os invasores japoneses na Segunda Guerra Mundial, chamados pejorativamente de "burguesia" neste documento.

O caráter popular e ideológico da Revolução, conclamando a população a preservar tais valores nas décadas seguintes.

A liderança de Mao Tsé-Tung e a sabedoria de seus ensinamentos, que conduziu o processo revolucionário com apoio dos Estados Unidos e da França.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

Em 2023, o BRICS (bloco formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) anunciou sua expansão para BRICS+, incorporando novos membros como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia.

Essa expansão representa:

Uma tentativa de restaurar a bipolaridade da Guerra Fria, com o BRICS+ assumindo o papel da antiga União Soviética.

O enfraquecimento da ordem multipolar, já que a união de tantos países diferentes impede a formação de múltiplos centros de poder.

A consolidação da hegemonia ocidental, uma vez que os novos membros são tradicionais aliados dos Estados Unidos e da União Europeia.

Um movimento característico da multipolaridade, no qual países emergentes buscam fortalecer sua influência global e criar alternativas às instituições dominadas por potências ocidentais.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

(Cesgranrio) O governo Rodrigues Alves (1902-1906) foi responsável pelos processos de modernização e urbanização da Capital Federal - Rio de Janeiro. Coube ao prefeito Pereira Passos a urbanização da cidade e ao Dr. Oswaldo Cruz o saneamento, visando a combater principalmente a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Essa política de urbanização e saneamento público, apesar de necessária e modernizante, encontrou forte oposição junto à população pobre da cidade e à opinião pública porque:

mudava o perfil da cidade e acabava com os altos índices de mortalidade infantil entre a população pobre.

transformava o centro da cidade em área exclusivamente comercial e financeira e acabava com os infectos quiosques.

desabrigava milhares de famílias, em virtude da desapropriação de suas residências, e obrigava a vacinação antivariólica.

provocava o surgimento de novos bairros que receberiam, desde o início, energia elétrica e saneamento básico.

implantava uma política habitacional e de saúde para as novas áreas de expansão urbana, em harmonia com o programa de ampliação dos transportes coletivos.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

A Revolta da Chibata aconteceu durante a Primeira República (1889-1930), período da história do Brasil marcado por uma série de revoltas populares, com EXCEÇÃO da:

Guerra de Canudos

Revolta da Vacina

Revolta dos Malês

Contestado

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

"Os federalistas não questionavam a forma republicana, ao contrário da imagem que o opositor criou, de que objetivavam a restauração monárquica. Sua proposta objetivava outro projeto, também republicano o qual o federalismo residiria na liberdade e autonomia de sua pátria diante do autoritarismo estadual e intervencionismo federal. Temos um cenário em que um federalismo foi instituído pelo grupo vencedor, que por sua vez, passou a ser contestado por uma outra elite que se tornara periférica..."

(ROSSATO, Monica; PADOIN, Maria Medianeira. A Revolução Federalista (1893-1895) na região fronteiriça platina: projetos políticos e a trajetória de Gaspar Silveira Martins. Estudios Históricos – CDHRPyB, Montevidéu, ano XI, n. 22, dez. 2019. ISSN 1688-5317.)

O texto apresentado destaca aspectos da disputa política que resultou na Revolução Federalista. A análise das autoras permite compreender que:

Os federalistas defendiam a volta da monarquia como forma de garantir maior centralização política.

O conflito ocorreu entre republicanos e monarquistas que divergiam sobre o regime político brasileiro.

A proposta de restauração monárquica ganhou apoio entre os federalistas devido à sua popularidade no Rio Grande do Sul.

Os grupos em conflito disputavam diferentes interpretações sobre como organizar o sistema republicano.

A interpretação das autoras fundamenta-se em uma perspectiva materialista que compreende o conflito como reflexo de antagonismos entre classes sociais distintas.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

"O marechal Floriano encarnava uma visão da República não identificada com as forças econômicas dominantes. Pensava construir um governo estável, centralizado, vagamente nacionalista, baseado sobretudo no Exército e na mocidade das escolas civis e militares. Essa visão chocava-se com a da chamada República dos Fazendeiros, liberal e descentralizada, que via com suspeitas o reforço do Exército e as manifestações da população urbana do Rio de Janeiro..."

(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013. p. 219)

O texto evidencia tensões entre diferentes projetos políticos durante o governo de Floriano Peixoto. O conflito descrito pelo historiador refere-se ao embate entre:

um projeto centralizador e nacionalista apoiado pelos militares e setores urbanos versus um projeto federalista e liberal defendido pelas oligarquias agrárias.

as propostas socialistas dos movimentos operários urbanos e o conservadorismo monarquista das elites rurais tradicionais.

os interesses da burguesia industrial emergente e as demandas dos trabalhadores rurais por reforma agrária.

o projeto parlamentarista defendido pelo Exército e o presidencialismo autoritário apoiado pelos cafeicultores paulistas.

as reivindicações autonomistas das províncias do Sul e o unitarismo defendido pelas oligarquias do Nordeste.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

Dentre as causas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), é correto citar:

O avanço do comunismo após a Revolução Russa, as disputas territoriais imperialistas e a Grande Depressão nos Estados Unidos.

O movimento de independência na Ásia e na África, o avanço do comunismo na Europa e as disputas entre Rússia e Alemanha pela Alsácia-Lorena.

A rivalidade econômica entre a Inglaterra e a Alemanha, o avanço do nazifascismo na Europa e a disputa por colônias na Ásia.

As tensões causadas pela corrida imperialista, a disputa territorial entre França e Alemanha e o forte sentimento nacionalista na Europa.

9º ano : História - República e séculos XX–XXI

"A confiança num crescimento econômico que parecia não ter limites levava a população a consumir cada vez mais. Segundo o jornalista William a. Klingaman, "poupar era condenado como algo irremediavelmente impatriótico. Era dever de cada norte-americano comprar o maior número possível de relógios de pulso, enceradeiras, geladeiras, aparelhos de barbear elétricos, bicicletas ergométricas e latas de ervilha".

(BRENER, Jayme. 1929: A crise que mudou o mundo. São Paulo: Ática, 1996. p. 6)

O texto descreve características da sociedade norte-americana na década de 1920, período que antecedeu a Grande Depressão de 1929. A relação entre o comportamento social descrito e a crise econômica que se seguiu pode ser compreendida pelo fato de que:

o consumo excessivo estimulou o desenvolvimento tecnológico e a diversificação da produção industrial, garantindo a sustentabilidade do modelo econômico.

a cultura do consumismo, aliada à especulação financeira e ao crédito facilitado, criou uma bolha econômica insustentável que colapsou com a quebra da Bolsa de Valores.

a ênfase no consumo interno fortaleceu a economia norte-americana, tornando-a imune aos efeitos da crise financeira que atingiu exclusivamente a Europa.

o governo norte-americano implementou políticas de controle rigoroso sobre o mercado financeiro, impedindo a formação de práticas especulativas.

a população reduziu drasticamente seus gastos por desconfiança no sistema bancário, provocando recessão e desemprego antes da quebra da Bolsa.

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